segunda-feira, 7 de junho de 2010

Presos, livres ou enganados?

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Lí uma frase no e-mail de uma amiga e comecei a refletir, não faço ideia da fonte originária, mas dizia o seguinte:

“Fomos comprados pelo preço mais alto que existe e cada dia estamos mais presos na liberdade que hoje temos”

Comecei a raciocinar (esse povo das humanas não pode ler nada que começa a viajar na batatinha…):

_ O que é liberdade?

_ O que é prisão?

_ Se estávamos presos, como e por quem fomos comprados?

_ Quais eram os motivos dessa prisão?

Então, fruto disso, lembrei de um artigo de Manoel dC (in: http://manoeldc.blogspot.com/2010/04/transcendencia-e-consequencia-natural.html).

A Transcendência é a conseqüência natural dos descobridores do Evangelho Essencial, e o último estágio na caminhada em direção do tripé da liberdade. Temos que passar inevitavelmente pela liberdade da consciência para sermos nós mesmos, percorrer o caminho da liberdade da simplicidade, trilha essencial para adentrar no Reino dos céus, e finalmente se firmar na base sólida da liberdade da transcendência para nos descobrir, andarilhos maltrapilhos rumo à eternidade. (…)

Nesse sentido, minha própria transcendência se evidencia em naturalmente sentir-me rebelde sem causa, fora-da-lei assumido, um agitador natural, um inconformado com o status quo prevalecente, de não me enquadrar na fôrma do tradicionalismo, a romper com a membrana enrijecida do legalismo, e a buscar alternativas criativas e conspiratórias que tragam mudanças profundas na mentalidade fossilizada da cristandade vigente.
A busca da transcendência me auxilia também na auto-análise que faço, a me obrigar a contemplar no espelho da realidade e ver os traços de minha maturidade como pessoa e como ser físico, com um corpo falível, fadado à doença e a exterminação desse invólucro em que somos confinados enquanto sobrevivemos às vicissitudes sobre a face da terra. Impressiona-me bastante, vislumbrar o futuro e perceber que envelheço a cada passo da caminhada, apesar de não notar. Aos cinqüenta e um anos me ocorre que já chego a perceber as marcas de minha própria finitude.

Essa é a tendência natural, o ciclo da vida, mas resta enfim a esperança de invadir finalmente o portal derradeiro, quando nós, águias vocacionais, inconformadas com a vidinha de galinhas no terreiro de terra cinzenta, deixaremos de bicar minhocas e alçaremos o vôo da ressurreição em direção ao infinito, quando o que é mortal será revestido da imortalidade.

Como se buscássemos a essência de nós mesmos, almejando um “além mar”, ansiando pela liberdade sublime não apenas falada, mas também vivida. Nós nos aprisionamos mesmo livres. Temos a consciência da liberdade que Jesus dá e, no entanto, não sabemos como viver na liberdade.

É como se estivéssemos há tanto tempo presos que não conseguimos nos acostumar sem as amarras. Como um escravo que não sabe viver sem ser maltratado. Almejamos a liberdade, mas não sabemos nos sentir livres.

Nós nos aprisionamos.

Aprisionamos nos relacionamentos doentios, aprisionamos nos melindres, aprisionamos em coisas que eram pra ser nosso meio de subsistência e tornou-se como em amarras psicológicas, nós nos aprisionamos nas cicatrizes… não sabemos como nos livrar delas e nos colocamos sob um jugo desnecessário.

Não sabemos liderar, não sabemos ser discípulos, não sabemos ser amigos. Nosso problema máximo é que olhamos só pra nós mesmos. Só nos interessamos por nós mesmos. Não temos limites. E Não sabemos respeitar o limite alheio.

Sempre tudo pra nós! “Gloria a mim e louvado seja eu, o grande centro de tudo”…

Isso na verdade é idolatria. Adorar somente a si. É a maior de todas as prisões.

Essa é então a nossa prisão e a nossa liberdade está em conhecer a liberdade, aprender a andar em liberdade, como Jesus o fez. Não me importa se serão através de eventos proféticos, se será através da razão, da incoerência, de qualquer raio que seja, importa sermos transformados…

Transformados conforme à Sua Glória.

Conhecendo a VERDADE de Jesus… “E conhecereis a VERDADE e a VERDADE vos libertará.”

A verdade sobre si mesmos, sobre a sua condição humana e pecadora, sobre a realidade de Deus e sobre sua liberdação salvífica de nós mesmos…

Experienciar esta liberdade como prática de vida é ser subversivo…mas é essência de liberdade ser fora da lei…

Então, eu prossigo subversivamente acreditando na liberdade e procurando ser livre.

TOTALMENTE!

Livre de mim, das minhas mazelas, livre das prisões sociais, livreeee!!!!!!

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