segunda-feira, 3 de junho de 2013

Hello Sweetie

Hoje vou saltar para um universo paralelo qualquer e ignorar algumas coisas como “Esse blog virou postagem sobre série, foi?”.

Não, não virou nada, é como eu sempre disse no começo, é apenas um blog e gosto de partilhar o que tenho vontade. Seja o brilho das estrelas que peguei do seu olhar, seja a vitória política de alguém, seja a derrocada de um império, ou simplesmente Doctor Who, a série britânica que completa em 23/11/2013 nada mais, nada menos que 50 anos de existência.

Então, se você não assiste e não tem nenhuma familiaridade com o Universo que existe de Doctor Who, aconselho a parar sua leitura aqui.

Já que você optou por continuar, seja bem-vindo à fantástica fábrica de wibbly wobbly timey wimey que são as teorias que surgem na minha infame cabecinha hahaha. (Tudo bem, não é exatamente uma teoria é só uma visão dos fatos)

Sobre o lance da Rose.

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Vou tentar me prender apenas ao que diz respeito às últimas 7 temporadas, esse negócio de voltar 50 anos é muito pra meu pouco tempo de vida.

Então a primeira companheira que temos dentro da T.A.R.D.I.S. é a loirinha aventureira e apaixonada, Rose Tyler. Para desespero de alguns fãs, obviamente, pois a série clássica sofre com os efeitos históricos da descolonização da África e da Ásia, passa pela Guerra nas Falklands, passa por Guerra Fria, e tudo isso se reflete nos episódios em que o Time Lord mais “querido” da BBC se aventura. Rose Tyler surpreende com o charme, a garra feminina, a personalidade forte e o desejo de conhecer as estrelas que a nossa sociedade tem.

Nós, ao contrário das pessoas que foram fruto das décadas de 60-80, almejamos algo mais, sonhamos com o dia em que o pó das galáxias passará por nós sem surtir dano. Desejamos tocar o céu. Queremos mais do que, acordar, trabalhar, namorar e dormir. E nisso somos iguais Rose Tyler.

O Doutor, recém-regenerado, aparentemente, e se conformando com suas orelhas grandes e mal distribuídas, sofre com a amargura e passa por uma fase de redenção e é esta a ideia da primeira temporada. “Há bem e mal em cada um de nós, é preciso que encaremos os fatos e aceitemos a redenção”. A ideologia de que é possível sim se redimir é que surge com Rose Tyler.

Rose, o Bad-wolf. Rose, a encantadora de Daleks.

No primeiro episódio em que aparecem os Daleks (S01E06), o Dalek em questão não é comum, ele pode sentir emoções. Ele chora de desespero, sente medo, sente ódio, sente desejo e sente amor. Tudo que ele quer é ver a luz do sol. Mas, é um Dalek com problemas, a natureza daquela criatura não suporta emoções. E ele implora que a Rose lhe conceda a morte. (“Ordene que eu morra! Ordene!”).

Rose faz mais do que ser uma companion, ela demontra tanto amor no correr dos dois primeiros anos que o amargurado e sombrio Nono Doutor, ao se regenerar, apaixona-se pela vida e é de longe um dos mais emocionais Doutores.

E agora, para a celebração dos 50 anos teremos um time no mínimo caótico nas telas.

Rose, a apaixonada; Ten Doctor, o amante; Eleven Doctor, o amargurado; Clara, aquela que nasceu para salvar o Doutor; The Valeyard (aparentemente), o sombrio.

Isso é mais do que um seriado sobre fumaças estelares, é sobre o emaranhado da alma humana.

Geronimo!!!

Um comentário:

Mary disse...

Postagem linda e cheia de emoção, como só uma whovian assumida poderia produzir :)