terça-feira, 31 de maio de 2011

Mesmo sendo Jedi, serei Padawan.

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Hoje, se você não for familiar à linguagem de Star Wars e ignorar que estou na caminhada do discernimento vocacional há 1 ano e 5 meses, é fato, você não conseguirá compreender o post.

Quero falar sobre o processo contínuo do treinamento dos Padawans e sua consequente sagração em Cavaleiros Jedis.

Maaaaaas, o Padawan em questão não é Obi-Wan, nem Anakin Skywalker e muito menos Luke ou a Princesa Leia. O Padawan sou eu.

No primeiro capítulo de Star Wars, onde Obi Wan ainda é um jovem Padawan, o Mestre Yoda tem apenas 500 anos (risos) e o Lord Sit super-ultra-mega-power não tomou o poder, mas é apenas o Senador Palpatine (um ser que considerou melhor o mal do que o bem e que viu prazer nos caminhos dos ímpios… seu fim foi de solidão, tristeza e trevas. Ninguém que ama apenas o poder, ama alguma coisa, pois não passa de um egoísta).

Quando Anakin é um garotinho e vai para a Casa Jedi para ser treinado ele ainda não faz idéia da possibilidade que se abre pra ele, ele considera muito honroso ser um cavaleiro Jedi, mas não compreende que ser um Jedi não é um mero título de honra, não é apenas um treinamento de caráter, é aprender a agradar a Força que rege o Universo, é aprender a ser Um com a Força, é um árduo caminho a ser trilhado.

O Lado Negro sonda cada pequeno padawan, na expectativa de absorvê-lo, corrompê-lo e terminar por matá-lo. E sua morte será triste, pois quanto mais integrada ao lado obscuro, mais orgulhoso você se torna, e não vê que é “pobre, cego e nú”.

Comecei a admirar os Jedis já consagrados cavaleiros há 1 ano e 5 meses e à partir de 2012 espero me unir à Casa Jedi para ser treinada, quero ser também uma Padawan. Ser também parte  da Casa Jedi, da família Jedi, e aprender de cada Mestre Jedi que me acompanhará na caminhada. Em termos práticos Padawan por 5 anos. Jedi-Padawan por mais 5. Cavaleiro Jedi daí em diante e à medida em que o Conselho dos Mestres considerar necessário, torno-me Mestre Jedi.

Percebi nas convivências oportunizadas pelos Jedis de meu convívio que cada Jedi não é um Cavaleiro acabado, mas é sempre um eterno Padawan caminhando na estrada da sagração, absorvendo sempre os ideais de cada Jedi, sendo honesto consigo mesmo e sobretudo, honrando a característica prima de ser Jedi: Estar pela Força, para a Força em união perfeita.

 

Naquele que nos torna Jedis e Padawans pra Sua Glória,

 

Amanda P.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Vocação: Chamamento de Deus

Esta foi uma contribuição graciosa da tata Thayanne, de Manaus, através do grupo Totus Tuus, amei a mensagem e esta foi a melhor forma de agradecer: Espalhando-a.





“O Senhor concedeu a uns para ser apóstolos, a outros profetas, a outros evangelistas, a outros pastores e mestres, para aperfeiçoar os santos em vista do ministério, para a edificação do Corpo de Cristo” (Ef 4, 11.12).


A palavra vocação vem do latim vocare, que quer dizer: convocar, chamar, escolher. Em geral é o chamado feito por Deus a determinada alma. Desde que a vida está sob a providência de Deus, as circunstâncias da vida estão em funcionamento da vocação de cada um (1 Cor 7,20).
Em sentido teológico, vocação significa o chamamento de Deus a uma alma determinada para a vida religiosa ou ao sacerdócio.


O despertar vocacional é um caminho lindo que precisamos trilhar a fim de levar uma vida feliz. Este caminho é composto por algumas fases, com assinalamos a seguir:

ESCUTAR - É preciso estar atento à voz de Jesus Cristo que fala de diversos modos. Pode ser durante uma missa, através da homilia; numa palavra proclamada que salta ao coração; ao ler a Bíblia antes de ir dormir. Jesus é capaz de falar coração de maneira inesperada. Mas escutar o que ele fala não é tudo, é preciso responder Àquele que fala, ou seja, participar ativamente do despertar vocacional.


PARTICIPAR - Somente quem é que da chance a si mesmo de despertar a própria vocação. Portanto, é preciso participar ativamente no processo do discernimento vocacional. Essa atitude ajuda a descobrir a vida plena. Vale a pena fazer este caminho.
PERSEVERAR - Jesus Cristo não se cansa de chamar. Em sua Igreja sempre há lugar para servir. Aquele que escutar a voz do Senhor precisa manter viva esta chama interior. Não deixar que outras vozes ocupem o lugar da voz de Jesus. Para isso existem meios concretos. Por exemplo, se inserir numa das diversas pastorais da Igreja.



OBSERVAR - Olhando com amor para a história de vida, procurar descobrir os momentos onde Jesus falou ao coração de modo mais intenso. Este auto-conhecimento é indispensável no processo de discernimento vocacional. Tal dinâmica nunca acontece num “mundinho” fechado, ao invés, ela se dá em diversos níveis de convivência: familiar, escolar, comunidade paroquial, grupo de amigos, local de trabalho etc. Jesus fala através das pessoas que estão ao nosso lado.



ORAR - Finalmente, o processo de discernimento vocacional não pode ser feito sem oração. A oração é um meio privilegiado de crescimento espiritual que nos proporciona intimidade maior com Jesus e desperta a sensibilidade do coração para as necessidades dos que sofrem. A oração perseverante leva a uma sintonia com os sentimentos mais íntimos e conseqüentemente com o apelo de Jesus. Mas como se aprende a orar? Orar se aprende orando. Ainda que às vezes o cansaço ou uma secura interior dê a impressão de que Jesus esta distante, não desistas da oração. Jesus esta ao seu lado, ou melhor, em seu interior. Basta silenciar o coração e deixar que ele fale: “Vem, segue-me e ide” (Mt 4, 19.20;28,19), “VEM, SEGUE-ME E IDE”, é o lema de Cristo para radicalidade do apostolado do Reino de Deus. “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus” (Lc 9,62). “Sê fiel até à morte, e eu te darei a coroa de vida” (Ap 2,10).



CONCLUSÃO



Neste momento devemos estar nos perguntando: “O que é vocação? Qual o sentido verdadeiro?” E chegamos a uma resposta: Vocação é um chamado de Deus, para exercermos uma determinada missão em nossa vida e caminhada, trabalhando com o que fomos escolhidos a realizar.
A vocação é o despertar em nosso intimo o amor pelo que fazemos pelo que assumimos verdadeiramente com servos que somos do bom Deus.
Em ‘Caminho de Perfeição’, escreve Santa Teresa de Ávila para as monjas descalças de Nossa Senhora do Carmo: “Ó irmãs, entendei, por amor de Deus a grande graça que o Senhor concedeu às que trouxe para cá, e que cada uma pense nisso profundamente consigo mesma: sendo apenas doze, quis Sua Majestade que cada uma de vós fosse uma delas”.
É o bom Deus que nos escolhe por amor a uma santa vocação. E nós respondemos pela graça de Cristo.
O bom Deus desperta em você o chamado vocacional e espera que você atenda o Seu chamado amorosamente. E tudo para o Senhor Deus acontece com total liberdade. “Onde se acha o Espírito do Senhor ai está á liberdade” (2 Cor 3,17).
Deixe-mo-nos amar pelo bom Deus nos mais profundo ser da nossa vocação. Esse amor a nossa chamada é de eterna graça e alegria.
A vocação é uma santa missão para a nossa feliz realização, para transformar vidas e para glória da Santíssima Trindade.
(por Pe. Inácio José do Vale, Professor de História da Igreja – Faculdade de Teologia de Volta Redonda)