domingo, 9 de setembro de 2012

Quartinhos

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Minhas mãozinhas no vitral limpavam com energia aquele embaçado, estava sequiosa de ter um vislumbre daquele quarto.

Parecia escuro e sombrio.

Sempre achei que ali morasse um monstro amaldiçoado, um ser eterno que ficava fechado, enclausurado, talvez amarrado, e bem, sinceramente, pra mim, toda vez que ele tentou escapar foi ferrenhamente espancado e devolvido para o quartinho escuro.

Maldições eternas.

Haveria possibilidade de jogar luz naquele quarto? Haveria esperança para o monstro? Mas, será que morava mesmo um monstro ali dentro? Continuei esfregando os vitrais. E notei algo próximo à janela, atrás de uma plantação extensa de hera, encobrindo algo… era a porta!

A misteriosa porta do quartinho escuro. Minha coragem era tanta e eu desejava tanto ver o que tinha ali! Se bem que, bem no fundo do meu coração eu sempre soube o que morava no quartinho…

Aos poucos fui cortando a hera e ouvi um grande barulho vindo detrás da porta, um grunhido estranho, sombrio, dei um salto e estaquei tal como estava. Agucei meus ouvidos e espremi os olhos como se pudesse vislumbrar ou perceber algo, mas, como se pressentisse ser notado, o barulho também parou.

Noite Escura dos Sentidos.

Voltei então com toda minha coragem e concluí meu serviço diante da portinha, virei a chave e destranquei o quarto. Isso tem pouco mais de um ano, aconteceu na semana santa do ano passado, eu tinha certeza que o monstro estava desperto.

Virei o trinco e abri a porta, o cheiro que a pequena sala (eu pensei que fosse uma pequena sala) quase me derrubou, havia muito que estava fechada, pensei que fosse mofo, mas não, era um cheiro estranho e um ser desgrenhado saiu de lá. Estava tão deslumbrado com a liberdade que saiu cambaleante, aparentemente tão cego que desejava provar tudo o que alguém que nunca viu o mundo desejou.

Usou todos os seus sentidos exaustivamente na compreensão do mundo, mas não conseguia absorver tudo, se sentia estranho e cego, mas, demonstrava o contrário, demonstrava enxergar.

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Com a ajuda de uma grande amiga, chamei aquele ser desgrenhado e que eu achava ser amaldiçoado para uma conversa honesta. Nós três então nos sentamos próximos do mar, ouvindo as ondas quebrarem e tendo a visão de um notebook e alguns livros, iniciamos uma longa conversa sobre a vida com aquele pequeno ser…

Enquanto conversávamos, nós três, notei que sem ajuda alguma algo caía dos olhos do pequeno ser desgrenhado, era como uma libertação. Algo de familiar percebi no olhar do meu amigo, já estava se tornando tão íntimo de mim era como um amigo. Conforme partilhávamos a vida juntos notei então que o pequeno ser do quarto escuro era eu. Abracei com amor aquela curiosa parte de mim e a amei! Serenamente a amei! A compreendi e a amei.

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Abrindo as portas e quebrando as “maldições”.

Acendemos a luz e percebi que não estava bagunçado lá dentro, ao contrário, estava extremamente organizado, a única coisa estranha era aquele pedacinho de mim que se sentia esquizoide e se manietava por medo de si mesmo. Se escondia. Se aprisionava.

Abracei então o morador do quartinho e juntas abrimos a janela deixando o ar puro entrar. O quartinho não era quartinho, era enorme, era tão grande que até agora estamos caminhando, todos nós… (meus três amigos: Pai, Filho e Espírito Santo), minha grande amiga (cujo nome ficará nos memorais do Céu), alguns outros grandes amigos-irmãos e eu, todos caminhamos pelo enorme quarto que é meu coração.

Livremente… e em amor.

Na serenidade te convido a fazer o mesmo, e não tenha medo, no fundo não é um monstro e nem é feio, nem morde!

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Naquele que ama todos os moradores de todos os quartinhos,

Panda.

sábado, 8 de setembro de 2012

Senta que lá vem história…

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Hoje vou abrir a postagem com uma das antigas…

“Em uma crença do Egito antigo, o deus da morte, Osíris, colocava o seu coração ou a alma na bandeja de uma balança, e do outro lado uma pena. Se a alma fosse livre de qualquer pecado, seria mais leve que a pena e Osíris saberia que a pessoa estaria apta a entrar no paraíso. Caso a alma fosse cheia atos ruins, seria mais pesada que a pena e logo a alma seria ofertada para um deus monstruoso que a devoraria.”

E então as almas se encontraram diante do enorme tribunal do Eterno. Alguns O chamam assim, temem falar até seu nome, “Magnânimo Juiz”, eles dizem: “aquele que cobra até pelos pensamentos”. Senti calafrios quando ouvi O chamarem desta forma.

Fui convocada a presenciar este julgamento, era uma pessoa ilustre diziam, muitas obras na terra e diante do Eterno não tem essa de boa alma, pecou tá ferrado!! Foi o que me disseram, e quando chegou aquele papel timbrado na minha mesa com o selo do Eterno, estremeci, confesso, me agarrei à pequena pastinha preta, coloquei meu melhor taieur, o melhor sapato de salto, como uma boa advogada.

Eu não deveria temer, não estaria ali para defender, havia outro advogado diziam… até que cheguei ao tribunal.

Querubins imensos na sala de audiências, mas o Eterno não parecia em nada com o que eu imaginei, tinha olhos tão bondosos, até me senti aliviada, eu era só uma espectadora – só para assistir – repetia pra mim mesma.

Aquela voz retumbante abriu o julgamento:

_ Bom dia amigos.

- Amigos? Que tipo de juiz era esse que chamava as pessoas presentes, a incluir o réu, de “amigo”? – Voltei para a apreensão inicial, minhas mãos começaram a transpirar. Notei então no advogado que defendia o réu. Era jovem, vestia roupas de algodão cru, um sapato confortável, ao contrário do promotor que representava a acusação. Era um sujeito estranho, bonito, aparentemente, mas seus olhos não transmitiam vida, nenhum tipo de vida. Na verdade ele me incomodava muito, pois parecia querer sugar a vida que havia em mim. Ele me encarava com uma certa inveja, não compreendi sua intenção mas notei que ele não estava de bom humor. - Talvez pense que seja uma causa perdida –

_ Estamos aqui, diante do réu Marcos, foi um conhecido cirurgião, a acusação apresentou um vasto relatório de erros substanciais que comprometem não só a moral e os bons costumes, mas também o incrimina severamente de assassinato, traição, roubo, formação de quadrilha e estelionato.

- Santo Cristo! – Observei o advogado de defesa, sereno, tranquilo. Nada o afetava, convicto de sua confiança em seu cliente, olhou serenamente ao Juiz.

_ A palavra está com a acusação.

O sujeito de aparência bela e olhar vazio abriu seu timbre barítono numa suave ironia: _ Que espécie de pessoa é essa senhores? Um médico? Não. Matou milhares de inocentes, traiu, roubou seus empregadores e clientes com preços que os oprimiram, manteve contato com outros médicos e enfermeiras para adquirir vantagens e ainda manteve relações extraconjugais, das quais um filho fora do casamento foi o fruto e vocês querem uma pena leve? Peço nada menos que a morte eterna e o banimento de toda forma de amor.

Impassível o Juiz olhou para a defesa.
_ Defesa?

O jovem Advogado se levantou, exibia marcas nos pulsos e na fronte, talvez tivesse passado por algum tipo de tortura no passado, mas algo nele me era muito familiar.

_ Invoco a Lei de Anistia.

O juiz olhou para a acusação.

_ O senhor certamente sabe do que se trata, senhor promotor?

A acusação se enfurece, é notória a raiva e o sentimento de perda que expressou o promotor, olhou em minha direção e notei que me dizia algo como “ódio, maldição” através do olhar… senti outro calafrio.

_ Claro que conheço Excelência! É a lei que apaga todos os graves erros cometidos.

_ Defesa, por gentileza, me entregue o documento.

O Advogado abre sua pasta e entrega um documento antigo com um selo da Realeza.

“Não importam mais quais foram seus erros, o ônus e a pena foram devidamente pagos pelo Advogado de defesa, também Príncipe da Paz, Maravilhoso Conselheiro, Deus forte e Pai da Eternidade.

Conhecido no ocidente como Jesus Cristo, Messias”

_ Bem, assunto encerrado meus amigos, sentença dada, Marcos está absolvido de todos os erros, seja bem vindo ao Paraíso.

Acordei de um salto, um sonho! Meu Deus!

“Depois de saber todas as teorias, no fundo, a única coisa que converte é o amor” (O príncipe e a lavadeira)

Um grande abraço, naquele que insiste em amar e perdoar quando a acusação é ferrenha…

Panda

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Paulo, Sméagol e Eu.

Liturgia diária: 1ª Leitura 1 Co 2,1-5

Paulo não se mostra cheio de sabedoria como “Portador do Mistério (Segredo) de Deus”, ao contrário, assume suas misérias.

“Fraco e tremendo de medo, apresentei-me a vós”

Naquela manhã eu sabia que deveria ir para Corinto, mas, sentia tanto medo. O amor de Deus me impelia para falar a respeito de Jesus e de toda Salvação e Redenção, eu precisava falar deste amor e falar toda a verdade. Já se sentiu assim?

Algo muito sério para falar, mas com o coração disparado e com medo de abrir a boca porque sabe que o tomarão por louco? Desvairado? Ensandecido? Toda sua reputação de mestre da Lei, fariseu, israelita de bem por água abaixo. Eu tremia… me sentia tão pequeno diante do tamanho dessa missão…

Meu coração se dividia entre assumir a postura de mestre da lei, instruído e versado a respeito de toda a tradição, a postura de um filho digno da Casa de Israel, com mais cérebro que coração… e o outro lado era falar sobre a loucura da cruz. Vejam só minha situação…

Como é que eu iria falar que o Messias, o Libertador, já tinha vindo e tinha morrido numa cruz? Não aceitariam… MAS EU TINHA QUE FALAR ASSIM MESMO! Mesmo que me chamassem de maluco, de louco, de endemoninhado, de qualquer coisa, eu ia falar!

Sabe que relembrar deste dia para contar a vocês, depois de praticamente quase 1970 anos que o fato aconteceu, sinto que parecia um personagem de um destes livros, um muito famoso por sinal, sabe que eu como escritor gosto também de ler, então, me senti um tanto como o Sméagol, de “Senhor dos Anéis”. Claro, os mais tradicionais podem me tomar por um santo de direita, que não gosta de nada que é legal, mas eu gosto, me sinto tão jovem com todos estes pouco mais de 2000 anos.

Calma, não precisa me olhar com essa cara de susto, afinal, um apóstolo também é gente, e como gente tem sentimentos e se sente confuso e perdido, eu me sentia assim.

Sabe como é, eu estava entre falar como um mestre e me agarrar ao “meu precioso anel”, que neste caso era meu status, meu conhecimento e toda aquela coisa que as pessoas valorizam até minha garganta soltar um grunhido estranho e revelar minha face “Gollum”

ou

Eu poderia me render ao Mestre, obedecer sua voz, lhe entregar “meu precioso” e apontar o caminho que levaria a libertação, o amor, essas coisas que realmente valem a trajetória perigosa da vida. Eu poderia ser Sméagol então.

Mas, como no meu tempo não tinha Sméagol, nem Senhor de Anel nenhum, eu optei por ser Paulo, e, com os batimentos cardíacos acelerados me curvei em minha cama e murmurei “Eis-me aqui Senhor…”. Me levantei, minhas mãos transpiravam um pouco, me sentia frágil, porém uma coragem tomou conta do meu ser, eu caminhava com toda força que com toda certeza era o Mestre quem dava, eu não tinha o peso do “meu precioso” me sufocando. Olhei para a multidão em Corinto e falei:

_ Varões, há um Messias, há alguém sobre quem Isaías falou outrora o seguinte: “O Espírito do Senhor está sobre mim…”

Por: Paulo, Apóstolo pela graça aos gentios.

Claro, esta história não aconteceu, mas poderia, Paulo realmente se sentiu frágil, assim como eu… você… as coisas são assim… Mestre, pega aqui meu precioso também… Obrigada!!

sábado, 1 de setembro de 2012

Relatos de uma alminha desconjuntada.

O trajeto da alma. De uma alminha, simples, desconjuntada, uma alminha errante.

Ela passou por mim e não percebi que na sua roupinha de alma haviam remendos. Eram tantos os remendos, e tantos os buracos. E percebi que em sua aparência um tanto cadavérica, seus olhos vazios e sem vida perambulavam a procura. Pobre alminha errante… tudo lhe parecia tão sem valor, tão passível de justificações, tão “natural”.

Ela olhava o mundo ao seu redor e tudo era natural demais. As coisas se perdiam, perdiam todo o seu valor, sua beleza, seu “encanto”. De toda sorte a alminha me olhava e me inquiria.
_ Tens algo pra mim?

_ Talvez…

_ Desejo tanto…

_ Eu sei.

A alma então desejava. Desejava não ter buracos. Nem ter remendos. Desejava novas vestes. Mas, onde procurá-las? Onde obtê-las? Seria direito seu vestí-las?

Ela via outras alminhas tão jovens, tão serenas, tão pueris, tão brilhantes, sem nenhum buraco, sem nenhum remendo. Ela se sentia uma alma velha. Andarilha e errante. E prosseguia me circundando, me inquirindo com suas órbitas tão sem vida.

Uma alma sem vida…

Como pode?

Se não vagasse, certamente rastejaria. Estava ali diante de mim. Sua inquisição era quase audível. “Eu desejo”.

Quando, não mais que de repente noto seu olhar deixar de mirar-me e passar a olhar para outro lugar. Ela o via escrevendo na areia. Mas, o que é que Ele escrevia?

Ela via aquele jovem Galileu, vestido normalmente, abaixado a escrever na areia. E fez sinal de que ia na direção dele. Notei então o que deveriam ser seus pés. Sim, eram prisões! Pobre alminha esburacada e aprisionada, tão sem jeito diante de tudo e tão desejosa…

Ela caminhou com toda a força que tinha e arrastou consigo seus grilhões, seu olhar gritava “eu desejo”…quando ela chegou diante do Galileu, pôde ler o que Ele escrevia na terra.

“PEQUENA ALMINHA, EU TE AMO, NÃO IMPORTA O QUE VOCÊ FEZ, EU TE AMO! NUNCA DEIXEI DE TE AMAR. VOCÊ É A MINHA PEQUENINA. SEMPRE FOI. A MINHA PEQUENINA… ME PERMITA TE AMAR UM POUCO MAIS…”

Notei que os olhos da pequena alminha foram se tornando de carne. Ela aos poucos foi ganhando um corpo, uma vida! E percebi que chorava. Sim! Ela chorava ao ler o que estava na terra. E ela o olhava, “Eu desejo”, e percebi que Ele lhe sorria respondendo todo seu anseio “Eu conheço seu desejo, estou entrando na sua tenda”…

E Ele, olhando diretamente em seus olhos disse: _ Onde estão os que te acusavam? Vês? Não ficou ninguém…

Ela então olhou ao redor, seus grilhões tinham desaparecido! Ela estava LIVRE! Olhou para o Galileu escritor e correu, correu com toda sua força e lançou-se aos seus braços e se deixou abraçar. Chorou tudo que as órbitas de seus olhos de carne permitiram e finalmente descobriu o que  é o AMOR.

Um grande abraço,

Panda

Por causa de uma janela

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Será que você já parou pra pensar na importancia que algumas pessoas tem nas nossas vidas?

Eu nunca dei muito valor, quando menor, a essas coisas de madrinha, padrinho, porque não conhecia o seu valor. Quando cresci um pouquinho e passei a me interessar pelos assuntos da fé, tomei nota de uma coisa… uma madrinha é algo muito importante.

Ela é como uma mãe, uma amiga, uma irmã, é de tudo um pouco. Meio psicóloga, meio maluca, mas há algo que ela precisa sempre ter pra ser uma boa madrinha: Amor!

E não é isso que o povo diz que é amor… essas maluquices de nunca te chamar a atenção, de sempre se dar… não, isso não é amor. Amor é sair de cena, é entrar em cena, é arrancar a sua orelha (sem que você perceba), é te colocar no colo, te abraçar, é dizer “não” e é também dizer “sim”…

É “investir” o tempo que seria da sua aula de Lógica (blergh kkk) nas risadas tranquilas e sinceras dentro de uma igreja olhando para janelas. É te olhar incrédula quando você faz a seguinte pergunta “Por quê o mar é azul?”, certa de que aquilo não é uma pergunta vinda da cabeça de uma pessoa com 24 anos. É rir, é chorar, é “entender”. Amar é isso. Sobretudo rezar e estar perto, mesmo não estando…

Só quem tem uma madrinha sabe o quanto elas representam na vida de alguém.

Dinda, obrigada por ser a melhor dinda que esta panda sonhou em ter.

 

Aos demais navegantes, aproveitem suas dindas, amem suas dindas e sejam vocês dindas, boas madrinhas a seus afilhados…

Um excelso final de semana,

Pandoogles aos navegantes

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Janelas



Aquela janela que me revelava o céu azul. Aquele mar imenso se encontrando com o céu. Como que se me dissesse: poderia abrir essa janela?
Toda vez que entro na igreja de S. Bento, aqui de Salvador, é sempre a mesma coisa, aquela sensação inexplicável de que há algo pra ser silenciado, um enigma a ser transcendido, um sentimento a ser acolhido, uma explicação que não será dada, um abraço que será entregue por algum anjo advindo dos átrios de Deus, na simplicidade do dia-a-dia, na fila da comunhão, do partir do pão. 

Poderia me permitir entrar?

Sempre é tempo de retomar a caminhada, retomar a própria vida, retomar o coração, retomar a existência, se permitir, se ampliar, se conhecer, se entregar. Tudo é experiência. Tudo passa pelos rins, pelo coração, pela alma... tudo é transcender, filosofar. 




Pedaços, todos os pedaços. Todos os sentimentos, os bons e os ruins. A essência boa de quem queria se santificar e a revolta incoerente de quem é vítima de violência. Paradoxos da existência. "Eu entendo a juventude transviada, e o auxílio luxuoso de um pandeiro", já cantava a saudosa Cássia Eller, "Até sonhar de madrugada, uma moça sem mancada, Uma mulher não deve vacilar...Cada cara representa uma mentira. Nascimento, vida e morte, quem diria...Até sonhar de madrugada, uma moça sem mancada. Uma mulher não deve vacilar..." E hoje, bem, eu sou parte da juventude transviada, sou mulher, não posso vacilar, preciso encontrar a fortaleza mesmo sendo fraca. A maturidade na minha loucura. Compreendendo a beleza do Transcendente. Do Eterno. 



"Only I need is You... only I need is You, Lord".
"Panda, você realmente é panda... tá em extinção... pessoas como você estão em extinção... elas não se reproduzem mais..." (Lipinho)... Quem sabe, não existam outros pandas por aí, botando sal e luz onde ninguém vê mais nada... eu sou tão cheia de falhas, tão eu, tão limitadinha... mas, meu coração, não duvide, é todo especial pra quem sabe cativar... ♥

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Como criança

A melhor coisa do meu dia é quando sinto o amor do Pai.

Hoje eu te convido a comigo fechar seus olhos. Esquecer as pressas do dia. Esquecer seus desesperos. Acalmar, aquietar, respirar sentindo aquele amor... aquele amor há muito tempo desaparecido do seu coração. O amor que fazia muito tempo que não sentia...

O amor do seu Pai! Sim, do seu Pai do céu! O amor que você mais anseia, que responde todos os teus anseios, deixe que Ele te leve aonde você possa ouvir a voz d'Ele. Se permita senti-lo. Abra seu coração.

Pai,
meu Pai! 
Papai!! 
Meu Papai!!!! Eu estava sentindo sua falta!
Sentindo saudade de Ti!
Saudade do teu afago!
Saudade do teu colo!
Saudade do seu amor!!!!
Meu Pai! Vem Senhor e me toma em teu colo!
Me abrace Papai! Me abrace, me acolha!
Vem Deus!
Como criança... quero ser como uma criança pequenina no seu colo!
Me gira no ar!
Me rodopia!
Me perdoa!
Me renova!
Restaura todo meu ser!
Renova meu coração!
Cura minha alma!
Vem Jesus!
Te amo Deus!
Me ensine a te amar cada vez mais.
Me ensine a estar com Você todos os dias.
Todas as noites.
Todas as horas. 
Sim Deus, eu sinto a sua presença inundando meu Ser. 

Me leva onde eu possa ouvir Jesus a TUA VOZ!

Acalma meu ser, renova meu amor, restaura minha família, restaura o nosso amor, renova nossa casa, cuide de nós Abbah! 

Através do sangue de Jesus é que nós falamos contigo, por meio do Nome DEle, agradecemos por teu renovo e por tua paz que excede todo o entendimento. 

Amém!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Por onde andei enquanto você me procurava?


Pra quem gosta de Nando Reis, sabe que esse é um trechinho de uma música linda... e ela vem falar um pouco de como eu andava nos últimos meses, absolutamente perdida, não perdida no espaço, mas sim perdida de mim, perdida dos outros. Eu me perdi.
Me perdi por covardia e cegueira. 

"Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo" (trecho da canção por onde andei)


De repente estava eu num lugar totalmente avesso a tudo que eu sonhei, mas eu tinha a presença de tudo aquilo que eu precisava. Meus amigos. Eu tinha, até o dia em que inventei de colocar uma máscara inconsciente. Me esconder atrás de uma coisa que eu não era e que nunca fui. Sim, eu admito, eu queria apenas agradar. Mas, eu errei, meu Deus como errei. 

Enquanto eu estava longe fisicamente, conseguia atingir o coração, quando vim pra perto, me perdi diante de tanto coração! Fiz questão de me esquecer que sou apenas humana, que tenho meus próprios anseios. Que ADORO encontrar você sempre às 22horas pra conversar, pra perguntar como foi seu dia, pra ouvir de você aquilo que você tinha pra partilhar. Fazer nada, ficar perto, mas, é perto de verdade, só eu e você. Não aquele perto com os outros. Mas, aquele perto olhando nos olhos, ou ouvindo seu coração. As orações, todos os dias as orações, as mais malucas orações... eu era um céu que nunca tinha mergulhado no mar e você, bem, você era o mar tentando encontrar o céu. Um dia o céu encontrou o mar, e a euforia foi tanta que todo mundo ficou perdido. Um mergulhou no outro e de repente já não se sabia quem era o que, mas uma coisa aconteceu, sem que ninguém percebesse... aconteceu sim, esse encontro de dois entes aparentemente iguais resultou no desencontro deles mesmos.
O céu se esqueceu de que era céu e o mar se esqueceu de que era mar. Todo mundo esqueceu tudo. E um ficou procurando pelo outro. No silêncio desesperado da falta de encontros. 

"As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança" 
(trecho da canção por onde andei)


Era tudo tão simples não era? O que nos faltou foi continuar o que já tínhamos, continuar a ser quem éramos e a fazer o que sempre fazíamos. Dizer ao céu que ele ainda deveria continuar se refletindo no mar e dizer ao mar que a sua profundidade inigualável era a natureza da qual o céu precisava. Chamo esse encontro de verdadeira amizade e verdadeiro amor. 
Sim, eu coloquei uma máscara tentando agradar, não fui honesta, mas, não foi com você, não. Não fui honesta comigo mesma. Não fui honesta porque não lhe disse logo "eu sinto tanto a sua ausência, mas é aquela ausência diferente, a ausência de tudo o que éramos e do que tínhamos"... Ausência da nossa amizade e da consequência perfeita que ela é. 
O encontro mágico do céu e do mar. 
O encontro perfeito de almas que se unem e se completam. 

"Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava" 
(trecho da canção por onde andei)

Eu sinto saudade de deitar na cama à noite e rezar, tocar violão, eu e você, você e eu. Como sempre fizemos... eu pra você e você pra mim. Partilhar aqueles textos, lembra? Rir, rir até ficar com a barriga doendo, rir muito! Não fazer nada e eu cantar pra você dormir. Eu sentir sua cabeça no meu colo e de repente aquela respiração mais profunda e perceber "dormiu..."
Eu tenho certeza que você é mesmo tudo aquilo que me faltava!

"Amor eu sinto a sua falta
E a falta, é a morte da esperança
Como um dia que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama" 
(trecho da canção por onde andei)
Mas, não fique assim, não. Ainda há muita esperança, muito amor, a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, de fato, uma irrelevância, diante da eternidade do amor de quem se ama, eu não faço ideia de por onde eu andei enquanto você me procurava, enquanto eu mesma me procurava, mas eu sei de uma coisa, eu te encontrei!

É isso...

Mas agora, não importa, to chegando!!! Me espera que eu to chegando!!!

domingo, 5 de agosto de 2012

Entre ilhas e continentes


Então, um dia acordei e me dei conta de que, apesar do coração continuar acelerando toda vez que eu vejo determinadas pessoas, ou lembro de determinadas coisas, ou ouço determinadas músicas, a vida continua.
A vida continua porque deve continuar. 

Porque todos são absolutamente substituíveis, porque um dia você acorda e descobre que quer viver a liberdade. Liberdade... aquela palavrinha que me persegue desde que saí de casa. 
Passei por tantas fases desde meus 17 anos por causa dessa tal liberdade.

E até agora não faço ideia do que é essa tal liberdade.

Porque no final, eu descobri que quem se prende é aquele que se afasta do seu círculo, da sua própria proteção, mergulha no desconhecido, espera aceitação dos outros e não de si mesmo. 

Descobri que é um erro fatal você botar sua fé numa única tábua que não é Deus.

Sem querer ofender, não é isso, é que de repente, você acorda e vê que a tábua é de carne, osso, qualidades e defeitos feito você. Ou, que a tábua é de papel e só te serve pra pagar contas. Ou que a tábua é uma qualidade que você pensa que tem, mas não tem.

A tábua meu bem, é a força do Pai. É a presença do Pai. É o supremo amor do Pai que te envolve e que te 
ensina a caminhar. A andar na verdadeira liberdade.

Que afinal de contas, deve ser o fato único de você ser quem você é, quer os outros gostem ou não, e não to falando também de atitudes. Não, to falando de caráter. 

Você gosta de MPB? Então porque não ouvir? Deixa os outros falarem que as músicas são ridículas, é você quem gosta.
Você gosta de Star Wars? Vai assistir sozinha já que não tem companhia. 
Você gosta de filme legendado? Deixa uma turma ir pra um lado e você vai para outro... ué!

Seja firme. 

Não faça nada porque vai pensar que o outro não vá gostar. Faça. Na maior parte das vezes o erro está em fazer aquilo que você acha que vai agradar. Viver pra agradar é palhaçada. Palhaçada consigo mesmo. Porque um dia você acorda cansado de agradar. 

Um dia você desce do salto. 
Aliás, tem dias que você adooooooooooooooooooora um salto, adora um mimo, adora umcheiro. Você é uma boneca, merece ser tratada como uma boneca.
Tem dias que você está desleixada, querendo dormir, querendo fazer coisas diferentes. Querendo ver caras diferentes. 
Tem dias que você sai arrebentando no rock'n roll e tem dias que você gosta de bossa.
Eu to bem Lenine. E deveria ter ido ao show dele (arrependimento!)
Aliás, eu deveria ter ido ao show dele. Deveria ter saído mais de casa. Deveria ter vivido mais pra mim. 

Deveria ter feito as coisas que EU gosto de fazer. 

Mas, não, eu quis agradar os amigos, quis agradar todo mundo. Hoje, meus amigos são aqueles que me conheceram quando eu falei "gosto disso aqui. Eu sei que você não gosta. Mas, é assim..."

Hoje estão comigo quem me conhece de fato e não aqueles que conheceram a pessoa diplomática e toda certinha. Hoje... hoje é verdade que eu queria um abraço forte de uma pessoa só. Mas, a vida continua. Ela sempre continua. E eu preciso ser a fênix. Deixar que as cinzas me tornem forte, não amargurada e nem ranzinza. Mas forte para amar, forte para transcender, forte para sobretudo aceitar a vida como ela é, coragem para mudar o que preciso mudar (se é que é preciso), serenidade interior, paz, garra pra passar na OAB, integridade para honrar meus compromissos e muita luz pra espalhar por aí a vida. 
Mesmo que eu seja um médico ferido no meio de tantos outros. 

Descobri que o quebra-cabeças não é de uma peça só.

“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”. (John Donne)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Aquela sobre a mulher que virou presidenta


É presidenta, eu não "ia com a tua cara", não tinha empatia nenhuma e você sempre me pareceu esquisita. Talvez tenha sido minha visão prosaica, hipócrita e juvenil de política apaixonada que tornou as coisas assim, entretanto, crítica ou não, a senhora ganhou alguns pontos com esta paradoxa, cosmopolita e ao mesmo tempo suburbana questionadora de botequim.

Sabe por quê?! Porque você não se intimidou diante dos opositores ferrenhos, tudo bem que teve uma forcinha da mídia a seu favor, uma grande equipe de marketing e etc. e tal. Mas, mesmo assim, por trás da mulher de vestidinho vermelho (e que não era a personagem do Maurício de Sousa, apesar até mesmo da possibilidade de caracterização sem ressentimentos) que angariava votos mora uma mulher sensata, com anseios, sonhos, com um passado e uma realidade patente de quem lutou a vida toda e venceu.

Com a realidade de quem muitas vezes saiu pela porta dos fundos, de quem teve que fugir pra sobreviver, de quem se ocultou às margens, de quem viveu rotulada, vítima típica do moderno bullying (conhecido como preconceito, esses termos em inglês me fatigam!) sobreviveu, venceu e fez com que todos engolissem tudo que disseram a seu respeito.

Obrigada por mostrar que a realidade é a possibilidade pra quem tem força, fé e sobretudo determinação e coragem. Gostei da sua frase a respeito daquela comissão da verdade (é gente, eu sei que é antiga, mas pra mim é atual e não venham reclamar....rs) e esta é a razão pela qual compartilho. _eu.

"A palavra verdade é alto tão surpreendentemente forte que não abriga nem o ressentimento, nem o ódio, nem tampouco o perdão" _ Dilma Rousseff, primeira mulher a ser presidente do Brasil.

P.S. Isso não é campanha política. Sou só eu e minhas manias de escrever por aí...
P.S.2 Postagem publicada originalmente na minha página do facebook

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Aquela dos potinhos

Hoje quero dedicar este post a um dos meus potinhos especiais da estante do coração.
Um potinho lilás, com detalhes em preto e a tampinha vermelha. Um potinho que tem garra, força, fé, amor e muita alegria pra incendiar geral os relacionamentos.

Quero rasgar o verbo pra dizer que meus dias tem sido abençoados e lindos na companhia deste potinho. Que relacionamento humano é isso, é conversa, diálogo, muuuuuita risada, é abrir mão, é se esforçar pra comer aquela comida estranha, é ensinar a dançar, é brincar, é ficar sério, é resolver problemas de gente grande, é querer colo, carinho, cumplicidade.

Mini-post de dedicação e cuidado pra você meu potinho lindo! Obrigada por colorir meus dias nublados e por fazer de mim alguém muito melhor. Te amo. Muito!

terça-feira, 22 de maio de 2012

O preço do amor

As pessoas costumam dizer que amar é isso, amar é aquilo, amar não sei mais o quê…  muito se fala sobre o amor… mas douram tanto a pílula que o sentido de amar se perde.

Amar é bom, amar faz bem, amar é uma necessidade humana vital, mas, será que amor é sentir borboletas no estômago?

Estes dias escrevi sobre a Verdade, porque é como eu a sinto. E trabalho com as grandes questões sentindo-as, típico de almas apaixonadas (no sentido nitzchiniano da palavra), absorvendo em mim cada detalhe da vida. E hoje escolhi a palavrinha AMOR…

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Será que amor é apenas a entrega de corações que se enamoram e se desejam? Amor é apenas o "Eros” ? Aquela sensação que se massifica por aí como “contato físico”?

Será que o amor é apenas a responsabilidade de sobrevivência da prole?

Será que amor é o que afinal?

Pra quem lembra sobre o que falei a respeito da Verdade, saberá que pra mim amor é andar com a verdade, custe o que custar, e o preço é muito alto. Amor é mais que isso, amor é assumir a causa de ir até o fim pela maturidade do outro, pelo crescimento, pelo bem-estar, amor é doar-se… e o amor é doer-se.

Amar de verdade machuca, dói, é um preço que poucos pagam. Quase ninguém está disposto a permanecer ao lado de outra pessoa quando se conhece a fundo. (Eis o motivo dos divórcios) E quase ninguém quer um amigo que fale a verdade. As pessoas preferem as doces mentiras, as pílulas douradas, as máscaras de bons moços.

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Eu acredito na pureza das relações humanas. Acredito também em não criar expectativas irreais sobre as pessoas, pois uma vida inteira ao lado delas e ainda nos surpreenderão.

E isso torna a humanidade linda. Este desafio de amar o homem como ele é. Na sua obscuridade e na sua pureza. Com o olhar criterioso de um minerador que enxerga na rocha bruta o precioso diamante. As palavras soam bonitas, sinta-as na realidade de seu cotidiano e se permita amar em verdade.

Diante desta perspectiva, eu penso: “Como Jesus era quando veio à Terra? Quais eram seus traços de caráter? Como Ele reagiria diante das situações? Será que eu teria coragem de amá-lo? Se eu tivesse, será que iria até o fim ao seu lado?”

Eis o desafio de amor, segundo a minha perspectiva.

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Abraços sinceros da Panda,

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Entre Tartarugas, Chuvas e Liberdade.

A chuva caia com a força da tartaruga. Vagarosa porém constante. Eu caminhava debaixo dela, protegida pelo guarda-chuva (ou não), sentindo como se meus medos também caíssem junto com a água.

Sentia cada gota molhar meus sapatos, refletia que cada gota era um impecilho ou uma batalha travada com o futuro. Estava alí, terra nova, eu graduada porém sem o reconhecimento da bendita Ordem, costumes e culturas opostas à que fui criada. Músicas que me ofendem a alma. E eu alí, caminhando debaixo da chuva e pensando “Sinto medo”.

A chuva continuou, o medo… bom, quando pensei na bondade de Deus, seu cuidado, seu amor, nas pessoas lindas que Ele me presenteou e tudo o mais…. aí o medo escorregou com a chuva ladeira abaixo e eu prossegui. Livre.

Segura de que Ele está comigo e isso… ah! Isso Basta! Alegre

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Verdade e Amor: Um babado fortíssimo

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“Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, vos guiará para a verdade plena” Jo 16,13a

A primeira coisa que me veio à mente foi a frase de Pilatos, repetida por muitos filósofos através dos tempos…

_ Que é a Verdade?

Eu ainda não sei o que “é” a verdade. Também não sei o que “é” a mentira. Eu só sei o que pode me ferir, me machucar, me aprisionar. Também sei o que me faz muito bem, o que me liberta, o que me transcende, o que me acolhe. Meu parâmetro de “verdade” corresponde à análise do cotidiano, às gentilezas de Deus através dos irmãos. Aquelas pequeninas coisas que eu simplesmente adoro!

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Café da manhã na cama.

Céu estrelado.

Brisa do mar.

Abraços!!!!!!

Colo… adooooooro colo!

Cheiro de terra molhada.

Beijos

Flores

Olhares

Enfim, muitas coisinhas, mas isso são gentilezas do Amor e não da Verdade. As gentilezas da verdade são coisas como

chamado.

Conversas honestas

Partilhas de sonhos

Partilhas de medos

Partilhas!!!!

Continuar perto quando todos os demais se afastam (opa, isso é amor também).

Ficar longe quando é preciso espaço (epa! Mas isso tem cheiro de amor)

Será que o amor e a verdade andam juntas?

Certamente, e com essa eu concluo: O Espírito da verdade nos guiará para a verdade plena, que também é amor perfeito… Sim, Ele é maravilhoso e todo amor!

E nessa deixo espaço para vocês caminharem na verdade… que não é o fundamentalismo barato e mesquinho que te afasta do amor, também não é o liberalismo infantil que te leva pra forca, é equilíbrio… muito equilíbrio…

Carpe Dien, mon ami,

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Panda!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Acolher é preciso.

Um tempo de pausa.

Um tempo para repensar.

Um tempo em que se acumulam as coisas de fora pra dentro.

Já teve tempos assim? Todo lojista creio que me entenderá, no final do ano fecham-se as portas, é tempo de balanço. Analisar acertos, erros, pesar a balança. Aceitar-se. Acolher.

Tem coisas que nunca vamos entender, não vamos mesmo! Não tente, não perca seu precioso tempo com lembranças ou perguntas que não ficarão respondidas.

Às vezes eu me pego pensando “Por quê Senhor?”

Tenho a péssima (filósofos e aspirantes à Filosofia que me perdoem) mania de perguntar “Por quê?!” Quando em verdade o que eu deveria questionar é “O que fazer com isso?”, “Como resolver isso?”, “Devo mesmo dar vasão a isto?”, “É necessário que as coisas cheguem a este ponto?”, “Existe ao acaso outra perspectiva?”

Enfim, é preciso se dar a oportunidade de ampliar os pontos. Uma amiga certa vez me disse que o ponto de vista de alguém é apenas a visão de  um ponto. Existem outros mais. E eu completo, para se visualizar algo é preciso muitos pontos. Uma verdadeira imensidão de pontos. Quem trabalha com aparelhos eletrônicos sabe que eu não minto. Muitos pontinhos coloridos dão vida às imagens televisivas… Se o criador da televisão se prendesse à visão de apenas um único pixel, um único pontinho, não teríamos a dinâmica imagem presa à caixinha nas salas, quartos, recepções, etc..

Busque conselho de quem te compreende, de quem se dá a chance de ampliar-se, de quem quer o seu bem e respeita suas vitórias, suas derrotas, seus anseios e seus medos.

Esse alguém eu dou o nome “Amigos”. Não são aqueles de botequim, são honestos, te querem por perto, te desejam a felicidade, falam a verdade, te alertam, te conhecem…

Sinceramente?

 

Senhor, obrigada por ser meu Amigo, obrigada por me dar amigos, obrigada por tornar o distante bem próximo, e o próximo mais próximo, obrigada por acalentar minha alma e dar água diante das vicissitudes do deserto.. Obrigada por me fazer humana e cada vez mais humana… obrigada por me trazer pra perto de Ti quando eu às vezes tenho vontade de ser um avestruz.

E obrigada por me permitir ser o panda de sempre e assim mesmo em constante transformação. Amém!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ladainha: Jesus na Bíblia

Ví no blog do querido Diego.

A postagem original é do Irmão Paul, e este texto orante me fez refletir muito. Compartilho e deixo a você a possibilidade de entoar comigo as preces aqui levantadas... deixe que isto seja vida em você.

Jesus Cristo está em cada livro da Bíblia ...

Em Gênesis Jesus é ...
"Semente da mulher"

Em Êxodo Ele é ...
"O Cordeiro da Páscoa"

Em Levítico Ele é ...
"O Padre, o Altar do Sacrifício &"

Em Números ele é ...
"O pilar de nuvem de dia ea coluna de fogo à noite"

Em Deuteronômio Jesus é ...
"O Profeta como Moisés"

Venha ajoelhar-se diante dEle agora

Em Josué Jesus é ...
"O Capitão da Nossa Salvação"

Em Juízes Ele é ...
"Nosso Juiz e Legislador"

Em Rute Ele é ...
"O nosso Parente-Redentor"

Em I & II Samuel Ele é ...
"O nosso Profeta Confiável"

Em Reis e Crônicas Ele é ...
"Nosso Rei Reinante"

Em Esdras ele é ...
"Rebuilder das paredes quebradas da vida humana"

Venha ajoelhar-se diante dEle agora


Em Neemias Jesus é ...
"Nosso Restaurador"


Em Tobit Ele é ...
"O Mensageiro da Nova Vida"

Em Judith Ele é ...
"Fraqueza Transformado em Vitória"

Em Ester Ele é ...
"O nosso advogado"

Em Macabeus I & II Ele é ...
"O líder que morre para a Lei de Deus"

Venha ajoelhar-se diante dEle agora

Em Jó Jesus é ...
"O nosso sempre vivo Redentor"

Em Salmos ele é ...
"Nosso Pastor"

Em Provérbios Ele é ...
"Nossa Sabedoria"

Em Eclesiastes Ele é ...
"Nossa esperança da Ressurreição"

No Cântico dos Cânticos Ele é ...
"Nosso Noivo Loving"

Em Sabedoria Ele é ...
"Emanação do pensamento de Deus"

Em Eclesiastes Jesus é ...
"Nossa Segurança"

Venha ajoelhar-se diante dEle agora

Em Isaías Jesus é ...
"O Servo Sofredor"

Em Jeremias Ele é ...
"O Ramo Justo"

Em Lamentações Ele é ...
"O nosso Profeta das Lamentações"

Em Baruch Ele é ...
"Mercy A partir do Eterno"

Em Ezequiel, Ele é ...
"The One With o direito de governar"

Em Daniel Jesus é ...
"O Homem na Fornalha Quarta Firey"

Venha ajoelhar-se diante dEle agora

Em Oséias Jesus é ...
"O Marido Fiel Sempre Married to the Sinner"

Em Joel Ele é ...
"Aquele que batiza com o Espírito Santo e Fogo"

Em Amós Ele é ...
"O restaurador de Justiça"

Em Obadias Ele é ...
"Mighty to Save"

Em Jonas Ele é ...
"Nosso grande missionário estrangeiro"

Em Miquéias Jesus é ...
"Os pés de quem traz boas notícias"

Venha ajoelhar-se diante dEle agora

Em Naum Jesus é ...
"Nosso Stronghold no dia da angústia"

Em Habacuque ele é ...
"Deus meu Salvador"

Em Sofonias Ele é ...
"O Rei do Israel"

Em Ageu ele é ...
"Ring A Signet"

Em Zacarias Ele é ...
"Nosso Rei Humble equitação em um Colt"

Em Malaquias Jesus é ...
"O Sol da Justiça"

Venha ajoelhar-se diante dEle agora

Em Mateus Jesus é ...
"Deus conosco"

Em Marcos Ele é ...
"O Filho de Deus"

Em Lucas Ele é ...
"O Filho de Maria - sentindo o que você sente"

Em João Ele é ...
"Pão da Vida"

Em Atos Jesus é ...
"O Salvador do mundo"

Venha ajoelhar-se diante dEle agora

Em Romanos Jesus é ...
"A justiça de Deus"

Em I Coríntios Ele é ...
"A Ressurreição"

Em II Coríntios Ele é ...
"O Deus de toda consolação!"

Em Gálatas Ele é ...
"Seu Liberdade. Ele te liberta. "

Em Efésios Jesus é ...
"O Chefe da Igreja"

Venha ajoelhar-se diante dEle agora

Em Filipenses Jesus é ...
"Sua alegria"

Em Colossenses Ele é ...
"Sua integridade"

Em I & II Tessalonicenses Ele é ...
"Sua esperança"

Em I Timóteo Ele é ...
"Sua fé"

Em II Timóteo Jesus é ...
"A estabilidade de seu"

Venha ajoelhar-se diante dEle agora

Em Tito Jesus é ...
"Verdade"

Em Filemon Ele é ...
"Seu benfeitor"

Em Hebreus Ele é ...
"Sua perfeição"

Em Tiago Ele é ...
"O poder por trás de sua fé"

Em I Pedro, Ele é ...
"O seu exemplo"

Em II Pedro Jesus é ...
"Pureza Seu"

Venha ajoelhar-se diante dEle agora

Em I João Jesus é ...
"Sua vida"

Em II João Ele é ...
"O padrão"

Em III Ele é John ...
"Sua motivação"

Em Judas Ele é ...
"O fundamento da sua fé"

Em Apocalipse Jesus é ...
"Rei sua vinda."

Ele é ...
o primeiro eo último;
o início eo fim.
Ele é o guardião da criação e do criador de tudo.
Ele é o arquiteto do universo e do gerente de todos os tempos.
Ele sempre foi, Ele sempre é e Ele sempre será
impassível, sem alterações, invicto e nunca desfeita.

Ele estava machucado e trouxe a cura,
Ele foi ferido e aliviou a dor,
Ele foi perseguido e trouxe liberdade,
Ele estava morto e trouxe vida,
Ele ressuscitou e traz poder,
Ele reina e traz a paz.

O mundo não pode entendê-lo;
os exércitos não pode derrotá-lo;
as escolas não podem explicá-lo;
e os líderes não podem ignorá-lo.
Herodes não pôde matá-lo;
os fariseus não poderia confundi-lo;
as pessoas não podiam segurá-lo;
Nero não poderia esmagá-lo;
Hitler não podia silenciá-lo;
a idade nova não pode substituí-lo;
e Oprah não pode explicá-lo embora!

Ele é a vida, amor, longevidade & Lord.
Ele é a bondade, bondade, mansidão e Deus.
Ele é santo, justo, forte, poderoso, puro.
Seus caminhos estão certos, Suas palavras eternas, Seus regras imutáveis,
e sua mente ... é sobre mim.
Ele é meu redentor.
Ele é meu salvador.
Ele é meu Deus.
Ele é meu Sacerdote.
Ele é minha alegria.
Ele é meu conforto.
Ele é meu Senhor
e Ele governa a minha vida.