terça-feira, 29 de março de 2011

Loucura Globalizada




“Tudo é vaidade e correr atrás do vento” Ec. 1....


Não sou muito boa com endereços de versículos eu to supondo que esteja em Eclesiastes 1 essa passagem. Rs. Sei que é uma frase do meu querido colega de loucuras, Rei Salomão.


Claro, ele começou muito bem, era um pensador e tanto, escreveu muita coisa boa e tirou o fôlego de muita mulher por aí. Fato. Entretanto, terminou com umas 800 sogras, 800 esposas, muitos filhos e nenhuma completude. Como pode alguém com tanta coisa se sentir tão vazio?


Como pode uma advogada de 28 anos, filha única, amada, linda, inteligente e graciosa estar morta e continuar a andar? Ela não vê mais razão de ser. Não importa mais. Seu fardo é muito pesado. Sua culpa por um erro do passado a aprisiona. Ela não consegue se sentir completa e muito menos querida.


Era uma senhora, 42 anos, sem marido e filhos, namorou duas vezes na vida, tinha medo de entristecer sua mãe, e seus irmãos a tratavam como se fosse delicada e frágil, quase uma incapaz de se cuidar sozinha. Ela se sentia confusa, com medo, não sabia dizer “não”. Queria uma família e filhos, mas como dizer não à carência de sua mãe?


Como lidar com estes problemas? Vivemos numa sociedade tão deturpada, em que as pessoas se tornam propriedade umas das outras. Não sabemos apreciar a natureza, nem o belo. Apreciamos as construções do homem. Esquecemos o lúdico, o memorável. Esquecemos de abraçar mais, de nos preocupar menos. Esquecemos de viver. E caminhamos pela terra como se nunca estivéssemos aqui.


Uma jovem de 25 anos deu o sangue pra que no setor que era gerenciava tudo desse certo, trabalhou incansavelmente, foi ridicularizada, humilhada e oprimida por ser correta e ética. Se sentiu um lixo. Mas, descobriu que mesmo assim, valia a pena ser como é, sua recompensa estava no reconhecimento dos amigos, da família, do namorado, seu porto seguro. Mesmo na dor, ela descobriu a alegria. Ela sabia onde buscar refugio. E ela espalhava a vida por onde andava. Não importava muito o que acontecia, mas sim como acontecia. Porque é claro. Ela tinha famílias. O que você tem feito da sua vida?

Vale a pena ser um espectro social?

Pense nisso.

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