domingo, 19 de dezembro de 2010

Eis-me onde?

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Acredito que todos os que tem algum desejo de ser missionário sempre dizem com algum orgulho “eis-me aqui”.

No Brasil o fator “ser missionário” dentro da perspectiva da igreja evangélica é um atrativo para muitos jovens que desejam se entregar ao Senhor de todo seu coração. Mas, a pergunta que é necessária aqui é: Até onde você está disposto a ir?

Aqueles que são mais sanguíneos, como Pedro, dirão “até os confins do universo, Senhor, envia-me!” Os mais ponderados e temerosos certamente dirão: “Bem, é preciso analisar quais são os prós e os contras e o que tenho a meu favor e contra mim”. E aqueles que caem de paraquedas mal sabem pra onde ir, o que dizer e muito menos como fazer.

Ouço nas igrejas: _ Eu tenho chamado pra missões sabe, Deus me disse que eu seria missionária (o).

Antes olhava com paixão e dizia: Isso aí Deus! Grande!! Mais um pra obra!!

Hoje, com mais ponderação olho e aviso: _ Bem, então, que Deus te abençoe, se prepare, o campo está pronto pra colheita, mas se você não tiver o instrumento adequado não conseguirá colher nada.

E o seu instrumento não está em outros países, é o amor e o serviço, que andam juntos. Quer ser missionário? Qual é a sua capacidade de compreensão e compaixão pelo outro? Se você não consegue se compadecer do seu colega de trabalho aqui, pense bem, compadecer-se daquele que você nem conhece é um tanto mais difícil.

É fácil sair berrando pelo avivamento, difícil é viver em santidade.

Antes de sair correndo e pegando o primeiro avião rumo às “missões”, vá orar, vá se preparar, ler a Bíblia, conhecer a vontade de Deus e aplicar a Sua Palavra aqui, na SUA TERRA.

Nosso país é um campo branco, pronto pra colheita e PRECISA de você.

Deus te abençoe.

sábado, 18 de dezembro de 2010

O Lado Negro da Força

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Ultimamente tem sido difícil escrever, muito pouco tempo, mas, graças a Deus vou pra casa. Em férias!!

É lógico que é difícil sermos daquele jeito de igreja, beatíficos, puritanos, sempre dando a outra face do rosto. Acho que é porque não sabemos como lidar nem com o outro e nem conosco.

Acho que só consigo andar a segunda milha, ou seja, ser mais paciente e dar uma segunda chance pra quem me faz o mal, quando realmente olho pra Deus e falo “Deus, eu não consigo sozinha não, dá jeito aqui!”.

Caso contrário, vira aquele círculo vicioso mesmo!! Fulano me faz mal e eu devolvo o mal de alguma forma. E o lado negro da Força ganha terreno e tudo se desestabiliza em mim. Às vezes isso é tão intenso que entre Darth Vader e eu há uma linha muito tênue de separação rs.

Estive pensando que talvez, antes de ficar com raiva é melhor levantar e sair pra andar. Ou ser sincero e falar: Por favor, pare de falar comigo sobre isso, eu não quero ouvir.

É a melhor coisa a se fazer. Cortar o lado negro pela raiz. Antes que fungos verdes e gosmentos que fazem de você um ser amargo e pérfido te tomem por inteiro.

Não deixe o lado negro te pegar.

Bom final de semana pra você!