segunda-feira, 14 de junho de 2010

ROOKMAAKER

(letra e música: Marcos Oliveira de Almeida - 2009)

Eu leio Rookmaaker, você Jean Paul Sartrê.
A cidade foi tomada pelos homens.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ler, mas os outros estão néscios pra Ti.

Eu canto Keith Grenn, você canta o que?
A cidade está cheia de sons.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ouvir,mas os outros estão surdos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Eu fico com a escola de Rembrandt você no dadaísmo de Berlim.
A cidade está cheia de tinta.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ver, mas os outros estão cegos pra Ti.

Eu monto o paradoxo no palco. Você anda zombando da Cruz.
A cidade está cheia de atores.
Na cidade dos homens tem gente que consegue dizer, mas os outros estão mudos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.


Toda vez que procuro aqui algo pra ler, ouvir, olhar e dizer, Senhor sabe o que eu quero.
Não me furto a certeza: és a Vida que eu quero

Como um príncipe forasteiro

Eu sou o passageiro
Eu rodo sem parar
Eu rodo pelos subúrbios escuros
Eu vejo estrelas saindo no céu
É o claro e o vazio do céu
Mas essa noite tudo soa tão bem

Entre no meu carro
Nós vamos rodar
Seremos passageiros à noite
E veremos a cidade em trapos
E veremos o vazio do céu
Sob os cascos dos subúrbios aqui
Mas essa noite tudo soa tão bem

Cantando lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá) –(3x)

Olha o passageiro
Como, como ele roda
Olha o passageiro
Roda sem parar

Ele olha pela janela
E o que ele vê
Ele vê sinais no céu
E ele vê as estrelas que saem
E ele vê a cidade em trapos
E ele vê o caminho do mar

E tudo isso foi feito pra mim e você
Tudo isso foi feito pra mim e você
Simplesmente pertence a mim e você
Então vamos rodar e ver o que é meu

lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá) (3x)

Olha o passageiro
Que roda sem parar
Ele está seguro ali
Conhece o mundo pelo vidro do carro

E isso tudo ele sabe que é seu
Ele vê o vazio do céu
E ele vê as estrelas sair
E ele vê a cidade durmir

E tudo isso é meu e seu
E tudo isso é meu e seu
Então vamos rodar e rodar e rodar e rodar

“O Passageiro” – Capital Inicial.

Ouvi essa música ontem no carro, e fiquei com ela na cabeça pra procurar a letra quando chegasse em casa.

Já conhecia a música, mas nunca tinha parado pra analisar a letra.

Lí, lembrei da galera, lembrei de casa (em SP), lembrei da Bíblia e da minha Primeira Casa (nos Céus)…

Sabendo destas coisas, todos nós somos peregrinos de alguma forma, nômades ainda.

Uma casta diversa no mundo, uma casta que se diferencia pela sua qualidade em ter pés com asas e ardente coração, não deveríamos carregar mais de duas túnicas, não deveríamos andar acumulando coisas desnecessárias, não deveríamos já que nossa residência não é aqui.

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Ef 2:19).

Nós vemos os sinais nos Céus e no Tempo.

Vemos a condição do mundo “que jaz em trevas”

Tudo tinha originalmente feito para nosso benefício, e nós nos perdemos…

Continuamos sendo passageiros nesta terra… a rodar pelo mundo com a perspectiva de olharmos de dentro do Carro de Deus. Vemos tudo pelos vidro de um carro diferente. (Ou deveríamos).

Tentem pensar nisso, falando sem nada ter dito,

 

Amanda Perbeline