domingo, 19 de dezembro de 2010

Eis-me onde?

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Acredito que todos os que tem algum desejo de ser missionário sempre dizem com algum orgulho “eis-me aqui”.

No Brasil o fator “ser missionário” dentro da perspectiva da igreja evangélica é um atrativo para muitos jovens que desejam se entregar ao Senhor de todo seu coração. Mas, a pergunta que é necessária aqui é: Até onde você está disposto a ir?

Aqueles que são mais sanguíneos, como Pedro, dirão “até os confins do universo, Senhor, envia-me!” Os mais ponderados e temerosos certamente dirão: “Bem, é preciso analisar quais são os prós e os contras e o que tenho a meu favor e contra mim”. E aqueles que caem de paraquedas mal sabem pra onde ir, o que dizer e muito menos como fazer.

Ouço nas igrejas: _ Eu tenho chamado pra missões sabe, Deus me disse que eu seria missionária (o).

Antes olhava com paixão e dizia: Isso aí Deus! Grande!! Mais um pra obra!!

Hoje, com mais ponderação olho e aviso: _ Bem, então, que Deus te abençoe, se prepare, o campo está pronto pra colheita, mas se você não tiver o instrumento adequado não conseguirá colher nada.

E o seu instrumento não está em outros países, é o amor e o serviço, que andam juntos. Quer ser missionário? Qual é a sua capacidade de compreensão e compaixão pelo outro? Se você não consegue se compadecer do seu colega de trabalho aqui, pense bem, compadecer-se daquele que você nem conhece é um tanto mais difícil.

É fácil sair berrando pelo avivamento, difícil é viver em santidade.

Antes de sair correndo e pegando o primeiro avião rumo às “missões”, vá orar, vá se preparar, ler a Bíblia, conhecer a vontade de Deus e aplicar a Sua Palavra aqui, na SUA TERRA.

Nosso país é um campo branco, pronto pra colheita e PRECISA de você.

Deus te abençoe.

sábado, 18 de dezembro de 2010

O Lado Negro da Força

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Ultimamente tem sido difícil escrever, muito pouco tempo, mas, graças a Deus vou pra casa. Em férias!!

É lógico que é difícil sermos daquele jeito de igreja, beatíficos, puritanos, sempre dando a outra face do rosto. Acho que é porque não sabemos como lidar nem com o outro e nem conosco.

Acho que só consigo andar a segunda milha, ou seja, ser mais paciente e dar uma segunda chance pra quem me faz o mal, quando realmente olho pra Deus e falo “Deus, eu não consigo sozinha não, dá jeito aqui!”.

Caso contrário, vira aquele círculo vicioso mesmo!! Fulano me faz mal e eu devolvo o mal de alguma forma. E o lado negro da Força ganha terreno e tudo se desestabiliza em mim. Às vezes isso é tão intenso que entre Darth Vader e eu há uma linha muito tênue de separação rs.

Estive pensando que talvez, antes de ficar com raiva é melhor levantar e sair pra andar. Ou ser sincero e falar: Por favor, pare de falar comigo sobre isso, eu não quero ouvir.

É a melhor coisa a se fazer. Cortar o lado negro pela raiz. Antes que fungos verdes e gosmentos que fazem de você um ser amargo e pérfido te tomem por inteiro.

Não deixe o lado negro te pegar.

Bom final de semana pra você!

domingo, 28 de novembro de 2010

Menos Pozinho

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Hoje, depois de tanto tempo sem escrever, com o coração a mil por hora, sem conseguir expressar adequadamente a intensidade do que se me acontece, lhes escrevo tentando colocar tudo no lugar. Sem condições pra expor o que é amor, o que é gratidão, o que é dor pelo injustiçado, o que é perceber a minha condição de fraude cristã. Assim estou.

Pensando no lugar que Deus tem me levado, de compreensão de mim mesma, de confronto com os meus medos, de abraçar, amar, compreender, vislumbrar esperança debaixo do asfalto da dor. Lugar de descobrir a podridão da minha carne, a compreensão de que sou uma fraude, a pior das fraudes que uma pessoa pode ser.

Sem condições.

Senhor, obrigada por me mostrar que caráter é tudo. Obrigada por me mostrar que a dor pode ser superada pelo Teu amor.

Obrigada por mostrar que família vai além de vínculos sanguíneos.

Obrigada por me dar uma família quando me senti solitária.

Obrigada pela vida da Gabriella, do Pietro, da minha mamis e papis. Obrigada por me fazer amá-los todos os dias um pouco mais.

Obrigada pela Jaque, Naí, Nath, Emilinha, Dresch…

Deus:

Quando você pinta tinta, dessa tela cinza
Quando você passa doce, dessa fruta passa
Quando você entra mãe-benta, amor aos pedaços
(..)

Você me faz parecer menos só
Menos sozinho
Você me faz parecer menos pó
Menos pozinho

Quando você fala bala, no meu velho oeste
Quando você dança lança flecha, estilingue
Quando você olha molha meu olho que não crê
Quando você pousa mariposa morna, lisa
O sangue encharca a camisa

Você me faz parecer menos só
Menos sozinho
Você me faz parecer menos pó
Menos pozinho

Quando você diz, o que ninguém diz
Quando você quer, o que ninguém quis
Quando você ousa lousa pra que eu possa ser giz
Quando você arde, alardeia sua teia cheia de ardis
Quando você faz a minha carne triste, quase feliz.” (Skap, Zeca Baleiro)

Obrigada Deus, Vc me quis quando ninguém mais quis, Obrigada por me me fazer o Seu giz, obrigada por fazer a minha carne triste realmente feliz, obrigada por me fazer menos pozinho, apesar de eu ser exatamente isso: Um pozinho…

Te amo !

Por Quem Você é Deus!

Por ser o Tudo no meu nada e fazer do meu nada um Tudo.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Servindo para Liderar. Liderar para Servir

Um feriado tido como religioso, as pessoas se apertando para visitar seus entes queridos e eu na casa de uma amiga. Me propus a ajudá-la com uma sobremesa para seus visitantes no horário do almoço.

E, me pergunto agora, depois que a sobremesa já está na geladeira e a casa está limpa, o que me fez ligar o notebook pra começar a ler “O Monge e o Executivo”. Peguei o livro na internet pra saber se valia a aquisição. Esse livro apareceu em minhas mãos há 5 anos atrás, mas, não quis prosseguir na leitura, à época ele não me atraiu.

À época eu não tinha idéia do que faria o Senhor no meu coração e vida para que estivesse exatamente hoje com o coração acelerado na leitura das palavras de Hunter. Ontem antes de pegar no sono estava terminando um capítulo de “O Jesus que nunca conheci” de Philip Yancey, e neste, ele falava sobre a aplicabilidade severa do Sermão do Monte, das palavras duras que o Senhor profere e do extremismo e nos ensinar “Aquilo que você quer que os outros lhes façam, fazei-lho vós também”.

O que me fez pensar que eu tinha tino pra liderança? Minhas habilidades não são aparentes, o raciocínio é comum, e não sou uma pessoa brilhante, que idéia absurda Deus teve ao me dizer que eu seria líder? Ora bolas. Li sobre a Regra de Ouro ontem à noite e hoje ao iniciar “O Monge e o Executivo” estou aqui refletindo sobre as coincidências que se me afiguram e os motivos pelos quais estou no meu trabalho atual. E tudo começa a se encaixar.

Os sonhos de Deus para trabalhar no caráter de um homem são os mesmos de um Pai (quando a relação entre vocês é íntima e sólida) para lhe aconselhar a fazer um curso ou dar lugar a determinada vocação que ele percebe em você. Conselhos de pessoas que te conhecem e te amam, costumam estar sempre voltados a um Bem Maior, mesmo que ninguém compreenda. O fato de obedecer e confiar e depois entender é um princípio pautado em normas Divinas. Não é uma lei natural seletista e egoísta, é uma norma Pré-Natural, Eterna. Que advém Daquele que criou a estrutura celular e deu origem ao Planeta.

Este mesmo Grande Criador hoje me trouxe à memória muitas de Suas Promessas e me fez pensar que tudo aquilo vivido por mim hoje terá consequencias sérias no futuro, não só no meu futuro, mas no de todos aqueles que comigo convivem de alguma forma.

No meu ambiente atual de trabalho passei por três setores, cada um com seu próprio líder. Preciso avaliar, jamais produzi tanto quanto em meu atual setor, o ambiente que se me proporcionou a minha atual líder me leva a querer crescer, a querer produzir e o que aprendo hoje é potencialmente mais objetivo e claro do que antes.

“Trate os outros como gostaria de ser tratado”

“O papel do líder é extremamente exigente”

“Ouvir é uma das habilidades mais importantes que um líder pode escolher para desenvolver”

“Você gerencia coisas e lidera pessoas”

O potencial de desenvolvimento quando pequenas chaves são utilizadas é absurdo. E a pergunta hoje é: Você é um bom líder? Pra liderar você precisa ser servo. Pra conseguir crescer você precisa diminuir.

Diminuir no seu orgulho próprio. Afinal, quando você é egoísta e busca apenas o reconhecimento, quando chegar lá não será realizado. Grandes conquistas se processam de pequenos passos. Quer produção no seu setor? Como você lida com as pessoas que são diretamente subordinadas à você?

A regra do poder pelo poder é absurdamente falha. Não gera comprometimento e dedicação. Gera raiva e um desejo de que “tudo se dane”, quer dizer descompromisso, irresponsabilidade, intrigas.

O bom ambiente de trabalho é aquele em que todos são ouvidos, todos são tratados dignamente, todos tem um lugar ao sol. Ouvir que a sua equipe tem boas oportunidades de atingir suas metas é algo maravilhoso, ter ambiente pra isso é melhor ainda.

No Brasil é muito simples você conseguir bons resultados, aqui vão alguns passos simples:

_ Acorde pela manhã e peça a Deus que esteja com você. É primordial saber que Alguém te dá a graça necessária para atingir objetivos concretos e eternos. E não transitórios e ineficazes.

_ Cumprimente seus funcionários com alegria e vivacidade. Não exija nada, um “bom dia” ou “boa tarde” são coisas que nascem da alma. Muitas vezes as pessoas não tem vontade de devolver a ênfase que você aplica. Não se aflija, com o tempo e com um bom ambiente de trabalho, isso surgirá automáticamente, alguns precisam de uns minutos pra se ambientar, precisam colocar a bolsa na cadeira, pegar uma xícara de café e então olhem pra você e “bom dia!”.

_ Trate como gostaria de ser tratado. Você tem uma mesa e um ambiente confortáveis? Por que seus funcionários não tem um lugar pra ficar? Eles se sentem compelidos a pensar que o trabalho deles é dispensável e por isso não darão tudo de si para que as coisas cheguem a bom termo. Pense que o seu computador e a sua mesa são bons, porque não proporcionar o melhor pra eles ? Seu banheiro é limpinho e cheiroso? E porque seus funcionários precisam utilizar um que mal sirva pra abrigar a pia e não tenha espaço pro lixo? Como você quer produção se trata seus funcionários como coisas em vez de pessoas? Crie o ambiente.

_ Proporcione cursos de crescimento pessoal. Uma equipe treinada e reconhecida é uma equipe que vai longe. Ouça seus líderes de setor. Ouça seus funcionários. Cumpra suas promessas. Tenha palavra. Um presente útil em determinadas situações é bom, melhor ainda é um presente pecuniário. Quer que as metas sejam cumpridas? Comissione por produção. Se a pecúnia não for possível, procure descobrir o que seus funcionários precisam. Uma final de semana num hotel. Um triciclo pra filha. Um remédio caro. Pense como você gostaria de ser tratado. Ouça. Ouça. Ouvir é fundamental. Deus nos surpreende porque Ele nos ouve.

Jesus liderou uma potência de 12 “joões ninguéns” para 12 influenciadores mundiais, porque Ele servia seu próximo, tratava com dignidade, e acima de tudo, os ouvia. “Quem vocês acham que eu sou?”; “Vocês não querem ir embora também?”

E quando seus discípulos chegavam com um problema: _ Senhor, eles estão com fome, ha três dias eles não comem e nós não temos dinheiro.

_ O que vocês têm em mãos?

_ Dois peixes e três pães.

E então, 5000 pessoas são alimentadas. Então, pode ser que o seu setor seja produtivo, a sua família se estruture. Depende do ambiente que você criará pra eles.

Grande abraço, uma semana cheia de Deus e surpreendente!!!

 

Amanda Perbeline

Maringá -PR

domingo, 31 de outubro de 2010

Correção maior que a Selic

 

Quer saber o que realmente vale??

Servir a este Deus, é um investimento cujo retorno é muito mais rentável do que qualquer ação bancária, mais do que as correções pela Selic! Mais! Vale muito mais! Incomparável!

Com Ele a inversão de valores é óbvia. Você deixa de valer pelo que tem, pelo seu poder visível, pela sua beleza, pela influência, pelas características humanas. Com Ele você vale por ser quem É!

Seu preço foi cotado em sangue judeu, de linhagem Real. Cada gota de sangue derramada na cruz, pra pagar a dívida que nós tinhamos adquirido com as nossas mentiras, com o nosso egoísmo, orgulho, mazelas, desrespeito, desonra, rebeldias, palavrões. Esse foi o preço de você poder falar não ao seu vício. E vencê-lo! Esse foi o preço de você conhecer o Amor.

Sabe que é isso que conquista e muda o seu coração e a sua história não é? Viver de acordo aos padrões do Céu é possível, através do Amor de Deus! Deixe que Ele conquiste seu coração com o amor DELE!.

Vida com Deus não se resume em rituais e paredes dos templos. Vai muito além. Pautado na Bíblia, você vai além! Além das quatro paredes, além das titulações, além daquilo que se vê.

E sabe, vale a pena! Vale mto!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Um pouco de tudo. Um TUDO em mim.

[Antes de mais nada, a legenda: Da esquerda para a direita >> Liz, Fred, Emília, Eu, Halina, Fernando, Ana Formigovisk, Will, Helton e Rubinha]

Olha, depois de tantas emoções juntas, eu nem sei o que escrever. Coração é uma bomba relógio, dependendo do fio que você corta nele, um abraço meu amigo, você verá o sol da parte de cima das nuvens.

Como eu sei que, depois de um milênio voltei a escrever, devo explicações pra todo mundo, tudo bem, eu me rendo. Podem me levar, mas me dêem um advogado. (Aliás, só digam pra ele a cela em que estou, Ele vai cuidar do meu caso!) Vamos aos fatos.

Neste último sábado foi meu aniversário, mas minha festa começou na outra semana, ganhei um pote de sorvete do Rodrigo – que ainda não fui buscar, mas que vou amanhã!! rs – E fiquei muuuito contente, adoro sorvete!

Sai pra andar com Ana Formigóvisk, e fui surpreendida com um “Incidente em Antares”, ou uma Ana engarrafada, depende da perspectiva de quem lê. Afinal a referida é uma revolucionária em Potência e uma dose de responsabilidade e bom humor em Ato. Quase morri de chorar, depois da cartinha dela então, puxa vida, que vontade de abraçar forte e falar: Eu te amo mana!

Aliás, ouvir um “eu te amo pandinha, vem brincar de carrinho comigo” foi muito bruto, me deu um nó no peito, uma vontade de pegar o primeiro ônibus… uma sensação de “caramba, o que eu to perdendo”… aquela voz do outro lado da linha, de 4 anos de idade, que responde pelo nome de Pietro… como eu amo esse bebê!!! Bebezão da tata! O melhor presente sem dúvida, e olha que o máximo que ele gastou foram as cordas vocais. Amo Muito! Mas, antes que o texto se torne um poço de “estou com saudades não nego e aceito uma passagem de buzão pra casa”, voltarei aos fatos.

Naquele mesmo dia do “Incidente na Livraria Schahin com a Ana segurando o livro ‘porque os homens gostam de mulheres poderosas’ e falando bobeiras e me matando de vergonha”, encontrei um pacote em cima da minha cama, com um recadinho da Patrícia…

Era Quarta-Feira. Meu aniversário efetivamente aconteceria no sábado…

A camiseta que a Fernandinha me deu… a trabalheira que eu dei pra Emília e pra Rúbia… a dor de cabeça da Liza… puxa vida!

Foi um dos melhores aniversários, sem dúvida. Tudo muito bom. Eu me senti absurdamente amada! Por Deus e pela família que Ele me deu, a sanguínea e a ‘presenteada’…

Sem contar que ainda recebi um “…que o Senhor toque seu coração…” Quando tudo o que eu queria era chorar, Deus é PRESENTE! DE FATO!

As marcas do Senhor no meu coração e na minha vida se processam de muitas maneiras, uma delas é por meio da Oração, quando Ouço a Voz que me acalma a alma… a outra é no cotidiano, no café que te dão, na dura que você recebe, no cuidado de alguém, no abraço, no cheiro, nas ligações…

Quero que saiba meu querido amigo, que, independentemente do que você sente falta, compartilhe com Deus, deixe que Ele te surpreenda. Deus não é Papai Noel, mas, Ele é Pai e como o Pai Perfeito, sabe EXATAMENTE do que você precisa. Nem mais e nem menos.

A vontade Dele é BOA, PERFEITA E AGRADAVEL. Deixe de ser mané e aprenda a confiar.

Grande abraço,

 

Naquele que certamente irá surpreender a cada leitor,

Amanda

Maringá/PR

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Silvas e Selvas. Quase Socialista.

chamado.

Há tempos não escrevia no blog, ocupada demais com questões pessoais, trabalhando pra caramba, recebendo notícias de nascimentos (Parabens Titio!). Enlouquecida com provas e descobrindo formigas falantes que estudam economia, criticam a sociedade e vivem contrariando o que se pensa sobre as instituições falidas de um sistema fraco. Querida Formiga, obrigada!

Hoje, em homenagem à Marina Silva, que admiro, votei e continuarei a votar. E, à pequena Formiga Falante. Linhas breves e certamente viajadas, sobre a sociedade, usando como base para entrar nessa onda, a letra de “O Rappa”, na canção “O Salto”.

Pensei muitas coisas nessa letra. Tudo me fazia refletir, me deixei levar e dei asas às críticas.

As ondas de vaidade
Inundaram os vilarejos
E minha casa se foi
Como fome em banquete
Então sentei sobre as ruínas
E as dores como o ferro a brasa e a pele
Ardiam como o fogo dos novos tempos
Ardiam como o fogo dos novos tempos

Não sou socialista, mas tenho lá meus pendões pró-sociais, ou talvez eu seja, mascarada, quem sabe. Talvez seja o fogo que trás uma nova Era. Mudança de pensamento. Refletidos em vinte milhões de votos numa mulher serena, vinda das Selvas. “Poderia algo de bom vir do Acre?”.

Veio.

Marina Silva disse a que veio. Não só ela. Muitos de nós estamos aqui pra dizer a que viemos. Viemos pela mudança, por acreditar num Brasil potência, por desejar o melhor do próximo e para o próximo, por sermos apaixonados pela vida, acreditarmos na vida, almejarmos mais vida.

Outra Silva apareceu, sem grandes atrativos, sangue quente, séria, defensora da Justiça. Sensível à quem fala sobre “as ondas de vaidade” que “inundaram os vilarejos”. E vê seu irmão e a si mesmo vendo sua casa desaparecer, ser arruinada, tem coragem de sentar sobre as ruínas e sentir as dores como o ferro em brasa dilacerando a pele, tudo isso lhe ardia mostrando o “fogo dos novos tempos”.

Sentia arder na alma. Olhava pra frente, “Novos Tempos”. Pulsante e ardente a nova perspectiva de revolução brotando: “Novos Tempos”. A dor do povo ardia no coração de selva desta Silva.

E regaram as flores do deserto
E regaram as flores com chuva de insetos
E regaram as flores do deserto
E regaram as flores com chuva de insetos

Não bastassem os monturos de pedra que se fizeram sua Casa, sua Vida, seus Irmãos... tudo o que se construiu sobre o deserto cotidiano, foi destruído. Os poderosos não vêem que seus atos regam as flores do deserto com chuvas de insetos. Não alimentam, depredam. Na alma daquela Silva, uma Selva Ardia em Brasas, clamando por Novos Tempos.

Mas se você ver
Em seu filho
Uma face sua
E retinas de sorte
E um punhal reinar
Como o brilho do sol
O que farias tu?
Se espatifaria
Ou viveria
O espírito santo?
Se espatifaria
Ou viveria
O espírito santo?

Esta Silva escolheu viver o Espírito Santo. Que você faria? Um punhal a reinar. Dor. Morte. Aceita e reinante exposta à luz do Sol, o que você faria? O que você faria se soubesse da dor do seu irmão? Desordem, Caos, Rebeldia. A Justiça pulsa e você não sabe o que fazer. Escolhe a Vida. E vive como se o amanhã chegasse depois de hoje, sabendo que as suas ações, mesmo que você não estivesse mais aqui, teriam conseqüências.

A fase ‘drogas, sexo & rock’n roll’ acabou pra esta Silva, se é que existiram.

O que você faria? Você sempre tem duas opções. Diante da morte e do Caos, sempre dois caminhos. Se espatifar sem história, no meio das ruínas. Ou, viver o Espírito Santo. Criando, Atraindo, Gerando.

Sempre existes duas posições. Duas opções. Sempre. Você escolhe o que pretende deixar nessa Terra. Que sinal você pretende deixar? Deixar mais que a vida e viver o socialismo, com toda certeza não é como uns certos candidatos socialistas riquíssimos que vimos por aí… é mais algo como o Chê que deixou o sangue, o punhal e o sinal.

Aos jornais
Eu deixo meu sangue
Como capital,
E às famílias o punhal
À corte eu deixo o sinal, sinal!

E regaram as flores do deserto
E regaram as flores com chuva de insetos

Para Ana Paula Dresch…da Silva. Uma Silva que com toda certeza, tem mostrado a quê veio. Mais uma Silva, como a Marina, ministra. E como a Leila, minha mãe.

sábado, 28 de agosto de 2010

Ausencia.

Olá meus queridos companheiros de blogosfera,

passo neste sábado pra informar que ando ausente em virtude das outras atividades que me apertar por todos os lados: trabalho, faculdade, igreja..
então peço a compreensão de todos e as orações respectivas, quero muito poder sentar pra compartilhar todos os momentos.

Com muito amor,


Amanda Perbeline

Maringa - PR

sábado, 14 de agosto de 2010

Veja bem, meu Bem

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Quer saber? Sobrevivi mais uma nessa rodada da Vida. Porque veja bem, um bate-papo cabeça talvez não seja algo interessante pra alguns, mas um bate-papo cabeça com quem tem O Cabeça, quer dizer A Mente, é incrível! E eu, bem, aquilo que nos uniu sempre foi mais forte do que aquele que tentou nos fechar em nós mesmas.

Cada uma com uma incrível história de dor e morte, tá, e daí? Grande coisa a história que você tem e que você esconde sei lá de quem. Ou que talvez espalhe aos sete ventos. Grande coisa. Não importa realmente qual é a tua historia, importa o que você faz com ela.

Há dias eu não falava com Deus, e tudo o que eu desejava era um coração amigo pra poder contar. Acho que ontem, quando eu chorei dizendo que sentia falta de tudo aquilo, Deus mandou a Borboleta pra me dar um alô. Adoro alôs da Borboleta. Aquela carinha tão simples, e eu nem dava nada por ela, mas poxa, seus 1,75m de altura, cabelo Black, um estilo próprio e sem papas na língua. Sabe o que faz diferença nisso? Um Sujeito que simplesmente fala através da Borboleta, o Espírito de Deus. E quando Ele fala, meu amigo, sem chance de você sair perdendo. Sem chance de você se perder. O máximo que pode acontecer é você se reencontrar. E quando isso acontece, é inexplicável tudo o que pode acontecer em seguida, porque milagres nós não explicamos, vivemos.

Passei meses trancafiada no quarto, ou fugindo de situações que não queria enfrentar, mas agora, é fato: Quero viver! Não quero praticar rapel sem cordas do décimo primeiro andar, eu quero viver! Absurdamente! E quero que o Espírito de Deus também governe tudo isso aqui que eu chamo de Ser. Quero uma completude em mim! Quero caminhar sobre o asfalto sabendo quem eu sou e diariamente conceber que viverei aquele dia em específico. Sem me perder no passado ou no futuro. Mas vivendo intensamente cada dia, as promessas que Deus fez, bem, é Ele quem tem que se preocupar em cumprir. O grande lance é aprender a sossegar e curtir a vida. Sem reservas! Sem temores. Abraçando a expectativa única de que a cada 60 segundos você pode experienciar algo novo. E cada 60 segundos são únicos, não voltam mais. Aproveite essa dádiva. Aproveite esse dia. Aproveite esse Deus.

Bom sábado pra vocês!

Amanda

sábado, 7 de agosto de 2010

Mais uma de coadjuvantes

THE TWILIGHT SAGA: NEW MOON

Olá!

Aos meus fieis companheiros de blog, destes ultimos 2 anos, gostaria de dizer perdão pelo sumiço, sei que ando relapsa, mas, ultimamente tenho estado presa em idéias absurdas e escrevendo textos estranhos demais pra publicar. Estou trabalhando na idéia de Alice Cullen, o pequeno vampiro com cara de fada, de criação de Stephenie Meyer.

Quer dizer, estava tentando escrever o quão fascinante é este personagem pra mim, não pelas suas características de prever o futuro ou coisa que valha, mas, de alguma forma alguns traços de seu caráter se tornaram algo fascinante pra mim. Não sou fã de brigas pelo poder  ou coisa do gênero e percebo que gosto mais dos coadjuvantes, talvez porque os papeis principais estejam meio estigmatizados pela questão do principe e da mocinha. Mas fazer o que?

Eu gosto mesmo é de saber quem são os coadjuvantes e porque eles me atraem tanto.

cullens

Alice Cullen é fascinante pela sua despreocupação aparente com as coisas, pela sua fachada de patricinha, e pelo seu grande coração apaixonado. Apaixonado por Jasper, pela sua família, mas acima disso, apaixonado pelo que é certo fazer, pelo bem da humanidade, e por tentar tornar a vida dos humanos que a cercam mais prazeiroza. É algo que ela, contrariando a sua própria natureza imortal e técnicamente assassina, faz com certeza de que faz o melhor de si.

Criação fantástica. E eu leria com prazer uma historia em que ela deixasse as sombras pra assumir as narrativas.

Bom sábado pra vocês,

 

Amanda Perbeline

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Canon in D – Pachelbel.

piano

Comecei a pensar sobre a importancia de sair do casulo. De ser realmente livre. Ao que parece estou numa interminável fase de “casulo”. Não consigo sequer apontar a cabeça pra fora do quarto sem me sentir absurdamente inadequada à Texas que teimo ver ruas afora.

Curiosa. Sempre fui sedenta de conhecimento. Voraz pelas letras. Tanto que aprendi a ler aos quatro anos. Juntava todas as letrinhas com facilidade e sucumbia ao prazer da leitura, dos novos mundos, das façanhas de um lugar que ninguém me alcançaria ou atingiria. O mundo ideal das letras.

Alguma coisa me fez pensar sobre a minha habilidade a me manter fiel a alguns laços. Não estou casada, nem tem ninguém por aí, mas, é incrivel a minha real teimosia a amar pessoas distantes e sofrer de saudade. Uma absurda saudade que não me deixa sequer viver direito e fico presa a um desejo de viver incansavelmente e aspirar a beleza das descobertas.

Minha maior vontade agora é deitar na grama e respirar um ar tão puro que pudesse me lavar toda a alma. Lembrando que quando a folha se sujar, é sempre bom saber Quem tem a borracha certa. Gosto disso. Gosto de saber que Ele está comigo nessa. Mas me sinto tão distante. Choro tanto.

Sentir que não estou tão só como tenho estado. Bom, por agora é isso,

 

Amanda.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Olhares

 

Alguns olhares dizem tanto que mesmo em fotos parece que sinto o fardo que eles carregam.

Uma vez ouvi uma senhora de idade falar que não tirava fotos porque alí sua alma ficaria aprisionada. Tudo bem que isso não passa de crendice popular não comprovada cientificamente, como se para os antigos o flash da máquina fosse um tipo de instrumento da "cruz de hór" (deus egípcio que segundo a lenda tinha o caminho para a imortalidade da alma na divisão e prisão dela nos objetos terrenos), como se a alma ficasse ali e evitasse a morte terrena da pessoa.

Bem, fato é que ao olhar para aquele rosto cansado, aquelas marcas de sol, aquele brilho difuso que ela carregava. Imaginei quais seriam seus fardos. E muita coisa me passou pela cabeça...

Uma vida de luta, talvez pais ausentes, trabalhar como escravo desde os seis anos, olhares que escondem dores, comprometimentos, segredos de toda uma vida, fardos pesados, cicatrizes e feridas não cicatrizadas. Janelas da alma. Janelas da alma...

Quando você olha dentro dos olhos de alguém, parece que mergulha dentro daquele alguém, os mistérios não revelados começam a querer contar pra você uma história. Alguns desses olhares parece que demonstram isso nas fotografias, você percebe olhares sedentos de conhecimento, olhares cheios de vida, olhares envergonhados, olhares desencontrados. Os nossos olhos revelam nosso coração.

Alguma vez na vida você olhou pra alguém com segundas intenções? Confesse agora a si mesmo, admita essa possibilidade. E, hoje, te desafio a algo mais: Repense as situações que te magoaram. Será que você realmente estava sozinho aquele dia em que pensou que ninguém mais no mundo te amasse? “Porque ainda que teu pai e tua mãe te abandonem, EU, todavia não me esquecerei de ti.”

Ou absurdamente culpado. Enfim... Nada, absolutamente nada, que você carregue em seu olhar pode mudar o fato de que o Olhar Dele, Seu Senhor e Deus, pousem sobre você e te inundem...

Naquele que tem os Olhos mais atraentes que conheço,

Amanda

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Caçador de Mim

 

Milton Nascimento

Composição: Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito à força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

 

Pois lembrei das muitas vezes em que me senti só, perdida, absurdamente em trevas e Deus me deu a força necessária para prosseguir, lutar, abrir meu peito à força me permitindo encontrar o que houvera antes perdido. Eu, caçador de Mim.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Severus Snape – absurdamente humano.

 

SeverusSnape

[Fotos das filmagens de Harry Potter]

Estive a ler Harry Potter, me faltavam dois livros para a conclusão da Saga do menino bruxo. E, antes que me recriminem, não vou entrar no mérito bruxaria, feitiçaria, etc. Não quero tocar neste ponto, ao menos não agora. E, tampouco falar do grande herói de Joanne Rowling.

O mérito de minhas linhas hoje vai ao anti-herói Severus Snape e a fabulosa construção de seu caráter. A descrição de Snape pelo “Wandpedia”, baseada nos 7 livros da série o descrevem  “'como tendo um nariz de gancho, pele pálida, olhos pretos e cabelos oleosos e na altura dos ombros. (…) magro e vestido em longas vestes negras, lembrando "um morcego superdesenvolvido". (…) é geralmente descrito como cruel, desagradável, sarcástico, e amargo. Apesar de geralmente calmo e reservado, seu temperamento é às vezes curto quando Harry Potter e seus amigos estão por perto, particularmente porque se lembra de James (Thiago na versão brasileira, o pai) em Harry. Os sete livros mostram Snape como um bruxo muito poderoso, e talentoso enquanto aluno. Especialista em preparo de poções e tinha talento para as Artes das Trevas. Tinha muita criatividade e criava novos feitiços, incluindo o Levicorpus e o Sectumsempra. Como chefe da casa Slytherin, ele era um protetor de seus alunos. Snape consegue invadir as mentes dos outros e proteger sua própria com facilidade.”

SnapeOcclumency

Aos meus olhos, desde o primeiro livro, Snape demonstrava ser reservado e amargurado, despertando em mim grande compaixão. Sempre levantei suposições que, apesar de não descrito até as últimas páginas do sétimo livro, Severus Snape devia ter sido uma criança confusa, carente, rejeitada. Alguém que precisasse mais do que os outros de um pai, uma mãe, irmãos. Os  livros parecem demonstrar que ele se volta ao lado maligno da trama em virtude de ser aceito e receber atenção do menino que viria a se tornar o grande vilão de toda a estrutura de Harry Potter, até então conhecido como Tom Ridley (Lord Voldemort).

Ao se tornar um “Death Eater” (comensal da morte) Snape tem a aceitação de seu líder, faz tudo o que Voldemort deseja, com o intuito certo de ser aceito, receber recompensas, algum tipo de glória, fama, sucesso, enfim, de suprir a carência prima do Amor Filial. Compreendendo que aquilo que o atraía às trevas o afastava cada vez mais de seu único amor e depois de um erro fatal, descobrir que por sua culpa a jovem Lily morreria, ele procura ajuda e abrigo em Dumbledore, o diretor de sua antiga escola, líder da Ordem da Fênix (Instituição contrária às ações de Voldemort).

Arrependido procura cuidar de Harry. Sua forma de cuidado é diferente, ele não consegue suportar a idéia de ser amável. É reservado, sério. Como o garoto o faz lembrar de sua fria infância, Snape não demonstra afetos a Potter, nem poderia cumprir com sua função se assim o fizesse. Seu objetivo era ser um agente duplo. Obedeceu até à morte. Morreu sem lutar, frente à cegueira de um Vilão doente e incapaz de compreender o amor.

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Obrigou-se a matar aquele que jamais duvidava de sua lealdade por fiel obediência ao próprio Dumbledore, ajudou Harry até o final de sua vida, amou Lily sem reservas, sem jamais ter sido correspondido.

Rejeitado, humilhado, traído, pequeno e frágil. É a visão de Snape que tenho. Alguém que compreendeu que o Amor está além de todas as coisas e rendeu-se ao Amor quando não lhe restava mais nada em si mesmo.

Óbvio que Snape não tem nada de cristão, nada na saga tem, todavia, sua humanidade concreta o torna um personagem admirável. Sem Snape o desenrolar da trama não aconteceria e Potter não seria nem meio herói. Snape me lembra muitos de nós.

Abandonados, feridos, deprimidos, acorrentados, sombrios e gélidos. Escolhendo mendigar amor e carinho, alguma atenção, algum afeto. Queriam apenas um lar. Uma família e alguém pra chamar de pai. Esquecendo Daquele que de fato É PAI, Daquele que compreende o que é rejeição, dor, feridas, mutilações, traições…

É possível ver em Snape a figura de alguém que seria totalmente transformado se tocado pelo amor de Deus. Assim como eu um dia fui, e muitos de nós também. Um amor além das estruturas dogmáticas de fé. Além das culpas e traumas, além das feridas e do poder sombrio. Um amor que excede as expectativas de qualquer ser humano, pois que aceita incondicionalmente o outro.

O Amor de Deus toca mesmo quando aquele que era “Death Eater” não consegue ver nada além de escuridão e dor. Não importa quantos matou, humilhou e ofendeu à partir do momento em que encontrar este amor. Aprenderá o valor do perdão, do abraço, do sincero arrependimento, e da liberdade. Absoluta e Inestinguinvel.

 

Naquele que te aceita, mesmo você pensando que não vale nada (Ele vê potencial em você!),

 

Amanda Perbeline

Maringa – 19-07-2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Nerd eu? Quem sabe…

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Hoje acordei tarde, é domingo, é bom dizer: Bom dia pra vocês!
Aqui está frio, o clima tá pra chuva e eu estou pensativa.
Fiz cerca de 10 testes na ultima semana sobre a quantidade de percentual nerd que eu possuo, até mesmo porque isso nunca foi uma preocupação pra mim. Sou o que sou e ponto final. Só que com a quantidade de pessoas me chamando de estranha, resolvi querer saber se isso é realmente algo que é parte de mim ou é só uma indicação. Bom, um dos resultados foi “Nerd em estágio crítico, você é quase radioativo!”

Ótimo! Pensei. Logo eu que mal sei diferenciar as equações físicas, que tive sérios problemas com Isaac Newton, Einstein, Bohr… Que fui taxada de “Cruz” pela professora de Física. Tudo bem que sou apaixonada por computadores, livros, música. E que mal saio de casa pra ter uma “vida” fora do quarto. E eu sei que vida extra-quarto existe. Mas, como assim nerd?

Sei lá se tem algum nerd me lendo, mas, se tiver, já devem estar indignados, pois que eu, mal sei respeitar as regras das comunidades MMORG, nunca fiz um curso de computação e tudo aprendi como uma curiosa do ramo –ou seja- não entendo absolutamente nada de computadores, não me coloquem ao lado de programador nenhum, eu simplesmente não entendo nada. Só sei ler as regras das coisas e tento obedecer o manual de uso. Se isso é ser Nerd, então eu sou, mas, acho que estou bem longe de saber a diferença dos aceleradores de moléculas e das pastilha de freio à disco.

Porém, se houver alguém que me leia, que goste de música clássica, MPB, de filosofia política com ênfase em pensadores contemporâneos, filmes, jogos de computadores, Star Wars, xadrez, natação, que ouça um bom Hope Rock, que saiba conversar sobre a Bíblia, que curta um papo gostoso com Deus, que compreenda a beleza das coisas da Terra, que entenda a diferença de cinema e demonios, e que respeite as outras pessoas como se compreendessem que são parte da comunidade humana e que devemos amá-los e não matá-los. (por mais vontade que dê às vezes) Eu peço: Dê sinal de vida! É ruim ser diferente dos demais e estar fora das convenções sociais a maior parte do tempo. Até mesmo dentro da igreja, ou melhor, especialmente dentro da Igreja…

Sinceramente, me orgulho de ser diferente, e estar incluída no bando “nerd”. Espero que me aceitem, já que sou totalmente “Humanas”, e quer saber? Espero que tenha um outro alguém nessa Terra com estas mesmas expectativas e que Ame a Deus acima de todas as coisas! Mesmo sendo “exatas”, “biológicas”, seja lá o que for. Espero apenas que seja totalmente aceito por si mesmo e compreenda sua aceitação diante da perspectiva Divina de Pai, que eu creio.

Um grande abraço,

Srta. A.Perbeline S. (S de Skywalker? kkkk)

11-07-2010/ Maringá-PR

terça-feira, 6 de julho de 2010

Enquandrado triangulares

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Cada coisa que escuto por aí… e o povo não perde a mania de tentar te enquadrar num conceito fechado de qualquer coisa que valha.

Se você quer uma tatuagem é maloqueiro;

Se você tem um crucifixo, é religioso demais;

Se anda de saia é crente;

Se está arrumado é perua (no caso dos meninos ou está atrás de rabo-de-saia ou é metrosexual);

Se tem um padrão de organização é metódico, se não tem é bagunceiro;

Se chega sempre no horário é caxias, se não chega é descompromissado;

Se não concorda com o pensamento dominante é um rebelde encrenqueiro, se concorda, não tem personalidade;

Se chora é emo, se não chora é insensível;

Se gosta de computadores é nerd, se não gosta é um dinossauro; (Piora um pouco mais se vc gosta de computadores e star-wars kkk);

Se você não quer fazer sexo antes do casamento é um quadrado, se faz é praticamente uma prostituta;

Se você fala sempre a verdade falam que não sabe ser diplomático, se mente é uma cobra;

Não interessa o que vc faça, sempre tentarão te encaixar em qualquer padrão.

Não tente se encaixar nos padrões sociais. Seja você mesmo e se aceite assim. Uma pessoa singular com qualidades esplendidas que cumprem exatamente as necessidades daquilo que vc foi chamado a fazer no mundo. Ouça a voz de Deus que lhe chama pra algo maior vindo Dele, e você descobrirá quais são suas qualidades, sua real identidade, sua vocação.

Se vc é gordinho ou magrinho, gosta de ler ou de tv, enfim… não importa, importa ser integralmente livre em Deus e Para Deus. (O que te levar pro centro da Vontade Dele, te levará para a completude humana. E importa dizer que automaticamente você cumprirá a sua vocação na Terra. Adorá-LO com a Vida. Que é muito mais do que cantar algumas coisas na igreja e ir regularmente à instituições religiosas cumprir a  liturgia preceituada.)

 

Naquele em quem você foi gerado (a) com singular amor,

 

Amanda Perbeline

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sexo é como bolo depois do almoço

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Por que mulheres são tolas que não conseguem escrever quando se sentem inseguras de algo?

Eu por exemplo, quando recebo e-mails, leio alguns umas quinze vezes antes de responder, porque sempre tenho que me conter pra não falar demais, ou de menos. Tudo por um grande medo bobo da reação do outro.

O blog pelo menos é algo que não sei quem lê e nem quantos lêem. Afinal de contas, pra que saber não é mesmo? Então não preciso me preocupar com “será que ele vai ler? será que ela não vai se aborrecer?” Simplesmente falo e pronto!

Por isso é que agradeço não viver na Idade Média, pois que em 2 anos de existência do blog eu já teria virado carvão na fogueira…

Aliás, falando em fogueira, lembrei da febre “Edward\Jack”, alguém pode por gentileza apertar o pause e aliviar a carga? Simplesmente não aguento mais isso.

(Tudo bem que, vencida pelo cansaço, peguei os dois filmes pra assistir pra poder descobrir se é tudo isso mesmo ou, se trata-se apenas de utopia feminina – MAS ainda não assisti)

Todavia, entretetanto e no entanto, não é pra falar de Edward, não é pra falar de medo que apareci pela segunda vez neste blog.

O fato é que estávamos discutindo alguns assuntos aqui e surgiu o papo “sexo antes do casamento”. 

Minha opinião, segundo as meninas aqui, é retrógrada e utópica, porque eu acredito no casamento fiel. Em que, mesmo que por algum infortúnio (ou por livre vontade) um dos parceiros, ou ambos, não sejam virgens, porém, decidem por esperar o tempo correto pra constituirem família.

Afinal, o grande lance de transar antes de casar é a culpa que surge com isso. Você passa a carregar um fardo de culpa do tamanho de um piano de cauda. Medo dos pais descobrirem, medo de engravidar, medo de ter que parar a faculdade ou os cursinhos, vergonha de si mesmo porque sonhava em ser “puro” pra ser merecedor do ‘vestido branco’. Aquela coisa de menina de entrar linda na igreja e descobrir tudo na noite de nupcias. É realmente romântico. E eu sou uma boba romantica.

Eu acredito que “transar depois” é como almoçar na hora certa, o bolo fica mais saboroso e não dá dor de barriga. Se aconteceu antes, fazer o quê?! Cuide pra não acontecer agora, ore, encontre a pessoa ideal: Case! Tenha filhos…

Saiba que acima de tudo, carregar um piano nas costas dá problemas lombares catestróficos e piora se você escolhe o piano em cima e um bebê no ventre. Tem hora certa pra tudo. Crianças são bênçãos brilhantes que mudam toda uma história. Tem que pensar bem…

Vale a pena esperar!

 

Naquele que conhece o seu coração,

Amanda Perbeline

Pipoca, Trapalhões, Copa e Segunda-Feira

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Ontem parei a vida pra assistir filmes. Pegamos dois. O primeiro foi “Os fantasmas de Scrooge” que é uma repaginação da conto de Charles Dickens, bem legal! Mas eu não indico pra crianças. Tomei altos sustos!!

E na sequencia assistimos “Julie & Julia”, muito legal! Dá uma fome porque eles passam o filme todo falando sobre comida e falam sobre blogs.

Me identifiquei muito na hora em que Julie desabafa:

_ às vezes acho que estou escrevendo este blog e mandando tudo pra um grande espaço no meio do nada! E que ninguém me lê.

Pois é.

Como hoje é segundona pós Copa. Estão todos entorpecidos e revoltados pela derrota do Brasil, porque ninguém aceita perder nada e ficam procurando um bode expiatório, resolvi compartilhar uma letra animadinha que eu gosto muito, me faz lembrar dos bons tempos da vida e do quanto a Vida é Bela.

Ó nóis aqui...
Ó nóis aqui...
Hollywood fica ali bem perto,
Só não vê quem tem um olho aberto
Ó nóis aqui...
Ó nóis aqui...
Hollywood é um sonho de cenário,
Vi um pau de arara milhionário
E eu que nem sonhava em conhecer o tal recife,
Pobre saltimbanco trabalhão…

Hoje sou mocinho, sou vizinho do xeriffe,
Dou rabo de arraia em tubarão...
Não...
Ó nóis aqui...
Ó nóis aqui...
Tem de tudo nessa Hollywood
Vi um índio cheio de saúde
Ó nóis aqui...
Ó nóis aqui...
How do you do? Caruaru
I wanna see, piri-piri
Ó nóis aqui...
Ó nóis aqui...
Ó nóis ali...
Ólha nóis ali...
Camelôs, malucos, engraxates,
Aproveitem enquanto o sonho é grátis...
Quem é de negar que é bom dançar, que a vida é bela?
Nesse fabuloso xanadú?
Eu só tenho medo de amanhã cair da tela...
E acordar na cama do Gugu!
How do you do? Panabuiú
I wanna die, no Paraguai...
Hollywood and Me.

By the way, curti à beça o post sobre a Copa que a Nathy esreveu no Grande Criador.

É isso!

Uma segunda muito boa pra vocês.

Naquele que ama até as segundas,

Amanda Perbeline

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Panda Encontrado!

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Desapareci da internet por três dias, aí lí uma frase da Anaí “Procura-se a Panda” ou era alguma coisa parecida com isso.

Quero dizer que “Panda já foi encontrada”, havia desaparecido em virtude da semana de provas da faculdade, detalhe, aceita-se recompensa, favor encaminhar Panda de volta para seu Lar.

*Mensagem subliminar? Talvez! Mas quero ir pra Casa! (risos)

Uma boa quinta-feira!

Amanda Perbeline

Maringá/PR

Rio de Lágrimas

O rio de Piracicaba
Vai jogar água pra fora
Quando chegar a água
Dos olhos de alguém que chora
Mas quando chegar a água
Dos olhos de alguém que chora

Lá no bairro onde eu moro
Só existe uma nascente
A nascente é dos meus olhos
Já formou água corrente
Pertinho da minha casa
Já virou uma lagoa
Com lágrimas dos meus olhos
Por causa de uma pessoa

O rio de Piracicaba
Vai jogar água pra fora
Quando chegar a água
Dos olhos de alguém que chora
Mas quando chegar a água
Dos olhos de alguém que chora

Eu quero apanhar uma rosa
Minha mão já não alcança
Eu choro desesperado
Igualzinho uma criança
Duvido alguém quem não chore
Pela dor de uma saudade
Quero ver quem não chora
Quando ama de verdade

O rio de Piracicaba
Vai jogar água pra fora
Quando chegar a água
Dos olhos de alguém que chora
Mas quando chegar a água
Dos olhos de alguém que chora

(Composição: Tião Carreiro / Lourival dos Santos / Piraci)

Isso é capaz de dizer que sinto saudade…

Meus olhos cheios de lágrimas sentem saudade de casa. Paulicéia desvairada do interior! (rs)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pra viver e morrer basta ter coragem

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Kate, aos seus dezenove anos já havia experienciado muito na vida, muito inclusive, por sua idade.
Sentia-se triste e só, mesmo com muita gente ao seu redor. Não conseguia compreender o quão importante era e quão bonita era. Decidiu que seria livre e que aproveitaria ao máximo.
Saiu em férias, foi visitar uma amiga na cidade vizinha, Joy, ambas jovens, amantes da vida, solteiras e moravam sozinhas. Chegando na casa de sua amiga, relatou o quanto se sentia só.
Combinaram com uns amigos de Joy que seria interessante sairem pra curtir a vida, os amigos, beber um pouco.
No dia seguinte, à noite, as meninas se arrumaram e estavam lindas! Sairam cada uma num carro, e, cada uma com um amigo. Kate encantou-se com o jovem com quem saíra, Josh, que tinha 26 anos. Galante, bonito, sedutor.
Joy não ficou tão impactada, sua noite foi sem graça, sem vida, Ben, com quem ela saira, bebia muito, não tinha assuntos interessantes, não parecia divertido.
Kate bebeu um pouco, pra "ter coragem", e, no momento em que Josh a estava deixando em casa, pararam o carro e começaram a conversar. Ela não morava naquela cidade, ninguém alí a conhecia, nada a impedia de "curtir" ao máximo sua vida. O provavel aconteceu, se beijaram, Kate almejava por "liberdade", por se sentir "adulta", "madura", "jovial", como aquelas atrizes do cinema. Josh não era apenas bonito, mas também exercia certo poder sobre ela, como se a tivesse enfeitiçado.
Sairam por mais três vezes seguidas. Quando chegou o tempo de Kate voltar pra casa, num momento de loucura, ela se entregou a ele.
Almejava liberdade...só um pouco de liberdade, misturada com carência...
---
A história de Kate é a história de muitas meninas hoje.
Que pensam que liberdade pode ser sexo, drogas e rock'n roll, quando na verdade isso não passa de loucura juvenil com seríssimas consequencias.
Consequencias emocionais, morais, físicas, sociais e até espirituais..
Será que vale mesmo a pena se entregar assim?
Será que vale mesmo a pena querer ser "livre". Kate passou os meses seguintes com medo de ter engravidado, com medo de si mesma, se sentindo desvalorizada, até mesmo com nojo de si mesma. Nunca mais viu Josh, ela também não engravidou, mas sua vida emocional mudou totalmente. E demorou dois anos para que ela voltasse a pensar em sair com alguém.
Dois anos em que ela viu as amigas casarem, noivarem, crescerem...
Pense sobre o que é liberdade.
"Liberdade é ser tão, e absolutamente, livre, que posso escolher simplesmente obedecer à Deus e aos seus preceitos, que geram VIDA em mim" (Mirian dos Santos)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eu monto um paradoxo na vida

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“Eu leio Rookmaaker, você Jean Paul Sartrê.
A cidade foi tomada pelos homens.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ler,
mas os outros estão néscios pra Ti.

Eu canto Keith Grenn, você canta o que?
A cidade está cheia de sons.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ouvir,
mas os outros estão surdos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Eu fico com a escola de Rembrandt você no dadaísmo de Berlim.
A cidade está cheia de tinta.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ver,
mas os outros estão cegos pra Ti.

Eu monto o paradoxo no palco. Você anda zombando da Cruz.
A cidade está cheia de atores.
Na cidade dos homens tem gente que consegue dizer,
mas os outros estão mudos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Toda vez que procuro aqui algo pra ler, ouvir, olhar e dizer,
Senhor sabe o que eu quero.
Não me furto a certeza: és a Vida que eu quero.”

(Rookmaaker, Palavrantiga)

É com esta música que quero iniciar a reflexão deste final de semana, e que, em seu refrão diz “A Verdade apressa a minha hora, abre os meus olhos agora”, as pessoas, como seres racionais, não tem perspectiva do que seja a Verdade, e a interpretam como querem. Não quero iniciar uma discussão filosófico-teológica a respeito do que quer que seja a Verdade, não chegaríamos a lugar nenhum com isso.

Quero considerar que, como cristãos (e isso falo para cristãos de qualquer gênero, denominação, raça, cor, quero dizer: para todos aqueles que professam que Jesus é o Cristo, Filho Ungido de Deus que veio para nos salvar da morte e do pecado original), temos que a Bíblia é a Verdade, pois Jesus diz ser a Verdade e Dele provém a Palavra, pois Ele mesmo É o Verbo que se faz Carne, e assim nós como cristãos, cremos. Pois bem.

A pergunta a ser feita agora é: Quem somos nós?

Seguidores de Jesus de qual forma? Assumir uma proposta de fé requer coragem, dentro do próprio cristianismo. Se você opta por ser de linha protestante (evangélica), um “crente”, os católicos vão te olhar torto (falta de compreensão, não por todos é lógico, mas os mais tradicionais e que levam fielmente o catecismo consigo pra vida, te consideram um rebelde moralista, sendo que eles são tão legalistas quanto os “crentes”). E não pensem os tais crentes que os defendo, pois se você encontra um católico no caminho, vai logo com cinco pedras nas mãos considerando que o seu próximo é um “idólatra sem salvação”, tolo hipócrita, quantas vezes você se omitiu em fazer o que é a Verdade por medo e vergonha? Não foi você tão idólatra quanto seu irmão católico ao considerar sua comodidade em detrimento de uma mão estendida e um ombro amigo?

E isso é só o começo. Não estou pregando a unificação utópica da Igreja, pois que é impossível atualmente em virtude da diferença de dogmas em ambos os lados. A Bíblia chama a atenção: Amarás o Teu Próximo como a Ti mesmo, e isto é a Lei e os Profetas

O que você faz? Ama aquele que te acha bonitinho, mas, aquele que pisa no teu calo, manda uma bela sapatada. O que é Amar? Será que os cristãos consideram aquilo que professam de coração?

E tem mais, católicos: Vocês não lêem a Bíblia. Acham maçante, sem graça, sem vida. Não conseguem se prender por cinco minutos à leitura que é feita na missa, muito menos se preocupam em tirar um tempo pra ler a bíblia em casa. (Estou falando dos amigos com quem tenho contato e que se dizem católicos. Com toda certeza isso não corresponde cem por cento aos católicos do mundo todo, mas, pelo menos falo com alguma propriedade quanto aos brasileiros.)

“E o VERBO se fez Carne” (Jo 1.1)

“Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo para teres o cuidado de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita e nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.

Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.” (Josué 1.7-8)

É... e esta é só uma referência bíblica que o Senhor trás pra todos nós, sobre o quanto Ele deseja que Sua Palavra seja parte do nosso ser. Não pra nos tornamos robôs, mas para sermos mais vivos, mais humanos, mais amorosos, para aprendermos do Amor para vivermos o Amor.

Crentes, amigos, vocês têm um hábito louvável em relação à Bíblia, compram livros de Exegese, Concordância exaustiva, tentam até aprender hebraico, latim e grego, mas, alguns de vocês simplesmente se tornam moralistas, legalistas, frios e hipócritas, que amam ser louvados nas praças e levantam suas vozes para serem aclamados pelo quão inteligentes e próximos de Deus parecem estar. Deixando de amar o seu próximo, quem quer que seja ele.

Não estou me eximindo, eu também luto pra ler a Bíblia diariamente, pra amar meu irmão. Mas, o que tenho aprendido, não posso me eximir de compartilhar. Leiam a bíblia e VIVAM a bíblia. Não queiram ser perfeitos e nem se culpem por não conseguirem, mas, ao menos tentem!

Porque, muitos de nós – cristãos – simplesmente estamos zombando da Cruz.

Pensem um pouco nisso.

Um abraço e uma semana maravilhosa (também torcendo para que o Brasil ganhe o jogo contra o Chile!!)

Amanda Perbeline

Da fobia social


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Disse Aristóteles que “o homem é um animal político” e daí surge umas das tais teorias sobre a formação das sociedades.


A bíblia lá em Gênesis diz que vendo Deus que não havia ninguém que fosse como Adão resolveu fazer-lhe uma auxiliadora, e ai o próprio Deus diz que estes deveriam viver juntos e multiplicar-se, criando consequentemente uma comunidade (não quero me prender aqui a casamento, mas a questão de relacionamentos em geral).


Bom, vivemos em um tempo onde as psicopatologias, como transtorno de ansiedade generalizada, síndrome do pânico, depressão, fobia social, entre outras se tornaram altamente recorríveis em nossa sociedade. Não pretendo escrever como uma especialista, mas como alguém que vive em comunidade.


Eu me peguei pensando sobre a tal fobia social, um verdadeiro pânico que nos atinge quando surge a necessidade de nos comunicarmos com alguém, uma enorme incapacidade de se aproximar de pessoas, a dificuldade de estabelecer diálogo e pra piorar tudo uma falta de necessidade se relacionar com outros; parece haver uma espécie de auto suficiência que nos faz dispensar o compartilhar, como me disse uma pessoa esses dias “cria-se um mundo interno tão rico que se dispensa a troca com outras pessoas’’ (e entendam isso não quer dizer que se trata de alguém tão bom e inteligente que dispensa o outro, mas uma espécie de auto defesa da possibilidade de sofrimento inerente a qualquer relacionamento).


Mas a verdade é que isso parece contrariar tanto Aristóteles, quanto Deus e seu plano de criar um ser relacional; como poderia alguém viver sem o próximo? A verdade é que quando aqueles que sofrem de certa repulsa pelas relações sociais se vêem completamente sós, começam a repensar sua conduta, parece que uma necessidade de conviver colocada em nos por Deus começa a fazer barulho como um alarme desesperado dizendo que ferramos conosco e que na verdade só Deus basta a si mesmo.


Ta agora que o alarme soou o que fazer? Internet, seriados, livros, comida, musica, e nem mesmo Deus parecem ser capazes de preencher esse espaço (e mesmo que Deus possa preenchê-lo duvido que o faça). Parece que a única e obvia resposta é: “faça amigos’’, mas a essa altura já parece ser tarde demais, precisa-se de pessoas aqui e agora, e relacionamento necessitam de tempo para se tornar sólidos e espontâneos.


A verdade é que não há nada que se fazer, às vezes é necessário chegar ao fundo do poço e ficar só pra entender que, apesar de todas nossas dificuldades, é necessário ouvir um pouco mais aqueles que são mais sábios que nós e então tomar uma providencia sobre desafiarmos a nos mesmos.


A você amigo que sofre desse mal também, mude de atitude hoje, não quer dizer que vai ser fácil, mas... melhor estar sozinho só por hoje do que passar o resto da usa vida sozinho.


É isso ai, muito mais um desabafo que uma reflexão, mas para fazer amigos é necessário se expor um pouco.


Nathália Mendonça,


Goiânia 27-06-2010

ATUALIZADO (Achei essa imagem no capinando.com e curti com o post kkk - ass amanda)


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Hoje resolvemos escrever à três

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Hoje resolvemos escrever à três, idéia da Nathy, um desafio (desgafio) grande, enorme, mas o Grande Criador foi a inspiração de tudo isso e queremos partilhar o fruto da unidade que surgiu entre nós. Bem, e eu (Amanda) fiquei responsável por editar tudo isso, com a responsabilidade das meninas (Anaí e Nathália) em revisar tudo depois. Trabalho bom, que dá trabalho! E hoje, resolvemos partilhar algo que é muito forte em nós: A Amizade.

(Amanda) Bem, é mto bom poder falar de amizade, apesar dos quilometros que hoje me separam dos meus amigos mais queridos! (Nathy) Eu já não concordo, não acho que o mais apropriado seja escrever sobre amizade, mas sim, estar perto daqueles que você amo podendo compartilhar as futilidades do dia-a-dia. Mas quando isso não é possível... Sou obrigada a concordar inteiramente com a Panda... (risos – e nesse entremeio, a Anaí distraiu-se e comentou que nem lia o que estávamos escrevendo e bem, a frase subseqüente que a Nathy disse foi “vou te matar naí!”, Lógico que tudo em tom de brincadeira!! – risos – e, em seguida, a Anaí escreveu)

Calma gente.. o fato é q ter amigos, perto ou longe da gente, é bom demais. É bom saber que tem alguém em algum lugar do mundo que está a fim de me agüentar, por exemplo! Alguem que possa cantar: I'll be there for youuuuu" (igual na abertura de FRIENDS! kkk!)

(Amanda) E cantar mesmo sabendo que as vozes podem não casar, os tons podem desnivelar, o que vale é sair cantando a mesma coisa que o outro, não importando a hora... O que sai é um som inequívoco de alguém que está ao seu lado, dando um tipo de “porto seguro” quando você não sabe bem o que é isso e te mostrando que amor de Deus tbm é estar “com” e “por” alguém.

(Nathy) É isso ai, se cristianismo é relacionamento e Deus se revela, também, a partir deles; podemos dizer que amizades, à distância ou não, são formas de experimentar diariamente e conhecer um pouquinho mais a respeito de Deus, como Ele é e age. Poderíamos citar por exemplo o fato de amigos verdadeiros serem aqueles que sempre nos dizem a verdade (mesmo quando não gostando disso) porque nos ama, ou mesmo gastam seu tempo conosco quando estamos doentes : Deus é assim.

(Anaí) Quando assumimos o desgafio de manter uma amizade (Sim, por vezes ser amigo é desgafiador, o problema é que no começo da amizade não percebemos isso. Acho que Deus fez assim de propósito...) acabamos descobrindo que para sermos amigos temos de ser parecidos com Deus. Pois Ele é amigo. "não vos chamo servos, mas de amigos"

(Amanda) Ser parecidos com Deus... Abrindo mão de algumas coisas, incentivando o melhor do caráter do outro, amando sobretudo quando os motivos de amar estão por um “fio”, mostrando que alguns problemas não são seres de 30 cabeças com bolinhas roxas e cabelos emaranhados e afogueados, mas apenas pequenos dilemas que com o amigo é possível ultrapassar e vencer. Ou pelo menos, algum consolo encontramos em redor do amigo. Ter amigos é como possuir um castelo para se refugiar, um cantinho de brisa no deserto, ou sendo futuristas, uma bolha de oxigênio em Marte.

(Nathy) Falando sobre amigos nos revelarem mais de Deus e serem um porto seguro, não posso me esquecer dos amigos de Jesus, aqueles que eram mais próximos e andaram com ele durante todo seu ministerio. Eles estiveram juntos em todas as situações e depois de três anos encontramos um outro caráter em todos eles (ou quase todos): vemos um Pedro mais corajoso e um João muito mais amoroso; por fim quando vemos Jesus se despedindo vemos homens tristes com a ida não apenas do seu Senhor mas de um amigo. Isso tudo me faz pensar que amigos devem ser escolhidos sempre a dedo, afim de que como Jesus influenciou bem seus discípulos, possamos também influenciar e ser bem influenciados pelas pessoas certas.

(Anaí) Certa vez li que OS AMIGOS SAO A FAMILIA QUE A GENTE ESCOLHE e reproduzi essa frase pra algumas pessoinhas especiais pra mim, mas acrescentei: "Por isso escolham direito!" A melhor maneira de escolher amigos não é pela aparência, condição social, idade ou qualquer outra convenção imposta pela sociedade. A melhor maneira de escolher amigos é deixar Deus colocá-los em nosso caminho p em q algum momento eles trombem com a gente. Foi o q Jesus fez! Escolheu amigos e os amou. E Deus cuidou do resto! E também, foi assim nós trombamos por aí, pela Vida e hoje nossos caminhos se tornaram um só.

The End, ou melhor, não é o fim já que temos uma eternidade inteira pela frente.

Boa Semana,

Anaí, Nathy, Panda

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Entre igrejas, acusadores e adúlteros

Analise esse vídeo, pense em como vivemos os dois polos da historia.
Somos adulteros e somos acusadores...
Leia o Livro de Oseias, analise a sua consciência, sem reservas e paredes de proteção. Ame o outro com o pecado dele, como vc é amado no seu.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ele ama quem somos e não o que idealizamos ser.

 

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Que coisa estranha e maravilhosa é saber disso... É também muito frustrante, pois indica que tudo que eu batalhei pra construir foi em vão. Toda idealização daquilo que eu queria ser. Todo esforço pra ser algo que eu não sou, mas que aparenta ser indiscutivelmente melhor. Todas as cobranças que fiz comigo mesma. Todas as privações religiosamente exageradas, que me impediram de viver um pouquinho mais, como por exemplo, aquelas vezes que eu deixei de rir, de cantar, de ouvir, de falar, de abraçar, de beijar, de conversar, de chorar, de olhar, de curtir e de amar. Tudo que eu fiz ou não fiz para suprir a necessidade de ser aceita por algo que eu não sou. Tudo em vão!

Pra Deus essas coisas não importam. Ele não se importa com o que eu quero ser, mas sim com o que Ele me fez pra ser. E me concede vida e liberdade para ser, independente de qualquer coisa. Pra experimentar isso preciso saber quem eu sou e me aceitar, depois disso deixar o resto com Ele. Com certeza esse não é um caminho qualquer, é difícil e requer confiança, paciência, muito amor e provavelmente mais um monte de coisa que eu não aprendi ainda. Mas não consigo imaginar outra coisa pra mim... sei lá!

 

Anaí Medeiros

terça-feira, 15 de junho de 2010

Desviando o vento!

Moça, Olha só, o que eu te escrevi
É preciso força pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê

Sei, que a tua solidão me dói
E que é difícil ser feliz
Mais do que somos todos nós
Você supõe o céu
Sei, que o vento que entortou a flor
Passou também por nosso lar
E foi você quem desviou
Com golpes de pincel

Eu sei, é o amor que ninguém mais vê
Deixa eu ver a moça
Toma o teu, voa mais
Que o bloco da família vai atrás

Põe mais um na mesa de jantar
Porque hoje eu vou "praí" te ver
E tira o som dessa TV
Pra gente conversar
Diz pro bambo usar o violão
Pede pro Tico me esperar
E avisa que eu só vou chegar
No último vagão

É bom te ver sorrir
Deixa eu ver a moça
Que eu também vou atrás
E a banda diz: - assim é que se faz.

 

Alem do que se vê – Los Hermanos.

 

É uma letra que dá pra interpretar de mil formas, mas, só postei ela aqui hoje, com os negritos, prq exatamente estes trechinhos me fizeram lembrar de uma menininha que andava cabisbaixa, e agora anda esfuziante! Como isso é legal!!!!!!!!

Ahhhhh isso merece um brinde!

Bom saber que formamos sempre uma turma de peso! (A parte do peso é só por minha conta ok, figura de linguagem para as demais kkkkkkkkkkkk)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

ROOKMAAKER

(letra e música: Marcos Oliveira de Almeida - 2009)

Eu leio Rookmaaker, você Jean Paul Sartrê.
A cidade foi tomada pelos homens.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ler, mas os outros estão néscios pra Ti.

Eu canto Keith Grenn, você canta o que?
A cidade está cheia de sons.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ouvir,mas os outros estão surdos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Eu fico com a escola de Rembrandt você no dadaísmo de Berlim.
A cidade está cheia de tinta.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ver, mas os outros estão cegos pra Ti.

Eu monto o paradoxo no palco. Você anda zombando da Cruz.
A cidade está cheia de atores.
Na cidade dos homens tem gente que consegue dizer, mas os outros estão mudos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.


Toda vez que procuro aqui algo pra ler, ouvir, olhar e dizer, Senhor sabe o que eu quero.
Não me furto a certeza: és a Vida que eu quero

Como um príncipe forasteiro

Eu sou o passageiro
Eu rodo sem parar
Eu rodo pelos subúrbios escuros
Eu vejo estrelas saindo no céu
É o claro e o vazio do céu
Mas essa noite tudo soa tão bem

Entre no meu carro
Nós vamos rodar
Seremos passageiros à noite
E veremos a cidade em trapos
E veremos o vazio do céu
Sob os cascos dos subúrbios aqui
Mas essa noite tudo soa tão bem

Cantando lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá) –(3x)

Olha o passageiro
Como, como ele roda
Olha o passageiro
Roda sem parar

Ele olha pela janela
E o que ele vê
Ele vê sinais no céu
E ele vê as estrelas que saem
E ele vê a cidade em trapos
E ele vê o caminho do mar

E tudo isso foi feito pra mim e você
Tudo isso foi feito pra mim e você
Simplesmente pertence a mim e você
Então vamos rodar e ver o que é meu

lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá) (3x)

Olha o passageiro
Que roda sem parar
Ele está seguro ali
Conhece o mundo pelo vidro do carro

E isso tudo ele sabe que é seu
Ele vê o vazio do céu
E ele vê as estrelas sair
E ele vê a cidade durmir

E tudo isso é meu e seu
E tudo isso é meu e seu
Então vamos rodar e rodar e rodar e rodar

“O Passageiro” – Capital Inicial.

Ouvi essa música ontem no carro, e fiquei com ela na cabeça pra procurar a letra quando chegasse em casa.

Já conhecia a música, mas nunca tinha parado pra analisar a letra.

Lí, lembrei da galera, lembrei de casa (em SP), lembrei da Bíblia e da minha Primeira Casa (nos Céus)…

Sabendo destas coisas, todos nós somos peregrinos de alguma forma, nômades ainda.

Uma casta diversa no mundo, uma casta que se diferencia pela sua qualidade em ter pés com asas e ardente coração, não deveríamos carregar mais de duas túnicas, não deveríamos andar acumulando coisas desnecessárias, não deveríamos já que nossa residência não é aqui.

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Ef 2:19).

Nós vemos os sinais nos Céus e no Tempo.

Vemos a condição do mundo “que jaz em trevas”

Tudo tinha originalmente feito para nosso benefício, e nós nos perdemos…

Continuamos sendo passageiros nesta terra… a rodar pelo mundo com a perspectiva de olharmos de dentro do Carro de Deus. Vemos tudo pelos vidro de um carro diferente. (Ou deveríamos).

Tentem pensar nisso, falando sem nada ter dito,

 

Amanda Perbeline

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Estação de Tratamento II

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Estou lendo a obra “O impostor que vive em mim” de Brennan Mainning, tem sido de grande conforto pra mim (pra Nathália também, tenho certeza, a Anaí não sei se tem lido, pois em nossa última conversa acabei esquecendo de perguntar).

O que gostaria de compartilhar com vocês hoje é uma citação que li nessa obra, de Henri Nouwen:

 

Ao longo dos anos, vim a perceber que a maior armadilha de nossa vida não é o sucesso , a popularidade ou o poder, mas  a qualidade sedutora em geral provém de como se integra à tentação bem maior: a autorejeição. Quando chegamos a acreditar nas vozes que nos chamam de indignos e inamáveis, então, o sucesso, a popularidade e o poder são facilmente percebidos como soluções atraentes. A verdadeira armadilha, entretanto, é a autorejeição. Assim que alguém me acusa ou me critica, assim que sou rejeitado, deixado só, abandonado, me pego pensando: ‘Bem, isso mais uma vez prova que não sou ninguém”. (…) [Meu lado sombrio diz,] não tenho nada de bom… mereço ser deixado de lado, esquecido, rejeitado e abandonado. A autorejeição é o maior inimido da vida espiritual porque contradiz a voz sagrada que nos chama de “amados”. Ser o amado constitui a verdade essencial de nossa existência.

E assim, prossigo com a frase de Mainning em que ele relata parte de sua vida:

(…) Bunca me senti amado. Uma cena do filme Lembranças de Hollywood transmite tudo isso. Uma estrela de Hollywood (Merryl Streep) ouve seu diretor (Gene Hackman) falar sobre a vida maravilhosa que ela tem tido e quanto qualquer mulher invejaria tudo que ela conquistou. Streep responde: “É, eu sei. Mas o que você sabe? Não consigo sentir nada. Nunca fui capaz de sentir minha vida e todas essas coisas boas”.

No décimo dia do retiro da montanha, minhas lágrimas irromperam em soluços. Como Mary Michael O’Shaugnessy gosta de dizer: “Normalmente os colapsos conduzem a notáveis avanços”. (Boa parte de minha insensibilidade e invulnerabilidade surgiu por recusar-me a lamentar a perda de uma palavra amena e de um abraço terno.) Benditos são os que pranteiam e se lamentam.

A medida que sorvia o cálice da amargura, uma coisa notável aconteceu: ouvi música e dança a diantância. Eu era o filho pródigo mancando de volta para casa, não um espectador, mas um participante. O impostor desapareceu gradualmente, e eu estava em contato com o verdadeiro eu, como filho de Deus que retornou. O anseio por elogios e afirmação recuou.

Isso é só um trecho desse texto que fala à alma daqueles que deixam a velha casa na fossa e rumam para uma Estação de Tratamento buscando vida plena e com concretude dentro da Palavra Perfeita de Salvação, o Nosso Evangelho da Paz.

 

Naquele que por algo que eu nem sei explicar, me ama muito! E ama você também, independentemente do seu erro.

Amanda Perbeline

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Estação de Tratamento

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Algumas definições encontradas para o termo “tratar” que trouxeram conforto ao meu coração pela manhã enquanto refletia sobre o assunto no banho.

 
tratar – algumas definições do dicionário e alguns exemplos de frases.
v. tr. e intr.
Dispensar cuidados a.

“O Senhor dipensa cuidados a mim, como obra de suas Mãos e coisa particular sua”

Trabalhar em.

“O Senhor trabalha em mim, em meu coração, em meu caráter, me fazendo crescer e ser conforme sua imagem e semelhança”

Consertar, ajustar, contratar.
“Ele me conserta, pois me encontro como uma ferramenta torta e enferrujada pelo desgaste do tempo, ajusta meu ser aniquilando as marcas do inferno e do meu pecado, contratando sobre mim para me libertar, por meio da Cruz”

v. tr.
10. Dar tratamento a.

“Ele me dá tratamento acima do lugar em que me encontro, me supre, me habilita a sentar junto a Si em lugares celestiais”


11. Qualificar.

“Depois de toda dor, me qualifica para ser Filha, Eleita, Amada, Sacerdócio Real e Nação Santa, Povo Adquirido!”


v. intr.
12. Discutir, discorrer, debater.

“Lugar de debater sobre o Amor de Deus, sobre nossas limitações, sobre a Vida e a Morte, sobre o Inferno e o Céu, sobre o querer e o dispensar…”

20. Curar-se, cuidar da própria saúde. 
Essa aqui prefiro não fazer nenhuma frase, ela é autoexpllicativa. (risos)

Se evoluímos para Estação de Tratamento e saímos da fossa, é que vislumbramos no Caos Esperança de Vida! Mudança e Transformação.

Assim, prosseguimos para o Alvo, para a soberana vocação em Cristo Jesus! Nosso Senhor! 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Presos, livres ou enganados?

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Lí uma frase no e-mail de uma amiga e comecei a refletir, não faço ideia da fonte originária, mas dizia o seguinte:

“Fomos comprados pelo preço mais alto que existe e cada dia estamos mais presos na liberdade que hoje temos”

Comecei a raciocinar (esse povo das humanas não pode ler nada que começa a viajar na batatinha…):

_ O que é liberdade?

_ O que é prisão?

_ Se estávamos presos, como e por quem fomos comprados?

_ Quais eram os motivos dessa prisão?

Então, fruto disso, lembrei de um artigo de Manoel dC (in: http://manoeldc.blogspot.com/2010/04/transcendencia-e-consequencia-natural.html).

A Transcendência é a conseqüência natural dos descobridores do Evangelho Essencial, e o último estágio na caminhada em direção do tripé da liberdade. Temos que passar inevitavelmente pela liberdade da consciência para sermos nós mesmos, percorrer o caminho da liberdade da simplicidade, trilha essencial para adentrar no Reino dos céus, e finalmente se firmar na base sólida da liberdade da transcendência para nos descobrir, andarilhos maltrapilhos rumo à eternidade. (…)

Nesse sentido, minha própria transcendência se evidencia em naturalmente sentir-me rebelde sem causa, fora-da-lei assumido, um agitador natural, um inconformado com o status quo prevalecente, de não me enquadrar na fôrma do tradicionalismo, a romper com a membrana enrijecida do legalismo, e a buscar alternativas criativas e conspiratórias que tragam mudanças profundas na mentalidade fossilizada da cristandade vigente.
A busca da transcendência me auxilia também na auto-análise que faço, a me obrigar a contemplar no espelho da realidade e ver os traços de minha maturidade como pessoa e como ser físico, com um corpo falível, fadado à doença e a exterminação desse invólucro em que somos confinados enquanto sobrevivemos às vicissitudes sobre a face da terra. Impressiona-me bastante, vislumbrar o futuro e perceber que envelheço a cada passo da caminhada, apesar de não notar. Aos cinqüenta e um anos me ocorre que já chego a perceber as marcas de minha própria finitude.

Essa é a tendência natural, o ciclo da vida, mas resta enfim a esperança de invadir finalmente o portal derradeiro, quando nós, águias vocacionais, inconformadas com a vidinha de galinhas no terreiro de terra cinzenta, deixaremos de bicar minhocas e alçaremos o vôo da ressurreição em direção ao infinito, quando o que é mortal será revestido da imortalidade.

Como se buscássemos a essência de nós mesmos, almejando um “além mar”, ansiando pela liberdade sublime não apenas falada, mas também vivida. Nós nos aprisionamos mesmo livres. Temos a consciência da liberdade que Jesus dá e, no entanto, não sabemos como viver na liberdade.

É como se estivéssemos há tanto tempo presos que não conseguimos nos acostumar sem as amarras. Como um escravo que não sabe viver sem ser maltratado. Almejamos a liberdade, mas não sabemos nos sentir livres.

Nós nos aprisionamos.

Aprisionamos nos relacionamentos doentios, aprisionamos nos melindres, aprisionamos em coisas que eram pra ser nosso meio de subsistência e tornou-se como em amarras psicológicas, nós nos aprisionamos nas cicatrizes… não sabemos como nos livrar delas e nos colocamos sob um jugo desnecessário.

Não sabemos liderar, não sabemos ser discípulos, não sabemos ser amigos. Nosso problema máximo é que olhamos só pra nós mesmos. Só nos interessamos por nós mesmos. Não temos limites. E Não sabemos respeitar o limite alheio.

Sempre tudo pra nós! “Gloria a mim e louvado seja eu, o grande centro de tudo”…

Isso na verdade é idolatria. Adorar somente a si. É a maior de todas as prisões.

Essa é então a nossa prisão e a nossa liberdade está em conhecer a liberdade, aprender a andar em liberdade, como Jesus o fez. Não me importa se serão através de eventos proféticos, se será através da razão, da incoerência, de qualquer raio que seja, importa sermos transformados…

Transformados conforme à Sua Glória.

Conhecendo a VERDADE de Jesus… “E conhecereis a VERDADE e a VERDADE vos libertará.”

A verdade sobre si mesmos, sobre a sua condição humana e pecadora, sobre a realidade de Deus e sobre sua liberdação salvífica de nós mesmos…

Experienciar esta liberdade como prática de vida é ser subversivo…mas é essência de liberdade ser fora da lei…

Então, eu prossigo subversivamente acreditando na liberdade e procurando ser livre.

TOTALMENTE!

Livre de mim, das minhas mazelas, livre das prisões sociais, livreeee!!!!!!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Mas é a vida… e é bonita!

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Tava aqui matutando sobre a fossa (post abaixo, também de minha autoria) e lembrei desse samba, um clássico da música brasileira e essa letra reflete o post da Anaí sobre a Vida (Blog O Grande Criador), reflete as nossas reflexões “na fossa”, a nossa contínua busca pelo crescimento doloroso que a Vida trás.

Pela incerteza permanente do Ser. Pelas ânsias inerentes àquele que busca a Verdade. Seres que vivem em constante crise e reestruturação, já que almejam viver de maneira integral, pautados pela bíblia em diálogo cotidiano.

Não é a Biblia como interpretação estática, mas como forma de vida do Criador. Manual de instruções, Guia de sobrevivência da Fossa. E nela descobrimos que a Vida é bonita. E que viver é não ter realmente vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz (Há quem diga que isso é viver na fossa… fazer o que né, aprender dói mesmo!)

Saudações crisolínicas,

APS

O Que É, O Que É?

Gonzaguinha

Composição: Gonzaguinha

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...