quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Canon in D – Pachelbel.

piano

Comecei a pensar sobre a importancia de sair do casulo. De ser realmente livre. Ao que parece estou numa interminável fase de “casulo”. Não consigo sequer apontar a cabeça pra fora do quarto sem me sentir absurdamente inadequada à Texas que teimo ver ruas afora.

Curiosa. Sempre fui sedenta de conhecimento. Voraz pelas letras. Tanto que aprendi a ler aos quatro anos. Juntava todas as letrinhas com facilidade e sucumbia ao prazer da leitura, dos novos mundos, das façanhas de um lugar que ninguém me alcançaria ou atingiria. O mundo ideal das letras.

Alguma coisa me fez pensar sobre a minha habilidade a me manter fiel a alguns laços. Não estou casada, nem tem ninguém por aí, mas, é incrivel a minha real teimosia a amar pessoas distantes e sofrer de saudade. Uma absurda saudade que não me deixa sequer viver direito e fico presa a um desejo de viver incansavelmente e aspirar a beleza das descobertas.

Minha maior vontade agora é deitar na grama e respirar um ar tão puro que pudesse me lavar toda a alma. Lembrando que quando a folha se sujar, é sempre bom saber Quem tem a borracha certa. Gosto disso. Gosto de saber que Ele está comigo nessa. Mas me sinto tão distante. Choro tanto.

Sentir que não estou tão só como tenho estado. Bom, por agora é isso,

 

Amanda.

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