quinta-feira, 11 de março de 2010

diálogos




Composição: Marcos Oliveira de Almeida


Pensei que só por meu pensar

Tu virias a ser, mas não

Eu pensei que só por meu cantar

Tu virias a ser, mas não

É que a música soou

Mesmo sem minha voz

É que o Senhor me tocou

Quando esqueci de imaginar

Eu pensei que poderia explicar

A grandeza que és, mas não

Eu pensei que poderia encontrar

O caminho que és, mas não


A explicação se esgotou

Mesmo querendo encontrar

É que o Senhor me buscou

Quando a estrada era só escuridão


Vou e faço o meu melhor

E ser barro em Tuas mãos

Tu vens, me chamas para entrar

Em Teu reino de amor

Tu és meu Deus, teu nome é grande

Tu és eterno, mas não distante

Canto sereno, tua grande glória

Tu és Santo Deus, Aleluia!


Pensei que poderia explicar a grandeza que és, mas não...



Letra bacana! Idéia genial!!


Uma resposta decente de quem tem direito de resposta proporcional ao agravo (art 5º. CF/88);

Schopenhauer ao seu modo explicou que Deus é criação da mente humana e desbravou caminhos levando consigo multidões, mas, não conseguiu dar razão de Ser ao homem. Morreu aos 72 anos vítima de uma brava pneumonia.


Nós quando nos deparamamos com "Deus" enquanto ideal filosófico, tentamos, escrevemos, idealizamos, criamos, debatemos, (alguns até matam...!) mas não chegamos a lugar algum.

"A explicação se esgotou Mesmo querendo encontrar..."


Será que a lâmpada chegou a debater com Thomas Edison? Imaginemos o diálogo numa linguagem atual, vamos trazer Edison e sua lâmpada para 2010.


_ Hey, você?
O jovem Thomas procura de onde vem o som...
_ Hey você mesmo aí embaixo!!!
Conversando consigo mesmo Thomas fala:
_ Mas será o Benedito? Será que deixei o celular ligado? Ou será meu telefone? Que será que está acontecendo... - Ele olha pra direita, pra esquerda, abre as gavetas e nada encontra.
_ Você é surdo? Tô falando com você.
_ O som vem de cima!!!! Meu Deus, eu não me lembro de ter inserido nenhum dispositivo de fala na lâmpada.
_ Dispositivo de fala... ora essa! Eu nasci falando já! É o seguinte rapaz, preciso te analisar um pouco, olhe pra mim.
_ Me analisar? Fui eu quem criou você, pra que me analisar?
_ Porque sou uma lâmpada curiosa, me disseram que você me criou e gostaria de saber como se processou isso. Quem é você?
_ Ora, sou Thomas Edison! E quem te disse isso?
_ Foi a parede. Estavamos debatendo sobre a vida e ela me disse que está aqui há muito tempo, e que você veio e deu uma nova pintura à ela, e por isso ela gosta muito de você e disse também que viu quando você me criou.
_ Pois sim.
_ Mas eu disse à parede, que você não existe que é apenas fruto da imaginação dela, bem como da minha imaginação, você não existe. Eu criei você.
_ Como?
_ Sim, eu penso que você como um ser que se locomove e que vai além das minhas expectativas pode suprir a minha limitação e me faz bem pensar que talvez eu esteja conversando com você de fato.
_ Você não acha que está ficando meio sem juízo? Deveria conversar com os seus fios condutores, eles devem estar em curto.
_ Não, jamais estive melhor!!! Tenho muita clareza nas minhas idéias!!
_ Pois não me parece não.. olhe só pra mim, posso criar várias coisas, e caminho, falo, penso, ando, tenho sentimentos e tive a brilhante idéia de te criar.
_ Aham, sei! Muito bonito, dá pra acreditar até, mas, eu não acredito...
_ Deixe de ser boba que eu te desligo heim lâmpada!
_ Ainda por cima é injusto, que foi que eu te fiz?
_ Não me fez nada, estou te dizendo que sou tão real que tenho poder pra te largar aí tagarelando ou te desligar e arrancar você do fio condutor de energia.
_ Mas eu não acredito em você e pronto!


Bem, será que este dialogo chegaria a algum lugar?
Será que nós criamos Deus?
Será que o homem pode explicar a origem de sua vida? Seus fios condutores?
Bem... pense nisso, mas não tenha pretensões, deixe que seu Criador se apresente e apresente-se você à Ele.


Um bom dia à você!