quinta-feira, 28 de julho de 2011

A canção de Oséias.


Estava refletindo sobre a Esposa de Oséias, o profeta Oséias. Pra quem não conhece bem a história, ela era uma prostituta e sabe lá quantas foram as vezes que o profeta permaneceu trazendo a esposa pra dentro de casa. Depois de tantas traições, tantas infelicidades.
Esta canção dos Los Hermanos me levou pra dentro da cena da vida de Oséias, o profeta todo amor...



Abre essa porta
Que direito você tem de me privar?
Desse castelo que eu construí
Pra te guardar de todo mal
Desse universo que eu desenhei
Pra nós, pra nós


Abre essa porta
Não se faz de morta
Diz o que é que foi
Já que eu larguei tudo pra ti
Já que eu cerquei tudo ao redor
Abre essa porta, vai, por favor,
Que eu sou teu homem, viu?
Que eu sou teu homem, viu?

Cala essa boca, que isso é coisa pouca
Perto do que passei
Eu que lavei os teus lençóis
Sujos de tantas outras paixões
E ignorei as outras muitas, muitas


Vai, depois liga
Diz pra sua irmã passar
Que eu vou mandar
Tudo que é seu, que tem aqui
Tudo que eu não quero guardar
Que é pra esquecer de uma só vez
Que este castelo só me prendeu, viu?
Mas o universo hoje se expandiu
E aqui de dentro a porta se abriu.

(Composição: Marcelo Camelo)



E Oséias mandava a esposa embora, brigava, e Deus falava com ele, e lá ia Oséias "volta pra cá mulher!" (risos)


Lógico que, contextualização exagerada à parte, com os devidos cuidados, tudo isso serviu pra me mostrar que às vezes eu sou o Oséias, às vezes a esposa dele, às vezes seus filhos. Um tempo atual, um contexto de bagunça moral, a crise da identidade, crise dos paradigmas, crises... A única coisa que importa agora é mergulhar no amor de Deus...



O único amor inconfundível, indelével, imprescritível, inalienável. Ele ama cada um de modo particular. E trás todos nós, "sujos de tantas outras paixões" e nos limpa, dia após dia.


É possível se eximir de tudo isso?



Reflita.




Saudações, APS

Um comentário:

Anônimo disse...

Agradeço sua partilha e compreendo mais do que está nas linhas. Caminhe sempre, sem temor, pois o amor "joga fora" todo temor. Ir. Líria