quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pra viver e morrer basta ter coragem

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Kate, aos seus dezenove anos já havia experienciado muito na vida, muito inclusive, por sua idade.
Sentia-se triste e só, mesmo com muita gente ao seu redor. Não conseguia compreender o quão importante era e quão bonita era. Decidiu que seria livre e que aproveitaria ao máximo.
Saiu em férias, foi visitar uma amiga na cidade vizinha, Joy, ambas jovens, amantes da vida, solteiras e moravam sozinhas. Chegando na casa de sua amiga, relatou o quanto se sentia só.
Combinaram com uns amigos de Joy que seria interessante sairem pra curtir a vida, os amigos, beber um pouco.
No dia seguinte, à noite, as meninas se arrumaram e estavam lindas! Sairam cada uma num carro, e, cada uma com um amigo. Kate encantou-se com o jovem com quem saíra, Josh, que tinha 26 anos. Galante, bonito, sedutor.
Joy não ficou tão impactada, sua noite foi sem graça, sem vida, Ben, com quem ela saira, bebia muito, não tinha assuntos interessantes, não parecia divertido.
Kate bebeu um pouco, pra "ter coragem", e, no momento em que Josh a estava deixando em casa, pararam o carro e começaram a conversar. Ela não morava naquela cidade, ninguém alí a conhecia, nada a impedia de "curtir" ao máximo sua vida. O provavel aconteceu, se beijaram, Kate almejava por "liberdade", por se sentir "adulta", "madura", "jovial", como aquelas atrizes do cinema. Josh não era apenas bonito, mas também exercia certo poder sobre ela, como se a tivesse enfeitiçado.
Sairam por mais três vezes seguidas. Quando chegou o tempo de Kate voltar pra casa, num momento de loucura, ela se entregou a ele.
Almejava liberdade...só um pouco de liberdade, misturada com carência...
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A história de Kate é a história de muitas meninas hoje.
Que pensam que liberdade pode ser sexo, drogas e rock'n roll, quando na verdade isso não passa de loucura juvenil com seríssimas consequencias.
Consequencias emocionais, morais, físicas, sociais e até espirituais..
Será que vale mesmo a pena se entregar assim?
Será que vale mesmo a pena querer ser "livre". Kate passou os meses seguintes com medo de ter engravidado, com medo de si mesma, se sentindo desvalorizada, até mesmo com nojo de si mesma. Nunca mais viu Josh, ela também não engravidou, mas sua vida emocional mudou totalmente. E demorou dois anos para que ela voltasse a pensar em sair com alguém.
Dois anos em que ela viu as amigas casarem, noivarem, crescerem...
Pense sobre o que é liberdade.
"Liberdade é ser tão, e absolutamente, livre, que posso escolher simplesmente obedecer à Deus e aos seus preceitos, que geram VIDA em mim" (Mirian dos Santos)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eu monto um paradoxo na vida

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“Eu leio Rookmaaker, você Jean Paul Sartrê.
A cidade foi tomada pelos homens.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ler,
mas os outros estão néscios pra Ti.

Eu canto Keith Grenn, você canta o que?
A cidade está cheia de sons.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ouvir,
mas os outros estão surdos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Eu fico com a escola de Rembrandt você no dadaísmo de Berlim.
A cidade está cheia de tinta.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ver,
mas os outros estão cegos pra Ti.

Eu monto o paradoxo no palco. Você anda zombando da Cruz.
A cidade está cheia de atores.
Na cidade dos homens tem gente que consegue dizer,
mas os outros estão mudos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Toda vez que procuro aqui algo pra ler, ouvir, olhar e dizer,
Senhor sabe o que eu quero.
Não me furto a certeza: és a Vida que eu quero.”

(Rookmaaker, Palavrantiga)

É com esta música que quero iniciar a reflexão deste final de semana, e que, em seu refrão diz “A Verdade apressa a minha hora, abre os meus olhos agora”, as pessoas, como seres racionais, não tem perspectiva do que seja a Verdade, e a interpretam como querem. Não quero iniciar uma discussão filosófico-teológica a respeito do que quer que seja a Verdade, não chegaríamos a lugar nenhum com isso.

Quero considerar que, como cristãos (e isso falo para cristãos de qualquer gênero, denominação, raça, cor, quero dizer: para todos aqueles que professam que Jesus é o Cristo, Filho Ungido de Deus que veio para nos salvar da morte e do pecado original), temos que a Bíblia é a Verdade, pois Jesus diz ser a Verdade e Dele provém a Palavra, pois Ele mesmo É o Verbo que se faz Carne, e assim nós como cristãos, cremos. Pois bem.

A pergunta a ser feita agora é: Quem somos nós?

Seguidores de Jesus de qual forma? Assumir uma proposta de fé requer coragem, dentro do próprio cristianismo. Se você opta por ser de linha protestante (evangélica), um “crente”, os católicos vão te olhar torto (falta de compreensão, não por todos é lógico, mas os mais tradicionais e que levam fielmente o catecismo consigo pra vida, te consideram um rebelde moralista, sendo que eles são tão legalistas quanto os “crentes”). E não pensem os tais crentes que os defendo, pois se você encontra um católico no caminho, vai logo com cinco pedras nas mãos considerando que o seu próximo é um “idólatra sem salvação”, tolo hipócrita, quantas vezes você se omitiu em fazer o que é a Verdade por medo e vergonha? Não foi você tão idólatra quanto seu irmão católico ao considerar sua comodidade em detrimento de uma mão estendida e um ombro amigo?

E isso é só o começo. Não estou pregando a unificação utópica da Igreja, pois que é impossível atualmente em virtude da diferença de dogmas em ambos os lados. A Bíblia chama a atenção: Amarás o Teu Próximo como a Ti mesmo, e isto é a Lei e os Profetas

O que você faz? Ama aquele que te acha bonitinho, mas, aquele que pisa no teu calo, manda uma bela sapatada. O que é Amar? Será que os cristãos consideram aquilo que professam de coração?

E tem mais, católicos: Vocês não lêem a Bíblia. Acham maçante, sem graça, sem vida. Não conseguem se prender por cinco minutos à leitura que é feita na missa, muito menos se preocupam em tirar um tempo pra ler a bíblia em casa. (Estou falando dos amigos com quem tenho contato e que se dizem católicos. Com toda certeza isso não corresponde cem por cento aos católicos do mundo todo, mas, pelo menos falo com alguma propriedade quanto aos brasileiros.)

“E o VERBO se fez Carne” (Jo 1.1)

“Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo para teres o cuidado de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita e nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.

Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.” (Josué 1.7-8)

É... e esta é só uma referência bíblica que o Senhor trás pra todos nós, sobre o quanto Ele deseja que Sua Palavra seja parte do nosso ser. Não pra nos tornamos robôs, mas para sermos mais vivos, mais humanos, mais amorosos, para aprendermos do Amor para vivermos o Amor.

Crentes, amigos, vocês têm um hábito louvável em relação à Bíblia, compram livros de Exegese, Concordância exaustiva, tentam até aprender hebraico, latim e grego, mas, alguns de vocês simplesmente se tornam moralistas, legalistas, frios e hipócritas, que amam ser louvados nas praças e levantam suas vozes para serem aclamados pelo quão inteligentes e próximos de Deus parecem estar. Deixando de amar o seu próximo, quem quer que seja ele.

Não estou me eximindo, eu também luto pra ler a Bíblia diariamente, pra amar meu irmão. Mas, o que tenho aprendido, não posso me eximir de compartilhar. Leiam a bíblia e VIVAM a bíblia. Não queiram ser perfeitos e nem se culpem por não conseguirem, mas, ao menos tentem!

Porque, muitos de nós – cristãos – simplesmente estamos zombando da Cruz.

Pensem um pouco nisso.

Um abraço e uma semana maravilhosa (também torcendo para que o Brasil ganhe o jogo contra o Chile!!)

Amanda Perbeline

Da fobia social


fobia


Disse Aristóteles que “o homem é um animal político” e daí surge umas das tais teorias sobre a formação das sociedades.


A bíblia lá em Gênesis diz que vendo Deus que não havia ninguém que fosse como Adão resolveu fazer-lhe uma auxiliadora, e ai o próprio Deus diz que estes deveriam viver juntos e multiplicar-se, criando consequentemente uma comunidade (não quero me prender aqui a casamento, mas a questão de relacionamentos em geral).


Bom, vivemos em um tempo onde as psicopatologias, como transtorno de ansiedade generalizada, síndrome do pânico, depressão, fobia social, entre outras se tornaram altamente recorríveis em nossa sociedade. Não pretendo escrever como uma especialista, mas como alguém que vive em comunidade.


Eu me peguei pensando sobre a tal fobia social, um verdadeiro pânico que nos atinge quando surge a necessidade de nos comunicarmos com alguém, uma enorme incapacidade de se aproximar de pessoas, a dificuldade de estabelecer diálogo e pra piorar tudo uma falta de necessidade se relacionar com outros; parece haver uma espécie de auto suficiência que nos faz dispensar o compartilhar, como me disse uma pessoa esses dias “cria-se um mundo interno tão rico que se dispensa a troca com outras pessoas’’ (e entendam isso não quer dizer que se trata de alguém tão bom e inteligente que dispensa o outro, mas uma espécie de auto defesa da possibilidade de sofrimento inerente a qualquer relacionamento).


Mas a verdade é que isso parece contrariar tanto Aristóteles, quanto Deus e seu plano de criar um ser relacional; como poderia alguém viver sem o próximo? A verdade é que quando aqueles que sofrem de certa repulsa pelas relações sociais se vêem completamente sós, começam a repensar sua conduta, parece que uma necessidade de conviver colocada em nos por Deus começa a fazer barulho como um alarme desesperado dizendo que ferramos conosco e que na verdade só Deus basta a si mesmo.


Ta agora que o alarme soou o que fazer? Internet, seriados, livros, comida, musica, e nem mesmo Deus parecem ser capazes de preencher esse espaço (e mesmo que Deus possa preenchê-lo duvido que o faça). Parece que a única e obvia resposta é: “faça amigos’’, mas a essa altura já parece ser tarde demais, precisa-se de pessoas aqui e agora, e relacionamento necessitam de tempo para se tornar sólidos e espontâneos.


A verdade é que não há nada que se fazer, às vezes é necessário chegar ao fundo do poço e ficar só pra entender que, apesar de todas nossas dificuldades, é necessário ouvir um pouco mais aqueles que são mais sábios que nós e então tomar uma providencia sobre desafiarmos a nos mesmos.


A você amigo que sofre desse mal também, mude de atitude hoje, não quer dizer que vai ser fácil, mas... melhor estar sozinho só por hoje do que passar o resto da usa vida sozinho.


É isso ai, muito mais um desabafo que uma reflexão, mas para fazer amigos é necessário se expor um pouco.


Nathália Mendonça,


Goiânia 27-06-2010

ATUALIZADO (Achei essa imagem no capinando.com e curti com o post kkk - ass amanda)


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Hoje resolvemos escrever à três

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Hoje resolvemos escrever à três, idéia da Nathy, um desafio (desgafio) grande, enorme, mas o Grande Criador foi a inspiração de tudo isso e queremos partilhar o fruto da unidade que surgiu entre nós. Bem, e eu (Amanda) fiquei responsável por editar tudo isso, com a responsabilidade das meninas (Anaí e Nathália) em revisar tudo depois. Trabalho bom, que dá trabalho! E hoje, resolvemos partilhar algo que é muito forte em nós: A Amizade.

(Amanda) Bem, é mto bom poder falar de amizade, apesar dos quilometros que hoje me separam dos meus amigos mais queridos! (Nathy) Eu já não concordo, não acho que o mais apropriado seja escrever sobre amizade, mas sim, estar perto daqueles que você amo podendo compartilhar as futilidades do dia-a-dia. Mas quando isso não é possível... Sou obrigada a concordar inteiramente com a Panda... (risos – e nesse entremeio, a Anaí distraiu-se e comentou que nem lia o que estávamos escrevendo e bem, a frase subseqüente que a Nathy disse foi “vou te matar naí!”, Lógico que tudo em tom de brincadeira!! – risos – e, em seguida, a Anaí escreveu)

Calma gente.. o fato é q ter amigos, perto ou longe da gente, é bom demais. É bom saber que tem alguém em algum lugar do mundo que está a fim de me agüentar, por exemplo! Alguem que possa cantar: I'll be there for youuuuu" (igual na abertura de FRIENDS! kkk!)

(Amanda) E cantar mesmo sabendo que as vozes podem não casar, os tons podem desnivelar, o que vale é sair cantando a mesma coisa que o outro, não importando a hora... O que sai é um som inequívoco de alguém que está ao seu lado, dando um tipo de “porto seguro” quando você não sabe bem o que é isso e te mostrando que amor de Deus tbm é estar “com” e “por” alguém.

(Nathy) É isso ai, se cristianismo é relacionamento e Deus se revela, também, a partir deles; podemos dizer que amizades, à distância ou não, são formas de experimentar diariamente e conhecer um pouquinho mais a respeito de Deus, como Ele é e age. Poderíamos citar por exemplo o fato de amigos verdadeiros serem aqueles que sempre nos dizem a verdade (mesmo quando não gostando disso) porque nos ama, ou mesmo gastam seu tempo conosco quando estamos doentes : Deus é assim.

(Anaí) Quando assumimos o desgafio de manter uma amizade (Sim, por vezes ser amigo é desgafiador, o problema é que no começo da amizade não percebemos isso. Acho que Deus fez assim de propósito...) acabamos descobrindo que para sermos amigos temos de ser parecidos com Deus. Pois Ele é amigo. "não vos chamo servos, mas de amigos"

(Amanda) Ser parecidos com Deus... Abrindo mão de algumas coisas, incentivando o melhor do caráter do outro, amando sobretudo quando os motivos de amar estão por um “fio”, mostrando que alguns problemas não são seres de 30 cabeças com bolinhas roxas e cabelos emaranhados e afogueados, mas apenas pequenos dilemas que com o amigo é possível ultrapassar e vencer. Ou pelo menos, algum consolo encontramos em redor do amigo. Ter amigos é como possuir um castelo para se refugiar, um cantinho de brisa no deserto, ou sendo futuristas, uma bolha de oxigênio em Marte.

(Nathy) Falando sobre amigos nos revelarem mais de Deus e serem um porto seguro, não posso me esquecer dos amigos de Jesus, aqueles que eram mais próximos e andaram com ele durante todo seu ministerio. Eles estiveram juntos em todas as situações e depois de três anos encontramos um outro caráter em todos eles (ou quase todos): vemos um Pedro mais corajoso e um João muito mais amoroso; por fim quando vemos Jesus se despedindo vemos homens tristes com a ida não apenas do seu Senhor mas de um amigo. Isso tudo me faz pensar que amigos devem ser escolhidos sempre a dedo, afim de que como Jesus influenciou bem seus discípulos, possamos também influenciar e ser bem influenciados pelas pessoas certas.

(Anaí) Certa vez li que OS AMIGOS SAO A FAMILIA QUE A GENTE ESCOLHE e reproduzi essa frase pra algumas pessoinhas especiais pra mim, mas acrescentei: "Por isso escolham direito!" A melhor maneira de escolher amigos não é pela aparência, condição social, idade ou qualquer outra convenção imposta pela sociedade. A melhor maneira de escolher amigos é deixar Deus colocá-los em nosso caminho p em q algum momento eles trombem com a gente. Foi o q Jesus fez! Escolheu amigos e os amou. E Deus cuidou do resto! E também, foi assim nós trombamos por aí, pela Vida e hoje nossos caminhos se tornaram um só.

The End, ou melhor, não é o fim já que temos uma eternidade inteira pela frente.

Boa Semana,

Anaí, Nathy, Panda

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Entre igrejas, acusadores e adúlteros

Analise esse vídeo, pense em como vivemos os dois polos da historia.
Somos adulteros e somos acusadores...
Leia o Livro de Oseias, analise a sua consciência, sem reservas e paredes de proteção. Ame o outro com o pecado dele, como vc é amado no seu.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ele ama quem somos e não o que idealizamos ser.

 

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Que coisa estranha e maravilhosa é saber disso... É também muito frustrante, pois indica que tudo que eu batalhei pra construir foi em vão. Toda idealização daquilo que eu queria ser. Todo esforço pra ser algo que eu não sou, mas que aparenta ser indiscutivelmente melhor. Todas as cobranças que fiz comigo mesma. Todas as privações religiosamente exageradas, que me impediram de viver um pouquinho mais, como por exemplo, aquelas vezes que eu deixei de rir, de cantar, de ouvir, de falar, de abraçar, de beijar, de conversar, de chorar, de olhar, de curtir e de amar. Tudo que eu fiz ou não fiz para suprir a necessidade de ser aceita por algo que eu não sou. Tudo em vão!

Pra Deus essas coisas não importam. Ele não se importa com o que eu quero ser, mas sim com o que Ele me fez pra ser. E me concede vida e liberdade para ser, independente de qualquer coisa. Pra experimentar isso preciso saber quem eu sou e me aceitar, depois disso deixar o resto com Ele. Com certeza esse não é um caminho qualquer, é difícil e requer confiança, paciência, muito amor e provavelmente mais um monte de coisa que eu não aprendi ainda. Mas não consigo imaginar outra coisa pra mim... sei lá!

 

Anaí Medeiros

terça-feira, 15 de junho de 2010

Desviando o vento!

Moça, Olha só, o que eu te escrevi
É preciso força pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê

Sei, que a tua solidão me dói
E que é difícil ser feliz
Mais do que somos todos nós
Você supõe o céu
Sei, que o vento que entortou a flor
Passou também por nosso lar
E foi você quem desviou
Com golpes de pincel

Eu sei, é o amor que ninguém mais vê
Deixa eu ver a moça
Toma o teu, voa mais
Que o bloco da família vai atrás

Põe mais um na mesa de jantar
Porque hoje eu vou "praí" te ver
E tira o som dessa TV
Pra gente conversar
Diz pro bambo usar o violão
Pede pro Tico me esperar
E avisa que eu só vou chegar
No último vagão

É bom te ver sorrir
Deixa eu ver a moça
Que eu também vou atrás
E a banda diz: - assim é que se faz.

 

Alem do que se vê – Los Hermanos.

 

É uma letra que dá pra interpretar de mil formas, mas, só postei ela aqui hoje, com os negritos, prq exatamente estes trechinhos me fizeram lembrar de uma menininha que andava cabisbaixa, e agora anda esfuziante! Como isso é legal!!!!!!!!

Ahhhhh isso merece um brinde!

Bom saber que formamos sempre uma turma de peso! (A parte do peso é só por minha conta ok, figura de linguagem para as demais kkkkkkkkkkkk)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

ROOKMAAKER

(letra e música: Marcos Oliveira de Almeida - 2009)

Eu leio Rookmaaker, você Jean Paul Sartrê.
A cidade foi tomada pelos homens.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ler, mas os outros estão néscios pra Ti.

Eu canto Keith Grenn, você canta o que?
A cidade está cheia de sons.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ouvir,mas os outros estão surdos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Eu fico com a escola de Rembrandt você no dadaísmo de Berlim.
A cidade está cheia de tinta.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ver, mas os outros estão cegos pra Ti.

Eu monto o paradoxo no palco. Você anda zombando da Cruz.
A cidade está cheia de atores.
Na cidade dos homens tem gente que consegue dizer, mas os outros estão mudos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.


Toda vez que procuro aqui algo pra ler, ouvir, olhar e dizer, Senhor sabe o que eu quero.
Não me furto a certeza: és a Vida que eu quero

Como um príncipe forasteiro

Eu sou o passageiro
Eu rodo sem parar
Eu rodo pelos subúrbios escuros
Eu vejo estrelas saindo no céu
É o claro e o vazio do céu
Mas essa noite tudo soa tão bem

Entre no meu carro
Nós vamos rodar
Seremos passageiros à noite
E veremos a cidade em trapos
E veremos o vazio do céu
Sob os cascos dos subúrbios aqui
Mas essa noite tudo soa tão bem

Cantando lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá) –(3x)

Olha o passageiro
Como, como ele roda
Olha o passageiro
Roda sem parar

Ele olha pela janela
E o que ele vê
Ele vê sinais no céu
E ele vê as estrelas que saem
E ele vê a cidade em trapos
E ele vê o caminho do mar

E tudo isso foi feito pra mim e você
Tudo isso foi feito pra mim e você
Simplesmente pertence a mim e você
Então vamos rodar e ver o que é meu

lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá) (3x)

Olha o passageiro
Que roda sem parar
Ele está seguro ali
Conhece o mundo pelo vidro do carro

E isso tudo ele sabe que é seu
Ele vê o vazio do céu
E ele vê as estrelas sair
E ele vê a cidade durmir

E tudo isso é meu e seu
E tudo isso é meu e seu
Então vamos rodar e rodar e rodar e rodar

“O Passageiro” – Capital Inicial.

Ouvi essa música ontem no carro, e fiquei com ela na cabeça pra procurar a letra quando chegasse em casa.

Já conhecia a música, mas nunca tinha parado pra analisar a letra.

Lí, lembrei da galera, lembrei de casa (em SP), lembrei da Bíblia e da minha Primeira Casa (nos Céus)…

Sabendo destas coisas, todos nós somos peregrinos de alguma forma, nômades ainda.

Uma casta diversa no mundo, uma casta que se diferencia pela sua qualidade em ter pés com asas e ardente coração, não deveríamos carregar mais de duas túnicas, não deveríamos andar acumulando coisas desnecessárias, não deveríamos já que nossa residência não é aqui.

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Ef 2:19).

Nós vemos os sinais nos Céus e no Tempo.

Vemos a condição do mundo “que jaz em trevas”

Tudo tinha originalmente feito para nosso benefício, e nós nos perdemos…

Continuamos sendo passageiros nesta terra… a rodar pelo mundo com a perspectiva de olharmos de dentro do Carro de Deus. Vemos tudo pelos vidro de um carro diferente. (Ou deveríamos).

Tentem pensar nisso, falando sem nada ter dito,

 

Amanda Perbeline

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Estação de Tratamento II

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Estou lendo a obra “O impostor que vive em mim” de Brennan Mainning, tem sido de grande conforto pra mim (pra Nathália também, tenho certeza, a Anaí não sei se tem lido, pois em nossa última conversa acabei esquecendo de perguntar).

O que gostaria de compartilhar com vocês hoje é uma citação que li nessa obra, de Henri Nouwen:

 

Ao longo dos anos, vim a perceber que a maior armadilha de nossa vida não é o sucesso , a popularidade ou o poder, mas  a qualidade sedutora em geral provém de como se integra à tentação bem maior: a autorejeição. Quando chegamos a acreditar nas vozes que nos chamam de indignos e inamáveis, então, o sucesso, a popularidade e o poder são facilmente percebidos como soluções atraentes. A verdadeira armadilha, entretanto, é a autorejeição. Assim que alguém me acusa ou me critica, assim que sou rejeitado, deixado só, abandonado, me pego pensando: ‘Bem, isso mais uma vez prova que não sou ninguém”. (…) [Meu lado sombrio diz,] não tenho nada de bom… mereço ser deixado de lado, esquecido, rejeitado e abandonado. A autorejeição é o maior inimido da vida espiritual porque contradiz a voz sagrada que nos chama de “amados”. Ser o amado constitui a verdade essencial de nossa existência.

E assim, prossigo com a frase de Mainning em que ele relata parte de sua vida:

(…) Bunca me senti amado. Uma cena do filme Lembranças de Hollywood transmite tudo isso. Uma estrela de Hollywood (Merryl Streep) ouve seu diretor (Gene Hackman) falar sobre a vida maravilhosa que ela tem tido e quanto qualquer mulher invejaria tudo que ela conquistou. Streep responde: “É, eu sei. Mas o que você sabe? Não consigo sentir nada. Nunca fui capaz de sentir minha vida e todas essas coisas boas”.

No décimo dia do retiro da montanha, minhas lágrimas irromperam em soluços. Como Mary Michael O’Shaugnessy gosta de dizer: “Normalmente os colapsos conduzem a notáveis avanços”. (Boa parte de minha insensibilidade e invulnerabilidade surgiu por recusar-me a lamentar a perda de uma palavra amena e de um abraço terno.) Benditos são os que pranteiam e se lamentam.

A medida que sorvia o cálice da amargura, uma coisa notável aconteceu: ouvi música e dança a diantância. Eu era o filho pródigo mancando de volta para casa, não um espectador, mas um participante. O impostor desapareceu gradualmente, e eu estava em contato com o verdadeiro eu, como filho de Deus que retornou. O anseio por elogios e afirmação recuou.

Isso é só um trecho desse texto que fala à alma daqueles que deixam a velha casa na fossa e rumam para uma Estação de Tratamento buscando vida plena e com concretude dentro da Palavra Perfeita de Salvação, o Nosso Evangelho da Paz.

 

Naquele que por algo que eu nem sei explicar, me ama muito! E ama você também, independentemente do seu erro.

Amanda Perbeline

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Estação de Tratamento

estacaotratamentoesgoto

Algumas definições encontradas para o termo “tratar” que trouxeram conforto ao meu coração pela manhã enquanto refletia sobre o assunto no banho.

 
tratar – algumas definições do dicionário e alguns exemplos de frases.
v. tr. e intr.
Dispensar cuidados a.

“O Senhor dipensa cuidados a mim, como obra de suas Mãos e coisa particular sua”

Trabalhar em.

“O Senhor trabalha em mim, em meu coração, em meu caráter, me fazendo crescer e ser conforme sua imagem e semelhança”

Consertar, ajustar, contratar.
“Ele me conserta, pois me encontro como uma ferramenta torta e enferrujada pelo desgaste do tempo, ajusta meu ser aniquilando as marcas do inferno e do meu pecado, contratando sobre mim para me libertar, por meio da Cruz”

v. tr.
10. Dar tratamento a.

“Ele me dá tratamento acima do lugar em que me encontro, me supre, me habilita a sentar junto a Si em lugares celestiais”


11. Qualificar.

“Depois de toda dor, me qualifica para ser Filha, Eleita, Amada, Sacerdócio Real e Nação Santa, Povo Adquirido!”


v. intr.
12. Discutir, discorrer, debater.

“Lugar de debater sobre o Amor de Deus, sobre nossas limitações, sobre a Vida e a Morte, sobre o Inferno e o Céu, sobre o querer e o dispensar…”

20. Curar-se, cuidar da própria saúde. 
Essa aqui prefiro não fazer nenhuma frase, ela é autoexpllicativa. (risos)

Se evoluímos para Estação de Tratamento e saímos da fossa, é que vislumbramos no Caos Esperança de Vida! Mudança e Transformação.

Assim, prosseguimos para o Alvo, para a soberana vocação em Cristo Jesus! Nosso Senhor! 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Presos, livres ou enganados?

escravo 2 escravo1

Lí uma frase no e-mail de uma amiga e comecei a refletir, não faço ideia da fonte originária, mas dizia o seguinte:

“Fomos comprados pelo preço mais alto que existe e cada dia estamos mais presos na liberdade que hoje temos”

Comecei a raciocinar (esse povo das humanas não pode ler nada que começa a viajar na batatinha…):

_ O que é liberdade?

_ O que é prisão?

_ Se estávamos presos, como e por quem fomos comprados?

_ Quais eram os motivos dessa prisão?

Então, fruto disso, lembrei de um artigo de Manoel dC (in: http://manoeldc.blogspot.com/2010/04/transcendencia-e-consequencia-natural.html).

A Transcendência é a conseqüência natural dos descobridores do Evangelho Essencial, e o último estágio na caminhada em direção do tripé da liberdade. Temos que passar inevitavelmente pela liberdade da consciência para sermos nós mesmos, percorrer o caminho da liberdade da simplicidade, trilha essencial para adentrar no Reino dos céus, e finalmente se firmar na base sólida da liberdade da transcendência para nos descobrir, andarilhos maltrapilhos rumo à eternidade. (…)

Nesse sentido, minha própria transcendência se evidencia em naturalmente sentir-me rebelde sem causa, fora-da-lei assumido, um agitador natural, um inconformado com o status quo prevalecente, de não me enquadrar na fôrma do tradicionalismo, a romper com a membrana enrijecida do legalismo, e a buscar alternativas criativas e conspiratórias que tragam mudanças profundas na mentalidade fossilizada da cristandade vigente.
A busca da transcendência me auxilia também na auto-análise que faço, a me obrigar a contemplar no espelho da realidade e ver os traços de minha maturidade como pessoa e como ser físico, com um corpo falível, fadado à doença e a exterminação desse invólucro em que somos confinados enquanto sobrevivemos às vicissitudes sobre a face da terra. Impressiona-me bastante, vislumbrar o futuro e perceber que envelheço a cada passo da caminhada, apesar de não notar. Aos cinqüenta e um anos me ocorre que já chego a perceber as marcas de minha própria finitude.

Essa é a tendência natural, o ciclo da vida, mas resta enfim a esperança de invadir finalmente o portal derradeiro, quando nós, águias vocacionais, inconformadas com a vidinha de galinhas no terreiro de terra cinzenta, deixaremos de bicar minhocas e alçaremos o vôo da ressurreição em direção ao infinito, quando o que é mortal será revestido da imortalidade.

Como se buscássemos a essência de nós mesmos, almejando um “além mar”, ansiando pela liberdade sublime não apenas falada, mas também vivida. Nós nos aprisionamos mesmo livres. Temos a consciência da liberdade que Jesus dá e, no entanto, não sabemos como viver na liberdade.

É como se estivéssemos há tanto tempo presos que não conseguimos nos acostumar sem as amarras. Como um escravo que não sabe viver sem ser maltratado. Almejamos a liberdade, mas não sabemos nos sentir livres.

Nós nos aprisionamos.

Aprisionamos nos relacionamentos doentios, aprisionamos nos melindres, aprisionamos em coisas que eram pra ser nosso meio de subsistência e tornou-se como em amarras psicológicas, nós nos aprisionamos nas cicatrizes… não sabemos como nos livrar delas e nos colocamos sob um jugo desnecessário.

Não sabemos liderar, não sabemos ser discípulos, não sabemos ser amigos. Nosso problema máximo é que olhamos só pra nós mesmos. Só nos interessamos por nós mesmos. Não temos limites. E Não sabemos respeitar o limite alheio.

Sempre tudo pra nós! “Gloria a mim e louvado seja eu, o grande centro de tudo”…

Isso na verdade é idolatria. Adorar somente a si. É a maior de todas as prisões.

Essa é então a nossa prisão e a nossa liberdade está em conhecer a liberdade, aprender a andar em liberdade, como Jesus o fez. Não me importa se serão através de eventos proféticos, se será através da razão, da incoerência, de qualquer raio que seja, importa sermos transformados…

Transformados conforme à Sua Glória.

Conhecendo a VERDADE de Jesus… “E conhecereis a VERDADE e a VERDADE vos libertará.”

A verdade sobre si mesmos, sobre a sua condição humana e pecadora, sobre a realidade de Deus e sobre sua liberdação salvífica de nós mesmos…

Experienciar esta liberdade como prática de vida é ser subversivo…mas é essência de liberdade ser fora da lei…

Então, eu prossigo subversivamente acreditando na liberdade e procurando ser livre.

TOTALMENTE!

Livre de mim, das minhas mazelas, livre das prisões sociais, livreeee!!!!!!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Mas é a vida… e é bonita!

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Tava aqui matutando sobre a fossa (post abaixo, também de minha autoria) e lembrei desse samba, um clássico da música brasileira e essa letra reflete o post da Anaí sobre a Vida (Blog O Grande Criador), reflete as nossas reflexões “na fossa”, a nossa contínua busca pelo crescimento doloroso que a Vida trás.

Pela incerteza permanente do Ser. Pelas ânsias inerentes àquele que busca a Verdade. Seres que vivem em constante crise e reestruturação, já que almejam viver de maneira integral, pautados pela bíblia em diálogo cotidiano.

Não é a Biblia como interpretação estática, mas como forma de vida do Criador. Manual de instruções, Guia de sobrevivência da Fossa. E nela descobrimos que a Vida é bonita. E que viver é não ter realmente vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz (Há quem diga que isso é viver na fossa… fazer o que né, aprender dói mesmo!)

Saudações crisolínicas,

APS

O Que É, O Que É?

Gonzaguinha

Composição: Gonzaguinha

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Fossa comunista

fossa

Fez-se dia e eu nem percebi.

As semanas passaram e eu estava morrendo, me sentindo na fossa. Desejando passar o resto dos dias no quarto, sem reagir. Puro cansaço.

Desilusão. Enfado. Solidão.

Cristão é ser humano. Não é porque crê em Deus que não pode morar numa fossa de vez em quando. A fossa também faz parte da vida.

Por causa do meu senso de inaptidão almejei a fuga. O suicídio é para corajosos, e eu sou covarde demais e quero muito viver! Atualmente morar na fossa tem sido meu meio de subsistir ao Caos. Crescer e me ambientar à vida.

Enquanto estiver apenas sobrevivendo como moribunda, saberei que é o melhor lugar para estar, é o lugar no qual aprenderei de perto a estar com Deus. E nesse Caos Ele trás Vida.

Também é o melhor lugar para se estar em família, pois compreendemos nossa condição humana: Frágeis  e confusos em busca de liberdade.

--> Viva o tudo em comum <--

“Siga-me de longe e você me negará. Siga-me de perto e você subirá o monte comigo, e morrerá comigo alegremente.” (Max Lucado, citado por H.Tannure)