terça-feira, 11 de outubro de 2011

Apenas humana

De repente você descobre que não é um X-Men. Pois é, você acordou do sonho cara, não adianta correr rumo a outra padaria e nem pegar metrô pra tentar na região próxima, já era… você não tem super-poderes. Não pode controlar nada. Se liga, você não consegue mudar isso.

Deu pra perceber? Preciso desenhar? Não, não é revolta, tô só constatando os fatos. Estou me dando conta de que não tenho como mudar algumas situações, obrigar pessoas a agirem de outro jeito. Algumas atitudes simplesmente acabam comigo, me deixam com o coração partido demais, e, se você não sabe o que é se sentir impotente diante de uma situação, não sabe o que é um coração que se parte.

É, talvez você seja mais um pamonha…

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Choro. Choro quando descubro que sinto saudade e que não posso mudar as circunstancias. Essa dor é profunda demais, e, simplesmente aconteceu. Partilho algumas cicatrizes sim, mas, é preciso prosseguir. Inevitavelmente, é preciso caminhar.

Aqueles que nunca alimentaram sonhos não sabem o que é vê-los no chão, sem possibilidade de ressurreição. José, filho de Jacó sabia… ele estava numa prisão fétida, tinha sido vendido por seus irmãos. E eu sei, estou diante de uma situação em que minhas mãos de panda estão atadas. E nem com toda habilidade do mundo não poderia reverter este quadro. Eu não tenho poderes sobrenaturais. Não, eu não sou o Kung-fu Panda, apesar das considerações contrárias.

Quem ama corre o risco de chorar. Eu escolhi esse risco. Eu escolhi chorar. Não quero me prender no esquife das minhas mazelas, na podridão do meu orgulho, exalando o fétido suor de uma autosuficiencia mesquinha e infantil. Eu quero e escolho amar. Mais uma vez.

ruesa

“A maior fraqueza do homem é poder tão pouco por aqueles que ama” – Blaise Pascal

“Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência” – Leon Tolstoi

“Para saber uma verdade qualquer a meu respeito, é preciso que eu passe pelo outro” – Jean Paul Sartre

“O primeiro serviço que alguém deve ao outro na comunidade é ouví-lo. Assim como o amor a Deus começa com o ouvir a Sua Palavra, assim também o amor ao irmão começa com aprender a escutá-lo. É prova do amor de Deus para conosco que não apenas nos dá sua Palavra, mas também nos empresta o ouvido. Portanto é realizar a obra de Deus no irmão quando aprendemos a ouví-lo. Cristãos e especialmente os pregadores, sempre acham que tem algo a ‘oferecer’ quando se encontram na companhia de outras pessoas, como se isso fosse o seu único serviço. Esquecem que ouvir pode ser um serviço maior do que falar. Muitas pessoas procuram um ouvido atento, e não o encontram entre os cristãos, porque estes falam quando deveriam ouvir…” – Diedrich Bonhoeffer

De volta ao Paraná, Abraços,

Panda

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