domingo, 28 de novembro de 2010

Menos Pozinho

po

Hoje, depois de tanto tempo sem escrever, com o coração a mil por hora, sem conseguir expressar adequadamente a intensidade do que se me acontece, lhes escrevo tentando colocar tudo no lugar. Sem condições pra expor o que é amor, o que é gratidão, o que é dor pelo injustiçado, o que é perceber a minha condição de fraude cristã. Assim estou.

Pensando no lugar que Deus tem me levado, de compreensão de mim mesma, de confronto com os meus medos, de abraçar, amar, compreender, vislumbrar esperança debaixo do asfalto da dor. Lugar de descobrir a podridão da minha carne, a compreensão de que sou uma fraude, a pior das fraudes que uma pessoa pode ser.

Sem condições.

Senhor, obrigada por me mostrar que caráter é tudo. Obrigada por me mostrar que a dor pode ser superada pelo Teu amor.

Obrigada por mostrar que família vai além de vínculos sanguíneos.

Obrigada por me dar uma família quando me senti solitária.

Obrigada pela vida da Gabriella, do Pietro, da minha mamis e papis. Obrigada por me fazer amá-los todos os dias um pouco mais.

Obrigada pela Jaque, Naí, Nath, Emilinha, Dresch…

Deus:

Quando você pinta tinta, dessa tela cinza
Quando você passa doce, dessa fruta passa
Quando você entra mãe-benta, amor aos pedaços
(..)

Você me faz parecer menos só
Menos sozinho
Você me faz parecer menos pó
Menos pozinho

Quando você fala bala, no meu velho oeste
Quando você dança lança flecha, estilingue
Quando você olha molha meu olho que não crê
Quando você pousa mariposa morna, lisa
O sangue encharca a camisa

Você me faz parecer menos só
Menos sozinho
Você me faz parecer menos pó
Menos pozinho

Quando você diz, o que ninguém diz
Quando você quer, o que ninguém quis
Quando você ousa lousa pra que eu possa ser giz
Quando você arde, alardeia sua teia cheia de ardis
Quando você faz a minha carne triste, quase feliz.” (Skap, Zeca Baleiro)

Obrigada Deus, Vc me quis quando ninguém mais quis, Obrigada por me me fazer o Seu giz, obrigada por fazer a minha carne triste realmente feliz, obrigada por me fazer menos pozinho, apesar de eu ser exatamente isso: Um pozinho…

Te amo !

Por Quem Você é Deus!

Por ser o Tudo no meu nada e fazer do meu nada um Tudo.