sábado, 10 de dezembro de 2011

Porque gosto de gente.

Essa é a terceira ou quarta vez nas última 24 horas que tento postar alguma coisa aqui e o raciocínio não flui. Sinceramente estas panes de inspiração que de repente surgem me deixam com a sensação de “fui vencida”. É, porque quando você se dá conta lá se foi a inspiração, a música te distraiu, alguém entrou no teu quarto, o cachorro do vizinho latiu. Claro, sempre tem um cachorro do vizinho, ou um vizinho guitarrista-bateirista-tecladista-rockeiro, como o meu caso, pra diluir sua inspiração com o Bléeeeem da guitarra.

Lógico que ele não faz por mal e nem você perde a inspiração por mal, simplesmente acontece e você tem que assumir lá se foi a ideia pro saco

Mas, deixando pra lá o papo dos vizinhos multinstrumentistas que ocupam meu quarteirão e me acordam antes das oito no sábado, vamos ao que realmente importa. PESSOAS.

Já parou pra pensar no quanto as pessoas são especiais? Hoje me disseram que não sou pessoa de multidões, que meu negócio é olhar dentro dos olhos. Concordo, não troco nada por uma conversa sentada na calçada, olhando dentro dos olhos, ouvindo, apreciando o céu. Porque o céu é tudo o que tenho e o meu interlocutor é a porta do céu. E normalmente eu aprendo mais do que ensino. Não adianta, o que é que uma pirralha de vinte e quatro anos ensina, eu, além de deixar a maior parte meio doida, malemá sei pra me virar, então o negócio é aprender!!

Algumas conversas eu realmente preciso de dias, meses, anos pra digerir, algumas são tão saborosas que simplesmente não quero deixar por nada e outras são verdadeiros deleites pra alma, pro coração, pra tudo, porque te elevam, ou te contrariam, o que importa é que você saiu enriquecida porque encontrou alguém.

E obviamente você pode pensar que to falando de relacionamento amoroso… falhou… to falando de qualquer relacionamento. Já se deu conta de que você sempre está se comunicando? E se você não souber se comunicar invariavelmente terá problemas? Bem, eu gosto de pessoas, pessoas particulares de um mundo comum, pessoas especiais pra uma vida comum, que tornam o comum absurdamente especial e incomum.

Hoje rí muito com a minha mana Mi, rí lavando roupas e ela tentando me derrubar com a mangueira (ela lavava o quintal). Depois fomos cada uma lavar o seu banheiro… ela fez o jantar, eu fiz o tereré, e a barata intrusa me fez pular pra cima do sofá como a medrosa que sou. Simples, comum, porém marcante, com gosto de família. Você precisa de uma mala verde de dólares? Eu só preciso de pessoas… simples, amigas, que estão alí pra me salvar das baratas horrorosas.

Outra coisa que adoro é conversar com gente rica, rica de alma, de espírito, de simplicidade. Em Salvador mora uma criatura que simplesmente me encanta. Por vários motivos que no dia 22 de Janeiro farei questão de dizer. É simples, é humano, é essencial. Que aproveito o espaço pra dizer… separa a garrafa de água que faltará saliva!!!

Você não gosta disso? Não posso fazer nada. Isso é o melhor da vida e você tá jogando fora. Deixe de ser bobo e aproveite. A vida passa depressa demais pra você se perder nela. O fantástico é curtir como quem toma um sorvete num dia de sol. Ou quem vê a Nárnia encantada atravessando a rua cheia de árvores mais antigas que sua vó.

“Cative! Deixe-se cativar como eu deixei, faz tão bem… aliás… como meus amigos do Crombie cantam: Faz tão bem cobrir de carinhos alguém. Repartir com o outro o que você tem…'”

Aliás, faz tão bem que finalizo com eles de trilha sonora pra você.

Com cenas dos filmes “Central do Brasil” e “O contador de histórias”. Vale a pena assistir ambos. A canção é por conta da banda carioca Crombie.

É isso,

Pandoogle aos navegantes,

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