quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

As sandálias de um pescador nada convencional.



Enveredei pelas páginas de Morris West nos últimos 3 dias, estou perplexa com o amor com que o papa delineado por este autor tem. Me impele a andar em direção ao amor também e compactuar com a liberdade de curar e amar a outrem.
Pois, ali as verdades do Senhor se manifestam num personagem nada ortodoxo, russo, e tecnicamente inexistente, as verdades de Amor ao Próximo como a mim mesmo, de Dar em lugar de receber, de servir em vez de ser servido.
O que a Bíblia nos diz para fazermos transmuda a nossa visão sobre nós mesmos, pois, quando efetivamente obedecemos a ordem de doação, a maravilha do amor, nos liberta de nós, da nossa fatídica condição egoísta. Não do nosso pecado, mas quando agimos motivados pela Graça de Deus e Misericórdia, então amamos sem restrição, ou, sem egoísmos ou algum tipo de variação pérfida das nossas motivações pecaminosas.
Numa linguagem mais Amanda, rs, quando eu amo o meu próximo, me sinto livre ao menos por um momento de pensar no meu próprio umbigo e cumpro a vontade de Deus, proporcionando ao outro uma fagulha de vida e uma chama de amor pra aquecer o coração cansado.
O mundo está sedento deste tipo de ação, por isso pessoas como a Madre Tereza de Calcutá, João Paulo II, a galera do Missões Portas Abertas, as Casas de Misericórdia, os Centros de Reabilitação Social, dentre outros, são bem vistos, admirados e têm seu lugar ao sol, pois se dedicam ao bem estar dos que estão à margem, amam sem esperar nada em troca e quando afligidos, dão a outra face em lugar de outro tapa.

Um sujeito de barba mal feita, modos rudes, andar engraçado, roupas simples e uma fala um tanto sem jeito, à forma dos pescadores surge no cenário.
No começo ele agia sem pensar, saia atropelando as coisas, e com muito impulso, era o tipo bater antes de perguntar. Sua ficha diz que a vida toda ele só sabia pescar, era profissional, até se tornar amigo de um Carpinteiro motivador e que gostava de um bom papo. Nada mudou, da perspectiva profissional, ele continuou sendo pescador, mas aprendeu a derramar amor por onde andava, pescando assim o coração dos homens. Ele disse que tudo que aprendeu deve à três anos de convivência com seu amigo Carpinteiro, mas que tudo começou a surtir efeito em sua vida 43 dias depois que este seu grande amigo mudou-se para terras mais altas. Seu nome? Pedro. Seu amigo? Jesus.

Um pescador nada convencional que mostrou que ainda que o instinto seja forte é possível se tornar um pescador de homens por meio do amor.

Deus lhe abençoe.