segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pra iluminar

“De que vale ser luz, se não for para iluminar o caminho dos demais?” (Walt Disney)

Hoje quis refletir um pouco sobre o fator ‘ser luz’ e comecei a pensar: Qual é a função de uma vela? Não é iluminar?

Apesar da cera sofrer com o fogo e se consumir por causa do fogo, enquanto MEIO pelo qual o fogo possa iluminar, a vela cumpre sua missão. E àqueles que fazem uso de sua luz, não errarão o caminho.

Assim, nós, cristãos, chamados a ser luz do mundo carregamos este tão grande tesouro em vasos de barro, ou melhor rs, carregamos esta tão preciosa chama em corpos de cera.

Essa reflexão pode ir muito além, porque é possível falar da ciência da cruz através da chama. Da renúncia, da dor, do sufoco, dos pequenos e grandes martírios, das ofertsa, os sacrifícios… como? Veja como se consome a cera. Observe que diante do calor, a cera derrete vagarosamente, ela se entrega, se rende aos poucos, se deixa consumir, aceita serena a missão de iluminar pagando o preço de ser um sacrifício perfeito, e sem a percepção do alcance de sua missão, do quanto ela ilumina, até o completo sacrifício. Atingindo o ápice de sua entrega, a chama consome a cera e se exaure.

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro” (Rm 8,35-36)

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.´” (1 Co 13)