terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Certeza da incerteza.









Final de tarde e você passou aquele dia ótimo. Nenhuma dúvida? Mentira! Foram tantas que você nem conseguia contar. O coração ficava entre "muito feliz", "saltitante" e "será que eu to ficando louca?", "não pode ser possível"... e o fatídico: "E SE"
E se eu fizesse diferente?
E se escolhesse outro caminho?
E se as pessoas não estivessem assim?
E se não houvesse isso? E o aquilo?
E se...


O coração aperta. Sim! Mais uma vez o coração aperta!! E você não consegue chorar. Não dessa vez. Você só quer um abraço na verdade. Só quer matar a saudade. Só quer um cheiro. Quer que o bebê do "parto" nasça de uma vez. Você não tem paciência pra passar pela confusão.
Não, você detesta sentir medo, frio, dúvida. Tudo tem que ser firme, concreto. Seu maior pânico é o desconhecido. E se formam milhoes de pré-conceitos só por causa da ansiedade do desconhecido. Desconhecido este que se manifesta nos diálogos, no outro. Sempre o outro. Sempre o relacionamento. Sempre o rosto de Deus a te olhar, pelas janelas dos óculos do seu irmão.



Te convido a dobrar seus joelhos no caminho da Evolução. A sua evolução acontece na perspectiva da cruz.
Quando você escalar a parte de baixo da cruz, até seus braços, chegará no lugar central, onde o amor e a justiça de Deus se beijam, o amor concreto do centro da Cruz.
Deixe aos pés da cruz o fardo que você carrega (e que, cá pra nós, tem o tamanho de um piano de cauda!) e suba até o centro... sente nos braços da cruz e olhe a paisagem. De lá você enxergará o centro da sua existência, de lá você olhará toda a sua vida, de lá você verá o valor que tem aos olhos de Deus.



E... é lá que você saberá que, o amor é uma ação concreta que te leva à transcender.
Do seu peso, até à essência de Deus que é amor, para o outro.
Do outro, para o amor, para você.
Complexo? Talvez.




Entenda apenas uma coisa: VALE A PENA OLHAR A VIDA DA PERSPECTIVA DA CRUZ E CAMINHAR.

Uma semana cheia de Deus.

Amanda,

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