segunda-feira, 23 de julho de 2012

Aquela sobre a mulher que virou presidenta


É presidenta, eu não "ia com a tua cara", não tinha empatia nenhuma e você sempre me pareceu esquisita. Talvez tenha sido minha visão prosaica, hipócrita e juvenil de política apaixonada que tornou as coisas assim, entretanto, crítica ou não, a senhora ganhou alguns pontos com esta paradoxa, cosmopolita e ao mesmo tempo suburbana questionadora de botequim.

Sabe por quê?! Porque você não se intimidou diante dos opositores ferrenhos, tudo bem que teve uma forcinha da mídia a seu favor, uma grande equipe de marketing e etc. e tal. Mas, mesmo assim, por trás da mulher de vestidinho vermelho (e que não era a personagem do Maurício de Sousa, apesar até mesmo da possibilidade de caracterização sem ressentimentos) que angariava votos mora uma mulher sensata, com anseios, sonhos, com um passado e uma realidade patente de quem lutou a vida toda e venceu.

Com a realidade de quem muitas vezes saiu pela porta dos fundos, de quem teve que fugir pra sobreviver, de quem se ocultou às margens, de quem viveu rotulada, vítima típica do moderno bullying (conhecido como preconceito, esses termos em inglês me fatigam!) sobreviveu, venceu e fez com que todos engolissem tudo que disseram a seu respeito.

Obrigada por mostrar que a realidade é a possibilidade pra quem tem força, fé e sobretudo determinação e coragem. Gostei da sua frase a respeito daquela comissão da verdade (é gente, eu sei que é antiga, mas pra mim é atual e não venham reclamar....rs) e esta é a razão pela qual compartilho. _eu.

"A palavra verdade é alto tão surpreendentemente forte que não abriga nem o ressentimento, nem o ódio, nem tampouco o perdão" _ Dilma Rousseff, primeira mulher a ser presidente do Brasil.

P.S. Isso não é campanha política. Sou só eu e minhas manias de escrever por aí...
P.S.2 Postagem publicada originalmente na minha página do facebook

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