segunda-feira, 24 de maio de 2010

Meio Milhão…

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Quando li essa matéria, me segurei com força à mesa, espremi os olhos e lembrei dos sonhos anteriormente dados por Deus, sonhos de resgate, de auxílio… sonhos de cura!

Pelo amor de Deus, meio milhão de meninas é muita coisa!

Li originalmente em “Adital” www.adital.com.br hoje 24-05-2010.

22.05.02 - BRASIL
Mais de meio milhão de meninas são prostituídas no Brasil

Adital -

Brasil - Numerosas meninas das regiões mais distantes do Brasil, que às vezes nem sequer chegam à adolescência, são vítimas de tráfico, leilão e venda com o fim de prostitui-las em paraísos do turismo sexual como Recife, Salvador e Fortaleza. Uma recente investigação de Ramy Wurgaft, enviado do diário espanhol El Mundo, descobriu autênticos mercados de meninas atraídas à prostituição mediante enganos e, literalmente, vendidas em leilões. Tanto o Unicef -órgão da ONU que cuida da Infância no mundo- como a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) disseram que não há comprovação fidedigna sobre estas rifas e bingos clandestinos para a prostituição de adolescentes. Segundo dados de ONG's baseados em denúncias, acredita-se que 500 mil meninas estão envolvidas com a prostituição no Brasil. A organização brasileira Abrapia traz uma estatística de denúncias, mas, assinalou que devido ao fato de que a prostituição seja uma atividade clandestina, mais particularmente oculta no caso de infantes, ninguém pode assegurar cifras completamente confiáveis. Leandro Gonzáles, da Associação Brasileira contra a Prostituição Infantil, declara que este abuso já cobrou a vida de 600 meninas e meninos nos últimos anos. A metade, explicou, como vítimas da aids e os demais em mãos de proxenetas, da polícia ou dos próprios clientes. O enviado de El Mundo entrou em contato na região de Mato Grosso com um condomínio de edifícios, o qual denunciou um mercado de meninas escravas em uma antiga imprensa, supostamente transformada em academia de baile. A princípio, os vizinhos elogiavam a bondade desses senhores por ensinar-lhes algo útil a essas meninas andrajosas. Mas, depois, começaram a estranhar que as alunas fossem de tão pouca idade, entre seis e 14 anos, contou. Quando a polícia chegou ao edifício, as meninas, os clientes e os professores haviam fugido: alguém os avisara. Sônia e Letícia, duas irmãs, foram contatadas por um homem que prometeu empregá-las para que fizessem serviço doméstico em uma casa luxuosa. As meninas foram recebidas para uma audiência em Guiratinga, onde foram maquiadas e disfarçadas de adultas junto a outras companheiras: logo subiram a um palco e ali se viram transpassadas por miradas lascivas de um público masculino. Um tipo gritou sem respiração: "Mil reais é o preço para esta beldade de Caiaponia, sã e sem estrear! Quem disse mil 500? Demônios, amigos, que não estamos em um leilão de melões. Dois mil? Ficamos em dois mil?" Sônia e Letícia compreenderam que estavam frente a proxenetas. Antes que Sônia, a menor, pudesse escapar, ambas sofreram abusos e violações por parte de seus captores. Quando Sônia, continua o relato do enviado de El Mundo, pôde fugir, tardou um ano para recuperar-se da amnésia traumática que lhe provocaram as violências sofridas. Sua irmã foi obrigada a golpes a aceitar uma identidade falsa e teve como destino Recife, um dos balneários do nordeste do Brasil onde o turismo sexual é uma indústria perfeitamente organizada. Segundo informes do Comitê de Estudos da Exploração Sexual e da Comissão Legislativa do Estado de Pernambuco, há mais de 30 agências na Europa que vendem pacotes de turismo sexual. Inclusive, antes de embarcar, os turistas já dispõem de álbuns de fotos das mulheres prostituídas, das quais a maioria -um terço ao menos em Recife- são meninas de 10 a 16 anos. Pelo menos meio milhão de meninas são prostituídas no Brasil, vítimas de um negócio que move mais de 120 milhões de dólares ao ano e que a polícia, a justiça, as ONG's e as entidades de promoção turística estão tratando de frear mediante campanhas para denunciar e informar contra a prostituição infantil, a pedofilia e o turismo sexual. (CAMBIO/CIMAC) Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

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